quinta-feira, 11 de outubro de 2007

LIBERDADES SOCIALISTAS? DO TEMPO DO BOTAS...


Rodrigues dos Santos fala em «imoralidade»

Continua o clima tenso na RTP, com trocas de acusações entre a administração da empresa e o apresentador José Rodrigues dos Santos, que desmente a notícia avançada na terça-feira de que tinha sido suspenso.

«Se vier a ser despedido por ter dito a verdade é injusto e mostra o ponto ao que a imoralidade chegou», disse ao Diário de Notícias, desmentindo a informção da sua dispensa: «Não estou a apresentar o Telejornal porque não é a minha semana».

Segundo o jornal Público, o actual pivô arrisca um processo disciplinar que, a confirmar-se, elevaria para 12 o número de processos desta natureza instaurados pelo conselho de administração (CA) da RTP só este ano. «Vamos iniciar, para já, um esclarecimento rigoroso sobre o que foi dito por José Rodrigues dos Santos a todos os órgãos de comunicação, porque há versões contraditórias nas suas diversas declarações», disse ao jornal o administrador Luís Marques, que aproveitou para informar que o jornalista continua nas suas funções normais.

Entretanto, Rodrigues dos Santos também aproveitou para refutar a acusação de pedido de tratamento especial. «Não percebo porque é que falam em histórias de remunerações e de horários porque não é isso que está em causa. A independência da RTP é que está em causa desde o princípio», frisou, acrescentando: «A minha desmotivação tem a ver com o facto de o CA ter interferido numa competência da direcção de informação e esse acto ter resultado impune. O que o CA está a fazer revela tudo sobre o que o CA é realmente. E nada revela sobre mim», vincou, dizendo ainda ao DN que a única coisa que pediu foi «para não estar sem fazer nada». «Isto é uma tentativa mesquinha de confundir a situação».

Almerindo Marques reage

Confrontado com o facto de Rodrigues dos Santos ter reiterado as acusações de ingerência nas decisões editoriais, o presidente da RTP, Almerindo Marques, acusa o pivô de ter «um défice de personalidade e carácter», noticia o Diário de Notícias.

Luís Marques, por seu lado, terá dito ao conselho de redacção que a posição do jornalista encerra uma «grave quebra de solidariedade entre um dos principais quadros da empresa e a administração».

Comentário:
A form arrogante como o governo Socrates está a tentar levar a cabo as suas tão propagandeadas reformas estruturias do País, faz lenbrar bem mais os tempos, sem Reformas, mas com Reformados, de Antonio Oliveira Salazar e do seu pupilo Marcelo Caetano.
Todos os dias se encontram atrocidades por parte deste (Des)Governo, ora são as SCUT, ora é o Sistem Judicial, ora, é a Economia, ora é o sector produtivo, ora é o ataque descrdo ao SNS, e agora para culminar a Comunicação Social, com o mais descarado ataque á liberdade de informação no canal estatal, que é sustentado em larga medida pelos impostos pagos por todos nós.
O braço de ferro entre a Administração, tele-comandada pelo Governo e o Jornalista José Rodrgues dos Santos, vai obviamente ter o fim de que todos estamos á espera, no entanto quando a corda partir do lado de José Rodrigues dos Santos, nada ficará igual.
E talvez sej bem melhor assim, pois deixmos de ter a mentira e hipocrisia, estampadas nas noticis diárias, e passamos a saber que tudo o que for aprresentado nos blocos informativos vem com a chancela de qualidade do governo, ou seja a RTP passa a ser a voz do dono.
Ai Portugal! Portugal, para onde caminhas tu...
João Massapina

AS SCUT NOVAMENTE...


Governo vai introduzir portagens nas SCUT até final deste ano
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, disse hoje que o Governo está a trabalhar no sentido de introduzir portagens nas SCUT (vias Sem Custos para o Utilizador), até finais de 2007.
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, disse hoje que o Governo está a trabalhar no sentido de introduzir portagens nas SCUT (vias Sem Custos para o Utilizador), até finais de 2007.

Mário Lino falava aos jornalistas à margem da inauguração do último troço do eixo Norte-Sul, onde anunciou, tal como o primeiro-ministro, a adjudicação da última fase da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL) para Novembro.

"Estamos a trabalhar para introduzir portagens nas SCUT, mas para isso temos que alterar os contratos de concessão", disse Mário Lino, acrescentando que o Governo pensa fazê-lo até ao final do ano.

Questionado sobre o aeroporto, Mário Lino disse que a apresentação de uma alternativa para a localização decidida desde 2000 obrigou o Governo a encomendar um estudo comparativo ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que deve ser entregue ao Governo até "ao final deste ano".

Acrescentou que definidas e com conclusão marcada estão as ligações Lisboa-Madrid e Lisboa-Porto ao Transporte de Grande Velocidade (TGV), que ficarão concluídas em 2013.

Questionado pelos jornalistas sobre o atraso na conclusão do eixo Norte-Sul, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações disse ter sido adjudicada apenas em 2004 e que "apesar de já dever estar concluída há algum tempo não teve derrapagens de custos significativos".

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

GAZA FOI O LAR DE GOLIAS

















A faixa de Gaza é uma região abarrotada com uma massa de um milhão e trezentos mil muçulmanos, assolados pela pobreza, em uma linda faixa territorial de 360 km ao longo do Mar Mediterrâneo. Esta área, que faz fronteira com Israel e tem 51 quilômetros, também é o lar de cerca de 7.500 israelenses, espalhados em vários assentamentos, por toda a região.


Gaza foi o lar de Golias e seus quatro irmãos, que lideraram os exércitos dos Filisteus, implacáveis inimigos de Israel. E os habitantes de Gaza hoje são tão intransigentes e insaciáveis quanto os filisteus – de onde os palestinos adotaram o nome.

PORQUE SHARON QUIS ENTREGAR GAZA?

Tudo tem a ver com a perda de vidas humanas. Vamos fazer algumas comparações: os Estados Unidos têm hoje uma população de quase 300 milhões de habitantes. Desde o inicio da guerra no Iraque, mais de 1600 americanos morreram em fogo cruzado, e outros 550, em acidentes e outras formas. Outros 2700 foram feridos leve ou gravemente; cinqüenta americanos foram mortos no Afeganistão desde 11 de Setembro. Os britânicos, cuja população é de 60 milhões, perderam 60 soldados no Iraque.
Agora analise as perdas de Israel. A ultima etapa da continua guerra que Israel trava com os Muçulmanos, há cem anos, teve inicio após 29 de Setembro de 2000 quando Yasser Arafat a declarou após a visita de Ariel Sharon ao Monte do Templo – local onde Salomão construiu o seu templo e também onde Jesus pregou os evangelhos. Arafat deu inicio à sua segunda intifada porque segundo ele, o Templo do Monte é lugar sagrado somente para os muçulmanos e nenhum judeu tem autorização de colocar os pés onde “Maomé subiu aos céus em um cavalo branco”.
Desde essa declaração, sete anos atrás, Israel, que tem uma população de menos de 6 milhões de Judeus, já perdeu 950 israelenses, mortos por terroristas palestinos – 673 civis e 278 soldados (até ao dia 07 de Maio de 2004, www.idf.il.
Homens, mulheres e crianças foram mortos a pedradas, facadas atropelamentos, linchamentos, balas perdidas e franco atiradores que atacam veículos e casas. Quatrocentas e cinqüenta pessoas foram mortas em explosões com homens-Bomba, 38 em explosões de carro-bomba e outras 61 em outros tipos de explosão. Um total de 6.338 israelenses, soldados e civis, ficaram feridos – muitos ficaram paraplégicos ou tetraplégicos, cegos, surdos, deformados e com danos cerebrais.
E é por causa dessa carnificina que sucessivos primeiros ministros de Israel, tanto da Esquerda como da Direita, sempre chegam à conclusão de que, para que este pequeno estado judeu possa continuar a existir, Israel deve recuar estrategicamente para, assim, conseguir manter as suas fronteiras de forma segura.

Na ordem do dia esta a divisão de Jerusalém!
Mais um proposta, mais uma tentativa.
Será que é a ultima?
Lamentavelmente duvido!...

(Alguns dados recolhidos em www.idf.il. e também com o apoio de alguns arquivos de Pr. João Pereira Gomes Filho)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

DIPLOMACIA À BRASILEIRA...

A diplomacia brasileira não tratando o fidelismo como um tumor maligno, que é preciso extirpar.
Combati já na época o ato deplorável do governo anterior.
A intervenção armada do cotidiano para expulsar de havana a horda soviética se impõe como medida de simples politica para a limpeza da nossa casa.


"Assis Chateaubriand"

Rufus Wainwright


Um dos mais promissores e originais escritores de canções dos últimos tempos regressa a Portugal.

Rufus Wainwright actua no próximo dia 6 de Novembro, no Coliseu de Lisboa, para apresentar seu último álbum - Release The Stars. Um trabalho que é considerado pela crítica como o melhor da sua carreira.

Na semana do seu lançamento, em Maio, foram vendidas 24 mil cópias nos Estados Unidos e 30 mil em Inglaterra. Release The Stars consolidou o estatuto de Rufus Wainwright como ícone da canção norte-americana.

PANORAMA SOMBRIO


No estado policial sanguinário cubano, enquanto a burocracia do Partido Comunista se refestela, a patuléia ignara como o pão que o diabo amassou, sem direito a mugido.

Sei que a atmosfera política esta carregada, mas, parafraseando Trotsky, se você não está interessado na guerra política, a guerra política está interessada em você. Mesmo que o amigo fuja dela como o diabo da cruz, dificilmente escapará. Fingir ignorar o que se passa à sua volta ou tentar não compreender o que se esfrega na sua cara pode ter o mesmo resultado, num futuro próximo, do caso dos atletas cubanos que ganharam a vista para um sonho mas não o levaram, impedidos pela ingerência perversa do regime propagado pelo Dr. Fidel Castro – que tudo cerceia, inclusive o direito mínimo de ir e vir.
Sim, o amigo pode se imaginar distante de tal realidade sórdida, infenso a uma coisa que se processa numa ilha remota, com outra tessitura histórica, num outro mundo envolto pelo isolamento, que , alem disso, mais dia menos dia, ruirá. Bom, a coisa não é assim. Para começo de conversa, o que se passa no Brasil hoje, é a mesma coisa que ocorreu em Cuba nos primeiros anos de “la revolucion”. Havia na ilha, de inicio, uma atmosfera transbordante de esperança e promessas de liberdade, diante da nova “experiência revolucionária” que se prometia restauradora de uma Cuba naufragada na degradação. O próprio Fidel Castro se colocou, então, como uma figura apenas emergente, não mais que peça transitória até a consolidação de uma democracia em que o povo fosse, pelo voto, soberano.
O que se viu depois, com o passar dos anos, foi tão somente a consolidação da mais brutal ditadura manipulada por uma bem instalada quadrilha ideológica, a escravizar milhões de pessoas no circulo fechado do medo, suor e lágrimas. Depois da triste experiência das ditaduras de Machado de Baptista, Fidel Castro só fez aprofundar a carência geral a vigilância de um Estado policial sanguinário. Nele, enquanto a burocracia do Partido Comunista se refestela, a patuléia ignara come o pão que o diabo amassou, sem direito a mugido. É fato incontestável: quase 50 anos depois de tascar o poder, o Vampiro do Caribe ainda pretende enbganar a população por meio de justificativas mentirosas e eternas promessas de “um futuro melhor”, infenso aos gritos de clamor do mundo civilizado.
E no Brasil? No Brasil o panorama sombrio se articula como um fato irreversível. Nele, a máquina de um partido “hegemônico”, o PT, usa o poder oficial (e oficioso) para transformar o Estado democrático e de direito, por meio dos mais diversos artifícios, numa “democracia direta” – para a compreensão mais abrangente, sinônimo da deslavada prática totalitária.
Com efeito, conforme planejado nos desvãos do Planalto, diariamente são criadas no país inúmeras leis, normas, decretos, instituições, conselhos, comissões, departamentos e ministérios que visam restringir a ação da sociedade e da iniciativa privada e, o pior, controlar as liberdades individuais. Na generalidade dos casos são leis absurdas, que jamais serão cumpridas mas que servem para o governo, no momento oportuno, acioná-las contra o adverso – exatamente como Fidel Castro tramou em Cuba para inibir e eliminar os “inimigos da revolução”.
No momento, em meio ao caos geral e propositado, o governo petista avança solerte e forte. Na ordem prática das coisas, ele assegura (com a conivência de um Congresso Nacional aliciado) a permanência da famigerada CPMF, imposto que se eterniza, embora seja considerado “transitório”; lança mais um plano mirabolante, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), cujo objetivo é requentar novos e inúteis aparatos ditos de segurança e fomentar propinas eleitoraleiras (com a invenção das “Promotoras Legais Populares”, modelo cubano de espionagem, para atuar nas favelas e periferias com salário mensal de 190 R$; e articula a permanência do denunciado Renan Calheiros na presidência do Senado, um perfeito vassalo da vontade palaciana.
Na estratégia adotada, em pleno andamento, dois lances estão na pauta para o avanço do esquema totalitário: primeiro, a realização do III Congresso Nacional do PT, que deu margem a alterações dos estatutos e programas do partido, segundo, a mobilização de uma Assembléia Nacional Constituinte “exclusiva”, cuja finalidade seria engendrar uma reforma política que, por maioria simples, aprove emenda constitucional permitindo o terceiro mandato de Lula da Silva (neste sentido, a máquina partidária já promove, de forma subliminar, nas mais diversas publicações oficiais, o numero 3 – relativo ao terceiro mandato do operário - relâmpago).
Dinheiro no é problema. Os cofres públicos, com a alta permanente da carga tributaria, nunca estiveram tão abarrotados. Mais ainda a partir da aprovação liquida e certa da CPMF pelo Congresso. Contando com tais e abundantes recursos, o governo no encontrará dificuldades em refazer pactos, cooptar adversários, anunciar projetos, criar novas despesas, ampliar a máquina burocrática, obter votos da base aliada e até de supostos parlamentares da oposição.
Por trás de tudo corre Zé Dirceu, o ex-guerrilheiro amigo do credenciado Fidel Castro que deseja, a todo o custo, chegar à presidência da Republica em 2014. como se sabe, o ex-chefe da casa civil foi cassado pelos pares após o escândalo do mensalão, fato que levou o Procurador – Geral da Republica, António Fernandes de Sousa, a denunciá-lo no Supremo Tribunal Federal (STF) como o comandante da “organização criminosa” operante no Planalto. Claro, o ex-guerrilheiro transformado em lobista milionário, agora se diz inocente. E como homem de força dentro do PT, para limpar terreno, investe com firmeza na criação de mais uma lei, a de Massa, cujo objetivo inicial é o de “regulamentar” os meios de comunicação, que considera livres da intervenção punitiva do Estado.
Para o desavisado que acredita ainda em democracia representativa, é ou não um panorama sombrio?

“Ipojuca Pontes” – Escritor e Cineasta

VAMOS AJUDAR A INTERPOL...


Apelo global inédito para caçar pedófilo

A interpol lançou um inédito apelo mundial para tentar identificar e localizar um pedófilo suspeito de abusar de mais de uma dezena de crianças. Todas as investigações realizadas até agora foram infrutíferas, razão pela qual a Interpol decidiu pedir a ajuda do público para tentar deter o homem antes que ele faça mais vítimas.

O suspeito, cuja identidade é desconhecida, aparece em cerca de 200 fotografias que há vários anos circulam insistentemente em sites pedófilos da internet. Nas imagens, o homem aparece envolvido em actos sexuais com 12 rapazes entre os 6 e os 12 anos, aparentemente de nacionalidade vietnamita e cambojana. Segundo a Interpol, as fotografias originais terão sido tiradas naqueles países asiáticos em 2002 e 2003 e em todas elas o rosto do pedófilo aparece digitalmente manipulado por forma a impossibilitar a sua identificação.

No entanto, peritos da polícia alemã conseguiram melhorar a imagem o suficiente para o rosto ser reconhecível e foram essas imagens que a Interpol colocou domingo à noite no seu site, juntamente com um inédito pedido de ajuda ao público.

As fotos mostram um indivíduo branco, de ar europeu, com cabelo escuro e entradas, aparentando ter entre cerca de 35 e 40 anos. Numa das fotografias, aparece de óculos.

Na sua página da internet, a Interpol alerta que se trata de um indivíduo que constitui “um perigo constante” para as crianças se continuar a monte e apela à colaboração do público, que pode deixar pistas no site da organização – só ontem, foram centenas a responder. “Estamos convencidos de que sem a ajuda do público este predador sexual continuará a violar e abusar sexualmente de menores”, afirmou ontem o director daquela organização policial, Robert Noble.

BECO SEM SAÍDA

Esta foi a primeira vez que a Interpol lançou um apelo mundial para tentar identificar um suspeito de pedofilia, e surge depois de todas as outras vias de investigação terem desembocado em becos sem saída. “Tentámos todos os meios possíveis para identificar o indivíduo e trazê-lo perante a Justiça”, afirmou Noble, adiantando que todos os inquéritos realizados localmente pelos 186 países-membros da organização foram infrutíferos. Agora, a única esperança é que alguém o reconheça.

PEDÓFILO ANÓNIMO PROCURADO

Nas mais de 200 imagens de abusos disponíveis na internet, o rosto do pedófilo foi digitalmente alterado para impedir a sua identificação. No entanto, peritos da polícia alemã conseguiram ‘limpar’ a imagem e obter fotos em que o rosto do pedófilo é facilmente reconhecível.

A Interpol espera agora, com a divulgação das imagens, que alguém, algures no Mundo, possa reconhecê-lo, levando a que seja finalmente detido. Enquanto continuar à solta, constitui um perigo para qualquer criança, garante a Interpol.

SAIBA MAIS

520 mil é o número de imagens de abuso sexual de menores contidas na base de dados da Interpol, envolvendo entre dez e vinte mil crianças.

600 vítimas de abuso sexual de 31 países foram salvas nos últimos anos graças a investigações coordenadas pela Interpol, que conta com a ajuda de um avançado sistema informático de busca.

CRIMES

A Interpol investiga quatro grandes campos de abusos de menores: exploração e tráfico, pedofilia, crimes violentos e distribuição de imagens pedófilas.

COOPERAÇÃO

A Interpol colabora com as polícias nacionais e coordena inquéritos envolvendo vários países.
Ricardo Ramos com agências

SPENCER TUNICK ATACOU NOVAMENTE - AGORA NA FLORIDA


Para ir à praia, precisa tirar toda a roupa? Para o fotógrafo americano Spencer Tunick, que já despiu milhares de pessoas, é essencial. Na Flórida, cada um dos 500 modelos abriu uma garrafa de champanhe. O artista quis fazer uma crítica ao excesso.

O FIM DE DECADAS DE DITADURA



Cuba rende homenagens aos 40 anos da morte de Che Guevara

O governo cubano prestou suas homenagens, nesta segunda-feira, ao guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara na passagem dos 40 anos de seu assassinato pelas forças armadas da Bolívia. O premiê cubano, Fidel Castro, que participou com Che da revolução que instalou o comunismo na Ilha, não pôde participar da cerimônia no mausoléu onde foram depositados os restos mortais de Che Guevara, retirados de uma cova anônima na Bolívia, em 1997. Seu estado de saúde ainda inspira cuidados, segundo informe médico.

Fidel, porém, celebrou a data com uma coluna escrita para o jornal oficial do Partido Cumunista de Cuba, o Granma, no qual afirma que o médico, nascido na Argentina, havia plantado as sementes da consciência social na América Latina e no mundo. O líder cubano descreveu-o como uma flor arrancada prematuramente de seu talo.

"Eu faço uma pausa na luta do dia-a-dia para curvar minha cabeça, em sinal de respeito e gratidão, diante do excepcional combatente que caiu 40 anos atrás, no dia 8 de outubro," escreveu Fidel.

Che Guevara foi capturado por soldados bolivianos apoiados pela Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) em 1967 e executado, aos 39 anos de idade, a tiros no dia seguinte, em uma escola. O corpo dele, cravado de balas e cujos olhos estavam abertos, ficou em exposição na lavanderia de um hospital e foi mais tarde enterrado em uma cova sem marcação.

Na manhã desta segunda-feira, cerca de 10 mil trabalhadores e estudantes cubanos reuniram-se diante do mausoléu na pequena localidade de Santa Clara, onde há uma estátua do guerrilheiro carregando um fuzil. A cidade da região central de Cuba foi o marco da libertação de Cuba, onde Che Guevara, em 1958, liderou a batalha mais importante da revolução cubana.

"Che era amado, apesar de ser teimoso e exigente. Daríamos nossas vidas por ele", afirmou Tomás Alba, 80, que lutou sob o comando de Che Guevara. Uma faixa exaltava-o como um "verdadeiro exemplo das virtudes revolucionárias". Che Guevara é cultuado como herói nacional, em Cuba, onde é lembrado por promover o trabalho voluntário trabalhando ele próprio sem camisa em canteiros de obras ou carregando sacos de açúcar. Até hoje, circula uma nota de peso cubano mostrando-o cortando cana-de-açúcar com um facão.

O guerrilheiro dirigiu o banco central de Cuba e comandou o Ministério da Indústria durante os primeiros anos do governo Fidel. Defendeu a nacionalização das empresas privadas e sonhou com uma sociedade sem classes na qual o dinheiro seria abolido e os salários se tornariam desnecessários.

Revolução global

Em final de 1966, Che Guevara deixou Cuba a fim de iniciar uma nova guerrilha anti-EUA nas selvas da região leste da Bolívia, com o objetivo de criar "dos, tres... muchos Vietnam" na América Latina. Pôsteres de Che Guevara cabeludo, com uma boina na cabeça na qual aparece uma única estrela, transformaram o revolucionário em um herói popular no mundo todo e em um símbolo da revolução.

A imagem, feita com base em uma foto batida pelo fotógrafo cubano Alberto Korda, tem sido reproduzida em grandes números, constando de camisetas, canecas, bonés, relógios suíços, biquínis e outros produtos da sociedade capitalista de consumo contra a qual Che Guevara lutou.

A sangue frio

O cubano Félix Rodríguez, integrante da CIA, concedeu entrevista ao repórter da BBC José Baig, neste fim de semana, na Flórida, na qual relatou os últimos momentos da vida de Che. Anticomunista, Rodríguez também participou da invasão da Baía de Cochinos, a Baía dos Porcos.

- Ele entendeu perfeitamente o que eu estava dizendo. Nunca vi uma pessoa perder a expressão do rosto como ele perdeu. Mas ele me disse: "É melhor assim, eu nunca deveria ter sido capturado vivo". Eu falei que poderia entregar uma mensagem para sua família, se ele quisesse mandar alguma mensagem. Ele disse, de forma sarcástica: "Bom, se você puder, diga a Fidel Castro que logo verá uma revolução triunfante na América". Logo depois ele mudou de expressão e me disse: "E, se puder, diga a minha mulher que se case outra vez e que trate de ser feliz". Foram suas últimas palavras. Me deu a mão, me abraçou, e parou, atento, pensando que fosse eu que iria atirar. Eu saí do local, que estava cheio de soldados. Lá estava o sargento Mario Terán.

A resposta de Rodrígues foi: "Sargento, há ordens do seu governo para eliminar o prisioneiro. Não atire daqui para cima, atire para baixo, para que se pense que foram ferimentos de combate. Morreu dos ferimentos de combate". Terán respondeu: "Sim, capitão".

- Eu saí de lá às 13h. Entre 13h10 e 13h20, ouviu-se a rajada de tiros - contou.

Comentario:
O fim da Ditadura de Fidel Castro e seus apaniguados está a dar os últimos suspiros, a comemoração dos 40 anos da morte de Che, é disso um exemplo, pois a "Mumia" Fidel já nem se consegue deslocar fisicamente aos locais de comemoração pública.
Continuam a viver de Mitos!...

Melhore o ângulo do decote



Depois de uma gravidez, depois de emagrecer ou, simplesmente, se não está contente com o tamanho ou firmeza das suas mamas, saiba o que pode fazer para melhorar o ângulo do decote.

A mama da mulher é constituída, essencialmente, por tecido glandular, rodeado de tecido adiposo e conjuntivo. O tecido glandular, composto pelos ductos e pelos alvéolos, é responsável pela formação do leite.

O tecido conjuntivo tem a função de sustentação das estruturas internas, ou seja, é ele que impede a mama de ficar descaída. O tecido adiposo (gordura) preenche o seu interior, dando-lhe forma, volume e contorno.

Ao contrário de outras partes do corpo - como os glúteos ou os braços, por exemplo - as mamas não têm músculo. Assim, por mais ginástica que se faça, os exercícios não irão dar forma às mamas, nem aumentar ou diminuir o seu tamanho.

No entanto, trabalhar os músculos do peito (situados atrás das mamas) e os dorsais (ao lado) pode contribuir para uma boa sustentação, mantendo as seios firmes, evitando que fiquem descaídos.

Os exercícios físicos de braços são os principais amigos do peito. Fazer flexões, por exemplo, além de fortalecer os antebraços e os ombros, trabalha bastante a musculatura torácica.

Os exercícios com pesos nas mãos também ajudam a desenvolver os músculos peitorais e são, por isso, aconselhados a quem quer manter um peito firme e levantado.

Este tipo de exercícios pratica-se, sobretudo, nas aulas de ginástica localizada, que são idealizadas a pensar no corpo da mulher. Claro que não basta ir às aulas uma vez por outra.

E mesmo que exibir um belo decote não lhe pareça razão suficiente para uma hora de transpiração intensa, lembre-se que a actividade física beneficia todas as partes do corpo e, por isso, qualquer objectivo é bom desde que sirva como estímulo se tornar uma desportista assídua.

Cuidados na gravidez

Um dos primeiros sinais da gravidez sente-se nas mamas. Começam por ficar mais sensíveis, depois mais volumosas, depois mais pesadas e, por fim, podem provocar uma sensação de inchaço. Tudo para se prepararem para a amamentação.

Estas transformações merecem atenção e cuidado desde as primeiras semanas de gravidez até ao parto.

Após o banho é importante que aplique um creme hidratante diariamente, para evitar o aparecimento de estrias que poderão surgir quando deixar de amamentar e o leite secar.

Mas, atenção, nem todos os cremes são apropriados para a pele fina da zona do decote. Leia bem as indicações descritas nas embalagens ou aconselhe-se com o seu médico.

Prefira os cremes com vitamina E, por serem bastante hidratantes (geralmente recomendados para peles muito secas) e antioxidantes (atrasam o envelhecimento). Aplique o creme todos os dias através de massagens circulares, exercendo uma pressão suave.

Quanto mais hidratada estiver a pele, mais elasticidade terá, permitindo que a mama aumente de volume, sem «estalar», e que volte ao lugar sem deixar marcas. As massagens irão ajudar a reduzir o inchaço e a congestão. Pode realizá-las durante o banho morno, pois a água quente também tem efeitos descongestionantes.

Além da pele, também os mamilos podem precisar de alguma preparação durante a gravidez, a fim de evitar gretas e fissuras resultantes da amamentação. Alguns especialistas recomendam que, depois do banho, se esfregue os mamilos com uma toalha grossa seca, de forma que a pele ganhe mais resistência nessa zona.

No entanto, também há quem defenda que este procedimento não impede o aparecimento de gretas. Como em tantos outros assuntos, tudo depende da fisiologia de cada pessoa. Não deixe de conversar com o seu médico sobre a melhor forma de se preparar para a amamentação.

Se, mesmo assim, depois de amamentar, sentir que o seu peito ficou muito diferente - descaído ou vazio - pode sempre tentar a ajuda dos cremes.

Existem cremes refirmantes, para melhorar as estrias ou com efeito push-up, que podem ser utilizados também por quem, apesar de não ter dado de mamar, pretende melhorar a aparência do seu peito.

Cirurgia, sim ou não?

Se pretender uma solução mais imediata e duradoura pode optar pela cirurgia estética. A intervenção mais apropriada será a mamoplastia, de aumento ou de redução, conforme o desejo de cada mulher.

A mamoplastia de aumento é indicada quando as mamas são muito pequenas em relação ao corpo, no caso de uma das mamas ser diferente da outra ou depois de ter havido uma diminuição de tamanho, por emagrecimento ou após uma gravidez.

Existem várias técnicas para realizar esta operação, mas todas implicam a introdução de um implante.

A mamoplastia de redução consiste em retirar o excesso de tecido mamário e em modificar o seu contorno.

É aconselhada a quem se sentir desconfortável com o volume das suas mamas, a quem tenha dores das costas, nos ombros ou na região cervical devido ao peso exercido pelos seios.

Como qualquer intervenção cirúrgica, a mamoplastia deixará cicatrizes.

Esta é uma questão que deverá esclarecer bem com o cirurgião para que possa saber com o que poderá contar. Também como qualquer intervenção cirúrgica, a mamoplastia não está isenta de riscos. Seja por uma complicação inesperada, dificuldade na recuperação, problemas relacionados com a anestesia ou outras complicações.

Converse com o cirurgião e retire todas as dúvidas. Depois pese bem os prós e os contras.

Cuidados essenciais

- Utilize um sutiã adequado ao seu tamanho, nem muito apertado, nem muito largo;

- Faça exercícios que trabalhem os músculo do tórax, músculos dorsais e braços;

- Mantenha uma boa postura, sentada e em andamento, colocando sempre as costas direitas e os ombros para trás;

- Quando está a espalhar creme hidratante no corpo, não se esqueça de aplicá-lo também nas mamas;

- Evite engordar e emagrecer com frequência, além de não fazer bem à saúde em geral, é fatal para a firmeza das mamas.

Fonte: Pais & Filhos

Fotos: DR

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O atalho


No final desta semana, o ministro das Finanças vai desvendar a proposta de Orçamento do Estado para 2008. Seguir-se-á aquele que é, anualmente, o mais importante debate realizado no Parlamento. É a oportunidade para escrutinar os resultados alcançados, avaliar o cumprimento e o falhanço das promessas efectuadas no exercício anterior e dirimir argumentos sobre as opções para o ano seguinte.
Com uma confortável maioria absoluta que dispensa quaisquer compromissos e que apenas obriga o Governo a aceitar as alterações que muito bem entender, a discussão pode ser escassamente motivadora. O resultado está feito à partida. Os deputados que suportam o Executivo limitam-se a fazer aquilo que deles se espera e os partidos da oposição aproveitam a ocasião para explorar a visibilidade que a discussão assume, sabendo que o destino mais provável para as suas iniciativas é a gaveta das recordações.

Para as bancadas da oposição, a tarefa tem vindo a revelar-se progressivamente mais ingrata. Por um lado, porque a disponibilidade do Governo para debater as suas políticas e fornecer explicações na confrontação entre o que prometeu e o que alcançou é selectiva. O exemplo recente do aumento da taxa de desemprego em flagrante contradição com o optimismo superficial do Governo, que ergueu o tema como uma das suas bandeiras mais emblemáticas, foi elucidativo. Quando as notícias são más, o Executivo vira-lhes as costas e contorna o assunto apostando na descredibilização de quem lhe dirige as críticas e lhe pede explicações. É uma opção arrogante, que há-de ser facturada, mas que vai funcionando.

Acresce que, no domínio dos grandes objectivos, o Governo vai cumprindo. Avaliada pela trajectória descendente do défice público, a estratégia de consolidação das contas públicas posta em prática no actual mandato tem uma leitura positiva. As estimativas para este ano e as previsões para 2008 vão colocar Portugal a salvo do rótulo de país indisciplinado em matéria de finanças públicas e o trunfo vai ser acenado, a torto e a direito, como uma conquista da boa gestão de José Sócrates.

Por detrás do número mágico do défice estão, no entanto, uns alicerces de consolidação orçamental que não eliminam motivos para preocupações. O bom ritmo da cobrança fiscal justifica em boa parte o sucesso no combate ao défice excessivo. Mas a despesa mantém uma taxa de aumento superior ao que o Governo vai prometendo e a reforma das administrações públicas, que devia ajudar a evitar más surpresas quando o ciclo económico muda de humor, arrasta-se em atrasos comprometedores. O Executivo escolheu o atalho dos impostos, mas o caminho está cheio de buracos.

PS – O Governo planeia abdicar de metade dos 800 milhões de euros que lhe serão pagos pela EDP em contrapartida pelo prolongamento dos contratos de concessão dos aproveitamentos hidroeléctricos explorados pela empresa. A verba irá ser utilizada na amortização de uma parte do défice tarifário acumulado pelo facto de as tarifas não reflectirem os custos. Com este acordo, o Executivo subsidia os preços da electricidade, evitando subidas politicamente difíceis de gerir. Mas compromete, novamente, o trilho para a liberalização do mercado que já envolve a ameaça por parte de potenciais concorrentes da EDP, como a Endesa, de desistirem de operar em Portugal. Com aquela decisão, os consumidores poderão não sofrer, no próximo ano, ajustamentos de preços superiores à inflação, mas terão que pagar a factura das conveniências políticas imediatas do Governo de qualquer forma. Na pele de clientes da EDP ou de contribuintes. Tal como os almoços, também o ilusionismo não é grátis.

João Cândido da Silva

Nobel de Medicina foi menino de rua em ocupação nazista


Mãe do italiano Mario Capecchi foi mandada para campo de concentração de Dachau.
Dos quatro aos nove anos, ele passou fome, só se alfabetizando nos EUA.

Para Mario Capecchi, um italiano naturalizado americano de 70 anos que é um dos três ganhadores do Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina deste ano, a vitória coroa uma vida de superação. Com apenas quatro anos de idade, ele foi separado de sua mãe -- a mulher foi levada pelos nazistas para o campo de concentração de Dachau, como prisioneira política.



Durante quatro anos, Capecchi teve de viver em orfanatos ou como menino de rua, "a maior parte do tempo passando fome", contou ele numa publicação de 1997 da Universidade de Utah em Salt Lake City, onde trabalha hoje.

A desnutrição acabou fazendo com que ele fosse parar num hospital, onde sua mãe finalmente o reencontrou quando ele tinha nove anos. Duas semanas depois, os dois partiram para os Estados Unidos, onde ele freqüentou a escola pela primeira vez. Entrou direto na terceira série, embora não soubesse inglês.

Capecchi divide o prêmio deste ano com o britânico naturalizado americano Oliver Smithies, 82, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, e Sir Martin J. Evans, 66, britânico da Universidade de Cardiff, no País de Gales. O trabalho do trio possibilitou o surgimento da técnica de "nocaute" de genes, que permite inativar com precisão trechos de DNA e, assim, monitorar sua função no organismo de cobaias. O sistema ajuda a simular doenças humanas em camundongos e, assim, aprender exatamente quais as mudanças que elas causam no organismo.



Em entrevista, Capecchi disse que a premiação tinha sido "uma surpresa fantástica". A ligação do comitê sueco que coordena o prêmio veio às 3h no horário de Salt Lake City. "A pessoa no telefone parecia muito séria, então a minha primeira reação foi 'bem, isso deve ser verdade'", contou o pesquisador.

Evans, que estava visitando sua filha em Cambridge, na Inglaterra, relatou: "Ainda não me dei conta direito do que aconteceu. De muitas maneiras, essa é a nossa aspiração científica desde meninos, não é? E aqui estou eu com ela, sem nunca ter esperado isso. É fantástico".

O trabalho de Capecchi revelou o papel de genes envolvidos no desenvolvimento dos órgãos de mamíferos. Evans criou linhagens de camundongos geneticamente modificados para estudar a fibrose cística, enquanto Smithies usou os roedores para estudar a pressão alta e as doenças cardíacas.

Quatro vinhos lusos nos 100 melhores da «Wine & Spirits


Quatro vinhos portugueses fazem parte da lista dos 100 melhores vinhos do ano da influente revista norte-americana Wine & Spirits.
A revista escolheu também dois produtos portugueses para a sua lista de melhores caves vinícolas do ano.

Os vinhos portugueses escolhidos são Quinta do Feital Vinho Verde Dourado Alvarinho 2005, Quinta do Crasto 2004 Douro Reserve, Taylor Fladgate Porto Vargellas 2004 e Taylor Fladgate Porto Vargellas Vinha Velha 2004.

A Wine & Spirits atribuiu 93 pontos (num máximo de 100) ao Quinta do Feital que disse ter uma «textura de seda apesar de reduzida pela tensão tonificante da acidez refrescante do vinho», sendo ainda um vinho «enormemente complexo para um alvarinho». O Quinta do Feital vende-se nos Estados Unidos por 25 dólares (17,60 euros).

Já o Quinta do Crasto Douro Reserva 2004 (95 pontos) é descrito como um vinho que «parece começar com um estilo internacional, uma cópia de Bordeaux» mas cuja «personalidade emerge com o ar... continuando a melhorar ao longo de vários dias».

O Quinta do Crasto é um vinho «aristocrático» que «deverá envelhecer bem durante uma década ou mais». Este vinho vende-se nos Estados Unidos por 35 dólares (24,70 euros).

O Taylor Fladgate Porto Vargellas 2004 possui «um perfume delicioso e uma energia na sua estrutura», sendo um vinho «poderoso» com indicação de que «as suas mais delicadas complexidades poderão surgir com o tempo», devendo começar a ser bebido «dentro de cerca de 20 anos». Este vinho do Porto recebeu 94 pontos e vende-se nos Estados Unidos por 52 dólares (36,80 euros).

Já o Taylor Fladgate Porto Vargellas Vinha Velha 2004 custa 233 dólares nos Estados Unidos (165 euros) e recebeu 94 pontos da Wine & Spirtis, que considerou ser um vinho a «verificar de novo dentro de 20 a 25 anos do ano da vintage».

No que diz respeito às caves vinícolas portuguesas escolhidas a Wine & Spirits considerou que o Vinho Verde Quinta da Aveleda 06 (90 pontos 8 dólares, 5,65 euros), o Vinho Verde Alvarinho 06 (89 pontos, 12 dólares, 8,5 euros) e o Bairrada Follies 05 (87 pontos, 12 dólares, 8,5 euros) foram os melhores vinhos produzidos pela Aveleda enquanto o Douro Reserva 02 (90 pontos, 24 dólares, 17 euros), o Douro Prazo de Roriz 05 (88 pontos, 14 dólares, 10 euros) e o Porto Vintage 04 (87 pontos, 55 dólares, 39 euros)) foram os melhores vinhos da Quinta de Roriz.

A revista escolheu, por outro lado, seis vinhos portugueses para a sua lista das «100 melhores compras», elaborada com base na relação preço/qualidade.

Esses vinhos são Portal do Fidalgo Vinho Verde Monção Alvarinho 2006 (91 pontos. 15 dólares, 10,60 euros), Muros Antigos Vinho Verde Escolha Loureiro 2006 (90 pontos,12 dólares, 8,5 euros), Fuzelo Vinho Verde Monção (90 pontos, 7 dólares, 5 euros), Aveleda Vinho Verde Quinta da Aveleda 2006 (90 pontos, 8 dólares, 5,65 euros), J&F Lurton Douro Pinheiros 2004 (90 pontos, 18 dólares, 12,70 euros) e Croft Porto Quinta da Roeda 2004 (92 pontos, 45 dólares, 31,80 euros).

Diário Digital / Lusa

08-10-2007

PSD TUDO DECIDIDO! SERÁ MESMO ASSIM?


Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ontem no seu programa na RTP que na última semana o PSD “perdeu tempo a fazer ataques para dentro [...] a dar tiros em si próprio” em vez de fazer oposição.
O professor reagiu assim aos ataques de que foi alvo por parte de Duarte Lima, Manuela Ferreira Leite e Santana Lopes, cujo desafio mereceu a resposta: “Não vou ao Congresso porque não há nada a discutir, está tudo decidido”

Comentário:
Tudo decidido, não há nada para discutir, será mesmo assim?
Pois eu tenho serias duvidas e considero que o PPD/PSD anto Menezes, vai atacar em toda linha, para obter resultados e manter o seu peso dentro dos diversos Orgãos do Partido, nomeadamente no Conselho Nacional.
Alguém acha que o Partido pode de um dia para o outro ficar "amestrado" nas mãos do Dr. Filipe Menezes? Que ninguém duvide que a divisão vai ser a imagem de marca deste Congresso.
E em breve poderemos confirmar esta minha premonição!

Quanto ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, a sua corrida é uma maratona, de ocupação de espaços até ás proximas Presidenciais, onde quer estar na primeira linha para suceder a Cavaco, com a indicação de grandes apoios na Sociedade Civil, obrigando o PPD/PSD a vir a reboque. Um filme já visto a quando da candidatura de Cavaco, longe das estrategias do Partido, que teve que acabar por o apoiar.

Legado da jornalista que denunciou Putin


Tudo aconteceu no prédio de Moscovo onde vivia há anos. Regressava do jornal ‘Novaya Gazeta’ após um dia de trabalho como os outros. Mas, na sombra, era esperada pelo homem pago para acabar com a sua vida. Três tiros no peito e um na cabeça silenciaram uma das vozes mais lúcidas e incómodas da Rússia do presidente Vladimir Putin. Estávamos a 7 de Outubro de 2006, dia de aniversário do presidente.

O Kremlin imputa o crime à Tchetchénia, região separatista cuja tragédia, vivida às mãos das tropas russas, a jornalista Anna Politkovskaya denunciou em artigos e livros que a tornaram conhecida fora da Rússia.

No seu próprio país, lidos por uns quantos, os textos não tinham eco, disse-o ela mesma numa entrevista concedida semanas antes de ser executada. “Não ponho a minha vida em risco”, afirmou então. A ironia trágica dessa convicção, à luz do que se seguiu, perpassa no diário que nos deixou e que no próximo dia 11 é publicado em Portugal.

‘Um Diário Russo’ (ed. Bertrand) é um livro com pouco de íntimo e pessoal. Mais do que falar de si, Politkovskaya conta o que viu e o que as suas experiências a levam a concluir, fazendo deste seu derradeiro livro o legado de uma jornalista que dedicou os últimos anos de vida a traçar o quadro da Rússia por detrás das máscaras. Putin surge aí como figura sinistra, herdeiro ‘legítimo’ do passado sanguinário da União Soviética.

Isso não impede a frequente ironia na descrição. Putin é referido, por exemplo, como um “excelente imitador” que “gosta de usar roupas de outros” e um homem “tão pomposo e imperial como um rei de um conto de fadas”. Mas o olhar é crítico e pessimista: “Assistimos a uma crise na democracia parlamentar russa na era Putin? Não, assistimos à sua morte.”

O livro cobre o período de Dezembro de 2003 a Outubro de 2005, dando conta da reeleição de Putin e da lenta queda da Rússia numa ditadura (mal) disfarçada de democracia. O cerco e o massacre de Beslan (2004) surgem também no diário, assim como um sombrio encontro com Ramzan Kadyrov, o “lunático” senhor da guerra que Putin colocou à cabeça da Tchetchénia.

‘Um Diário Russo’ é uma obra incómoda mas fundamental. Jon Snow afirma, no prefácio, que ao terminar a leitura sentiu que o livro “deveria ser levado pelos ares e lançado, em grande número, sobre toda a Rússia”. Talvez devesse igualmente ser largado nos corredores do poder dos países ocidentais, cúmplices de Putin, para que as consciências dos que governam os “oásis” da democracia mundial durmam menos sossegadamente.

RÚSSIA DEVE ESCLARECER

Mais de 60 personalidades de todo o Mundo – entre as quais o bispo Desmond Tutu, o dramaturgo Harold Pinter e a actriz Susan Sarandon – assinaram uma carta, publicada ontem no jornal britânico ‘The Times’, onde pedem à Rússia que esclareça a morte da jornalista.

PERFIL

Anna Stepanovna Politkovskaya nasceu em Nova Iorque (1958) filha de pais ucranianos. Jornalista e activista dos direitos humanos, era uma dura crítica do presidente Putin e da guerra na Tchetchénia. Premiada por diversas vezes, tanto pelo trabalho jornalístico como humanitário, foi distinguida este ano, a título póstumo, com o World Press Freedom Prize, da UNESCO.
F. J. Gonçalves

UMA NOV FERRARI EM 2009 ???

Uma nova equipa em 2009, será que vao ficar companheiros Alonso e Kimi?

sábado, 6 de outubro de 2007

Planeta como a Terra está se formando a 424 anos-luz de distância


Um planeta como a Terra parece estar se formando a cerca de 424 anos-luz de distância. Cientistas do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins descobriram um enorme cinturão de poeira quente, localizado exatamente no lugar deste novo sistema onde poderá existir água caso um planeta rochoso se forme.

O cinturão fica exatamente no meio da "zona habitável" deste novo sistema, mesma posição da Terra em relação ao Sol. Segundo os cientistas, embora ainda esteja em sua "adolescência", o sistema - que tem entre 10 e 16 milhões de anos - tem a idade perfeita para a formação de planetas como a Terra. Além disso, a presença de um anel de gelo externo também faz supor que a água, e portando a vida, poderão em algum momento chegar à superfície deste planeta.

- Se o sistema fosse muito jovem, estaria cheio de gás e formando planetas de gás gigantes, como Júpiter. Se o sistema fosse muito velho, suaa aglutinação ou o agrupamento já teria acontecido e todos os planetas rochosos desse sistema já teriam sido formados - explicou Carey Lisse, da Universidade Johns Hopkins, em artigo no site da instituição.

O cinturão de poeira - encontrado por meio de um telescópio da Nasa e suficiente para formar um planeta do tamanho de marte - é de um tipo que raramente se forma em torno de estrelas como o Sol. De acordo com Lisse, ele é formado por compostos rochosos similares aos que se encontram na crosta terrestre e sulfetos parecidos com os existentes no centro do nosso planeta.

" É emocionante pensar no que está acontecendo "

- É exatamente o que se precisa para fazer uma Terra. É emocionante pensar no que está acontecendo - afirmou Lisse, explicando que as condições para formar um planeta como a Terra vão além de estar no lugar certo e no momento certo, dependendo também de uma combinação de matérias.

Serão necessários mais 100 milhões de anos até que este planeta esteja totalmente formado e mais um bilhão de anos para que surjam os primeiros sinais de vida, segundo Lisse.

O cientista escreveu um artigo que, junto com as imagens capturadas pelo telescópio espacial Spitzer da Nasa, será publicado na próxima edição da revista Astrophysical. O trabalho também será apresentado na próxima semana na conferência da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Americana de Astronomia.

MORRE WALTER KEMPOWSKI, AUTOR DE "DIÁRIO COLETIVO" DA GUERRA


BERLIM, 5 OUT (ANSA) - O escritor alemão Walter Kempowski, considerado um dos mais importantes nomes da literatura contemporânea no país, morreu na madrugada de hoje aos 78 anos por conseqüência de um câncer.
Kempowski foi consagrado principalmente por sua obra "Das Echolot" ("O Sonar", em tradução livre), cujo subtítulo "um diário coletivo" remete à forma criativa como o autor descreveu o espírito da época da Segunda Guerra Mundial. Organizado em diversos volumes, Kempowski montou "Das Echolot" a partir de trechos de diário, cartas, recortes de jornal e outros materiais e diferentes origens.
Nascido em Rostock, no nordeste da Alemanha, em 29 de abril de 1929, Kempowski foi reconhecido pela primeira vez com o romance autobiográfico "Tadellöser und Wolf" ("Impecável e Lobo", em tradução livre), no qual descreve sua juventude na Alemanha nazista do ponto de vista de uma abastada família burguesa.
Em 1956, Kempowski deixa a prisão de Bautzen, na ex-Alemanha Ocidental, onde foi mantido por oito anos acusado de espionagem pelos Estados Unidos, se muda para a Alemanha oriental e começa a dar aulas em uma pequena cidade próxima a Hamburgo. Em 1993 o escritor publica o primeiro volume de "Das Echolot".
Nas palavras da chanceler alemã Angela Merkel, Kempowski foi "um dos mais eminentes cronistas e escritores de língua alemã".(ANSA)
05/10/2007

O cavalo selvagem


A história é de uma simplicidade infantil. O comerciante tinha um cavalo que queria vender e decidiu sorteá-lo. Conseguiu compradores para cem rifas, ao preço unitário de um euro. E foi por este preço que o feliz contemplado se viu perante a oportunidade de levar o animal para casa. O problema é que o equídeo, afinal, já estava morto.
Perante o justo protesto do cliente, o antigo proprietário disponibilizou-se para receber a mercadoria de volta e reembolsar o valor cobrado pela rifa. A transacção desfez-se, os direitos do consumidor foram devidamente observados no que respeita às obrigações contratuais em caso de produtos defeituosos e, para o final ser perfeito, o talentoso comerciante acabou por arrecadar 99 euros.

Ganhar dinheiro de forma rápida e com um mínimo de esforço é o sonho de qualquer investidor. Mas nem todos se lembram de rifar um cavalo morto, porque não têm imaginação ou descaramento para ir tão longe. Sendo assim, viram-se para outras paragens. O mercado de acções, por exemplo. Quem o tenha feito nos últimos meses, terá andado preocupado. As cotações interromperam um longo ciclo de valorização, porque a ameaça de uma crise extensa e prolongada se abateu sobre as bolsas, pressionando as acções em baixa. Muitos analistas que tentam adivinhar o rumo das praças financeiras no curto prazo garantem, com alguma convicção, que a tempestade, afinal, já passou. Mas será mesmo assim?

A subida dos índices nas sessões mais recentes parecem dar uma resposta positiva à questão. Lisboa, uma das bolsas mais voláteis devido à sua pequena dimensão, completou, ontem, uma série de seis sessões consecutivas em alta, que se traduziram numa valorização média superior a sete por cento nos principais títulos cotados.

Descontando os bancos, a perspectiva é que a rendibilidade das empresas continue a crescer a bom ritmo, razão suficiente, e bastante lógica, para sustentar a recuperação das cotações. O problema está no facto de a rapidez de reacção que se detecta nos mercados financeiros não ter correspondência no comportamento das economias, onde os efeitos chegam com mais lentidão.

Neste capítulo, as reticências ainda são muitas. E ontem, em Lisboa, Alan Greenspan soube resumir algumas delas, com a autoridade que cerca de duas décadas aos comandos da política monetária norte-americana lhe conferem. Nos Estados Unidos, onde se situou o epicentro da actual turbulência, a perda de dinamismo do mercado imobiliário, com uma persistente acumulação de casas novas, o cenário de uma recessão não está afastado.

No mercado cambial, a quebra de confiança na maior economia do mundo tem justificado a depreciação do dólar em relação ao euro e este facto deve preocupar seriamente os decisores europeus. No espaço da moeda única, exportar com um euro forte e conviver com taxas de juro em subida, reflectindo uma degradação do risco, é um ‘cocktail’ pouco animador para os próximos tempos. E, tal como nos tempos da “exuberância racional”, praças financeiras descoladas da economia real não são um cenário para curiosos.

Mas ainda há esperança? Há. Para os corredores de fundo. A comparação entre a rendibilidade das acções portuguesas e a remuneração dos certificados de aforro, um produto muito popular em Portugal, revela que, a longo prazo e apesar das crises, o risco compensa. Comprar hoje a rifa para no dia seguinte ser proprietário de um cavalo pujante e saudável é que já é outra história. Se o animal estiver vivo, pode mostrar-se demasiado selvagem.

João Cândido da Silva

PADRALHADA CONTINUA QUASE NA MESMA...


Padres nos hospitais até à reforma

Ao longo de uma semana de críticas de representantes da Igreja Católica ao projecto de regulamentação da assistência religiosa nas unidades públicas de saúde - projecto a que não havia até agora acesso directo - dois aspectos foram sistematicamente repetidos pelos media como constituindo objecções primordiais desta confissão à proposta governamental: a restrição da assistência ao horário das visitas e o facto de os pacientes serem obrigados a, na sua admissão ao hospital, requererem por escrito a dita assistência, sob pena de esta não ter lugar. Ora no projecto, a que o DN teve acesso, o que está consignado é que a assistência religiosa "pode ser prestada a qualquer hora, de preferência fora do horário normal das visitas", e que o paciente, ou um familiar ou amigo por ele, pode requisitar a assistência a qualquer altura, "de forma escrita" e "a ser assinada por quem a requer, sob pena de se entender que o utente não deseja receber assistência".

Por outro lado, tem sido também repetido que está em causa "desmantelar" a estrutura de assistência religiosa residente nos hospitais, e que é constituída exclusivamente por sacerdotes e leigos católicos, pagos pelo Estado e em muitos casos com o estatuto de funcionários públicos (situação que tem sido por vários juristas considerada inconstitucional, por ferir o princípio da separação entre Estado e confissões religiosas, e ilegal, por não tratar como iguais todas as confissões). A verdade é que, apesar de o preâmbulo da proposta especificar ser "preciso compatibilizar o regime de assistência espiritual e religiosa no serviço nacional de saúde com o princípio da igualdade previsto na lei da liberdade religiosa, segundo o qual não pode o estado discriminar nenhuma igreja ou comunidade religiosa", o artigo 2º do capítulo II estatui que "aos capelães dos hospitais nomeados (...) é garantida a manutenção do respectivo estatuto jurídico, incluindo para efeitos de aposentação (...)". Ou seja, de acordo com o esclarecimento prestado por fonte do ministério da Saúde, "todos os capelães nomeados se vão manter em funções e nos hospitais até cessar o seu vínculo". Na prática, tal implica que se mantenham padres católicos como funcionários dos estabelecimentos públicos de saúde, a auferir salários que, de acordo com o ministério, variam entre 986 e 1474 euros, até à respectiva reforma, o que pode suceder daqui a muitos anos.

Um aspecto da proposta que os comentários dos representantes da Igreja Católica até agora tinham ignorado, e que Fernando Soares Loja, o representante da Aliança Evangélica na Comissão da Liberdade Religiosa (CLR) - órgão consultivo do Governo e do Parlamento criado no âmbito da Lei de Liberdade Religiosa, actualmente presidido por Mário Soares e integrando representantes das confissões "registadas" - considera "difícil de aceitar". Trata-se, para este jurista evangélico, do prolongamento de uma situação de excepção para a Igreja Católica face às outras confissões que há muito contesta. Soares Loja, que havia votado vencido no parecer favorável (embora com várias recomendações) que a CLR havia dado a uma anterior proposta governamental de regulação da matéria (também aprovada pela Igreja Católica mas retirada pelo ministério por ter sido, segundo fonte do mesmo, considerada de "acomodação difícil com a Constituição, a lei de liberdade religiosa e o parecer da CLR"), considera que o actual projecto "é um grande avanço e está genericamente de acordo com a lei e os princípios da liberdade religiosa e da democracia".

A proposta, que ainda não foi objecto de parecer da CLR - a actual comissão cessou o seu mandato e ainda não foi renomeada, só podendo depois disso reunir para apreciação do diploma - garante "assistência espiritual e religiosa aos utentes do SNS independentemente da sua confissão", assistência essa que será remunerada pelo SNS e ocorrerá apenas se os utentes - ou alguém deles próximo - o solicitem, mas proíbe que essa assistência seja sugerida por técnicos do hospital ou voluntários.

Por outro lado, especifica-se que em cada unidade hospitalar deve existir "um local com condições de privacidade para reuniões de utentes (...) com os assistentes espirituais ou religiosos, sem símbolos religiosos específicos de qualquer confissão religiosa", local em que deverá ter lugar a referida assistência, " sempre que o utente e puder locomover" e "um local de culto destinado aos utentes independentemente da sua confissão". Os assistentes podem ser designados pelo utente ou pela confissão a que declare pertencer e deverão ser identificados através de um cartão emitido pela administração regional de saúde. Terão, nessas circunstâncias, "acesso livre aos utentes que solicitem ou para os quais seja solicitada assistência" e o direito "a serem remunerados pela assistência prestada", devendo no entanto "limitar o contacto a quem tenha solicitado a sua assistência, de forma a não perturbar os demais".|

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

PPD/PSD - GANG DO MULTIBANCO


Pacheco Pereira afirmou ontem que “a maioria das pessoas que rodeia Menezes se especializou em ganhar as suas próprias eleições. Em controlar votos. É o chamado ‘gang do Multibanco’ porque pagavam quotas de militantes em bloco”. “Eles sabem que eu sei como eles actuam”, referiu Pacheco Pereira.

Aquele responsável social-democrata falava no programa da SIC Notícias ‘Quadratura do Círculo’ e adiantou ainda que “existem pessoas dentro do PSD que convivem, pacificamente, com elementos que estão envolvidos em processos de corrupção e tráfico de influências”. Um dos “desafios morais” de Menezes será o de conseguir afastar-se daquele tipo de militantes, acrescentou Pacheco.

Comentário:
Pacheco Pereira tem carradas de razão e um desses exemplos mais conhecidos é o Lider da Distrital de Setúbal, Bruno Vitorino, na foto, que com alguns companheiros de "route" é eximio nessa nova nobre arte de fazer politica.

Coimbra: Contaminação no hospital dos Covões


A infecção hospitalar detectada no Hospital dos Covões, em Coimbra, já obrigou à extracção de um olho a dois dos cinco pacientes afectados. Os médicos garantem que a contaminação está controlada mas ainda não descobriram qual foi a origem do problema.
O contágio por pseudomonas ocorreu no dia 15 de Setembro, durante uma operação às cataratas. Em dois dos idosos infectados, os médicos não conseguiram travar a destruição de tecidos provocada pela bactéria e tiveram que extrair-lhes um dos olhos.

As outras três pacientes, uma delas da Marinha Grande, continuam internadas, com as infecções controladas.

Segundo Deolinda Portelinha, directora clínica do Hospital dos Covões, uma das mulheres deverá ser sujeita hoje a uma nova intervenção cirúrgica. O objectivo é limpar os tecidos destruídos pela infecção para que a paciente possa “recuperar mais a visão”, disse a responsável em declarações à agência Lusa.

A outra idosa não apresenta uma boa evolução “em termos de visão, mas não quer ser reoperada”.

O estado de saúde da terceira mulher está a evoluir “muito favoravelmente”, o que significa que pode ter alta nos próximos dias.

Após ser detectada a infecção hospitalar, os técnicos do Instituto Ricardo Jorge efectuaram exames para apurar a origem da contaminação e a estirpe da bactéria, mas os resultados ainda não são conhecidos.

As conclusões serão enviadas à comissão de inquérito criada pelo Hospital dos Covões, a quem cabe elaborar um relatório para entregar ao conselho de administração do Centro Hospitalar de Coimbra. No documento, que deverá estar concluído na próxima semana, a comissão irá sugerir eventuais “medidas correctivas” para evitar que o problema volte a repetir-se.

Francisco Pedro, Leiria - CM

Comentário:
Eu não diria que se esta ao nivel do Seculo XIX, em termos de controle de infecção hospitalar, mas que existem muitas limitações, e muito pessoal a não cumprir hostensivamente as mais elementares regras, isso sim.
Depois os resultados estão à vista. E não é por falta de técnicos qualificados nesta área, de que é um bom exemplo a minha Amiga Drª Elaine Pina, e mais uns quantos otimos especialistas neste importante Sector.
Mas para que serve 1 ou 2, bons técnicos no meio da flores se depois o restante, das árvores, não manifesta grande interesse em crumprir as normas estabelecidas, e começa inclusivamente pelos Srs Enfermeiros, que ao manusear sistemas sanguineos, e outro material altamente contaminado, não cumprem as mais elementares normas, e que dizer de muitos Srºs Doutores, que utilizam por exemplo a mesma bata com que observam um doente, para se deslocarem a comer uma sandes e uma bica ao café da esquina, transportando consigo para o ambiente hospitalar todo o genero de basterias, e vice versa...

ASAE chumba 48 cantinas hospitalares


A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) divulgou ontem que falta de higiene, livro de reclamações e congelação indevida foram alguns dos pontos responsáveis pela aplicação de multas a 48 dos 75 bares, cantinas e refeitórios pertencentes a hospitais fiscalizados. A falta de higiene fechou três cozinhas hospitalares e um bar. Brigadas da ASAE ditaram também o encerramento de um supermercado em Lisboa e outro na Amadora, soube o CM.

As situações mais complicadas encontradas foram nas cozinhas dos Hospital de Santa Maria – o maior do País – e do Hospital Dona Estefânia. A degradação das instalações impossibilitou – ao contrário da cantina do Hospital de Santo André, em Leiria, que voltou ontem a servir refeições – a sua rápida abertura. Segundo apurou o CM, nos hospitais lisboetas as instalações há muito que precisavam de obras. Nomeadamente havia caliça (fragmentos de parede) e o chão estava muito velho. Uma realidade que o gabinete de comunicação do Hospital Dona Estefânia não quis esclarecer. Em comunicado previu que a cozinha reabrirá até sexta-feira. Sem data conhecida para reabrir permanece a cozinha do Hospital de Santa Maria. As refeições nesses hospitais são agora confeccionadas por empresas externas.

Numa outra acção de fiscalização, brigadas da ASAE inspeccionaram supermercados, tendo sido encerrado um Pingo Doce, na Amadora, e um Modelo, em Lisboa. Fonte do grupo Sonae confirmou o fecho do Modelo Bonjour na Rua Almirante Barroso, em Lisboa, para acção de limpeza a 26 e reabriu no dia seguinte.

MAIS ACÇÕES

FALTA DE LICENÇA

O vereador das Actividades Económicas da Câmara do Porto, Manuel Sampaio Pimentel, admite que há processos de licenciamento de estabelecimentos comerciais pendentes “por responsabilidade da autarquia”.

PORTO E ASAE REÚNEM

A Câmara do Porto reuniu com elementos da ASAE sobre as licenças pendentes para centrar esforços em fiscalizações por falta de licença junto de proprietários que nunca as requereram.

LISTA NEGRA

O presidente da ASAE, António Nunes, defende a elaboração e posterior publicitação de uma “lista negra” dos comerciantes mais incumpridores da lei, com o objectivo de evidenciar os que respeitam as normas.

João Saramago - CM

Comentário:
Desde á muitos anos que são conhecidas as deficiencias neste Sector. Mais vale tarde que nunca, mas estranho que tenha sido somente agora, que as questões tenham sido levantadas e com tanta frontalidade. No caso concreto do Hospital de S. José em Lisboa, existem inumeros relatório, por parte dos Médicos Veterinários, Dr. Eurico Esteves e Drª Rosa Pinheiro, que apontavam nos anos 90 para graves problemas a diversos niveis, no entanto e muito embora fossem efectuadas obras na tentativa de regularização das situações, a situação mantinha-se mais ou menos grave em termos negativos. E se pela parte de alguns Administradores Hospitalares responsáveis pelo Sector de Hoteleiros muito foi tentado, outros nada fizeram, e sobretudo alguns Conselhos de Administração resolveram fazer vista grossa sobre o assunto.
Já nessa altura, lamentávelmente; a saúde, não era vista como um bem mas mais como um fim economico, e como todos bem sabemos, no poupar é que esta o ganho!
João Massapina

Cozinhas dos hospitais D. Estefânia e Santa Maria encerradas

As cozinhas do Hospital de Santa Maria (HSM) e do Hospital D. Estefânia, em Lisboa, foram ontem encerradas pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), devido a «algumas desconformidades».

Esta medida decreta que, a partir de hoje, as cerca de três mil refeições diárias do Santa Maria, o maior hospital do país, passam a ser fornecidas por uma empresa externa que as entregará em pequenas doses individuais já confeccionadas, à semelhança do que deverá acontecer no Hospital de D. Estefânia.

De acordo com a notícia avançada esta manhã no Público, no que diz respeito ao HSM, o encerramento da cozinha pela ASAE apenas veio antecipar um fecho já anunciado pela administração, no sentido em que estava já prevista a abertura de um concurso público internacional no próximo dia 18, com vista à construção de uma nova cozinha.

O futuro equipamento, que requer um investimento de cerca de 17 milhões de euros, destina-se à confecção de refeições que sirvam em simultâneo o HSM e o Hospital de Pulido Valente.

Relativamente ao fecho da cozinha do Hospital de D. Estefânia, este ficou a dever-se ao facto de a ASAE ter detectado «algumas desconformidades», pelo que, segundo a administração do hospital, estas já estavam «identificadas e em vias de resolução pela empresa concessionária».

DGS regista 12.500 mortes por causas desconhecidas

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) registou aproximadamente 12.500 mortes, em 2005, devido a «causas mal desconhecidas ou mal definidas», o que origina um total de 11,9% do total de óbitos contabilizados nesse ano no país.

O director de serviço de Epidemiologia e Estatísticas da Saúde, Jaime Silveira Botelho, revela que esta não é uma situação nova, mas que acarreta um agravamento face a 2004, quando o número de mortes por causas desconhecidas obteve 9% do total.

Jaime Botelho refere ainda que este acréscimo deriva da reforma do registo notarial, que anulou «um artigo onde se previa que em casos excepcionais a DGS recebesse cópia da certidão de óbito», como adianta o jornal Público.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Câmara ardente


Há uns anos, o dirigente de um clube desportivo do país anunciou, com o orgulho de quem acredita ter descoberto a solução mágica para um grande problema, estar a preparar a emissão de um empréstimo obrigacionista com o objectivo de reduzir o passivo da agremiação a zero. É possível que, aos adeptos mais distraídos, o esquema tenha soado bem.
Reduzir o valor das dívidas parece ser um caminho adequado para quem precise de baixar custos e reequilibrar as contas de exploração. Mas não há alquimia financeira que consiga operar o milagre de eliminar passivos através da contracção de um novo empréstimo. Quanto muito, arranja-se dinheiro para honrar compromissos atrasados com outros credores e, sendo a operação negociada com pés e cabeça, pode conseguir baixar-se os encargos financeiros. Mas o passivo permanecerá longe do ambicionado zero. Poderá, até, continuar a aumentar, como sucedeu com o clube em causa, porque o verdadeiro segredo para abater um nível excessivo de endividamento exige outro género de esforços. Entre eles, o combate a custos desnecessários e aumento de receitas. Em suma: mais eficiência e racionalidade.

O plano de saneamento financeiro avançado pela actual gestão da Câmara Municipal de Lisboa pode criar aquele género de ilusões. É absolutamente necessário encontrar os recursos para que a depauperada autarquia da capital possa cumprir os compromissos assumidos perante fornecedores que, caso não tenham uma tesouraria apoiada por outras fontes menos relapsas, já receberão aquilo a quem têm direito muito para lá do prazo de validade. Mas o empréstimo que vai ser desencantado junto da banca de pouco mais adiantará para a futura felicidade da cidade se a administração corrente do município não vier a ser controlada com mão-de-ferro e sem facilitismos.

A proposta de António Costa é característica de quem tem o porão cheio de água e não vê outra solução que não seja a de se agarrar à tábua de salvação que lhe pareça mais acessível. A situação não é invejável. Mas plasma a táctica do Governo na luta para dominar o défice público, ao recorrer a aumentos das receitas de impostos e taxas. Os munícipes pagarão, desta forma, os erros de gestão que foram sendo acumulados ao longo dos anos, enquanto a liderança da Câmara dá mais um golpe na promessa vã de criar melhores condições para atrair habitantes que, aos milhares, se foram afastando de Lisboa.

É certo que o plano não ignora a tarefa fundamental de reduzir a pesada folha de custos do município, onde reside a verdadeira origem da doença aguda de que padece a autarquia. Foi por aqui que o passivo cresceu até atingir a soma redonda de 1.500 milhões de euros. Propõem-se cortes nos subsídios que vão alimentando de tudo um pouco, descidas nos custos suportados com algumas categorias de remunerações dos respectivos colaboradores e uma expressiva diminuição das verbas destinadas a investimento, o que, uma vez mais, se assemelha à cartilha adoptada pelo Governo. Tudo junto, parece pouco e escassamente estruturado para uma cidade em que o número de trabalhadores da Câmara não parou de aumentar, enquanto o número de habitantes baixava.

As condições políticas para ir mais longe e atacar a raiz dos problemas são praticamente inexistentes. António Costa e os seus adversários sabem que o mandato é curto e ninguém vai querer partilhar os custos eleitorais pela dor que uma cura eficaz provocaria. O calculismo político ameaça manter Lisboa em câmara ardente.

João Cândido da Silva

terça-feira, 2 de outubro de 2007

COMPADRE EM CÉU DE BRIGADEIRO


O Advogado Roberto Teixeira, primeiro-compadre do Presidente Brasileiro Lula da Silva, continua atuando no setor aéreo. O seu escritório se apresentou como representante da Digex, empresa de manutenção de aviões, para formalizar a oferta de R$ 24 milhões pela unidade de manutenção da VASP.
A Digest até se comprometeu a contratar prioritariamente ex-empregados da VASP, que suspendeu as operações no inicio de 2005, após intervenção judicial.
Palavras para que...

Estrelas sem mãe


Um grupo de astrônomos encontrou evidência de que estrelas estão nascendo não dentro de uma galáxia, como seria o mais comum, mas fora, em uma longa cauda formada pelo seu deslocamento. A descoberta implica que tais estrelas órfãs podem ser muito mais comuns do que se imaginava.

A imagem da cauda, parecida com a de um cometa – só que muito maior –, foi observada por meio da combinação do observatório de raio X Chandra, da Nasa, com o Soar. Localizado no Chile, o Soar é resultado de um consórcio envolvendo instituições norte-americanas, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a FAPESP.

A imagem resultante mostra uma formação que se estende por mais de 200 mil anos-luz. A cauda foi criada a partir do gás liberado pela galáxia ESO 137-001, que está se deslocando rapidamente em direção ao centro do Abell 3627, um impressionante aglomerado de galáxias.

“É uma das mais longas caudas observadas até hoje. E o mais notável é que se trata de uma gigantesca onda de criação e não de destruição”, disse Ming Sun, da Universidade do Estado de Michigan (MSU, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, que liderou a descoberta.

As observações indicam que o gás na cauda tem sido responsável pela formação de milhões de estrelas. Como grandes quantidades de gás e poeira necessárias para a formação de estrelas são geralmente encontradas apenas dentro de galáxias, até agora não se suspeitava que um número tão elevado de estrelas pudesse se formar fora de uma delas.

“Essa não é a primeira vez que se observou estrelas formadas no espaço entre galáxias, mas o número que identificamos não tem precedente”, disse Megan Donahue, também da MSU e outra participante do estudo.

O estudo será publicado na edição de 10 de dezembro do The Astrophysical Journal.

Mais informações: www.nasa.gov/chandra

02/10/2007 - Agência FAPESP

BRINDEMOS À ESPERTEZA PORTUGA


APESAR de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado.

A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.

A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.

A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.

Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.

A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.

Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.

Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

PPD/PSD DE SETÚBAL É BICEFALO?


O resultado final das diretas do PPD/PSD para eleger o novo líder nacional do Partido, transformou o PPD/PSD de Setúbal numa estrutura partidária bicéfala, ou seja tem um líder e dirigentes que pensas e agem como o fazia o anterior líder nacional do partido, agora derrotado, mas contra os militantes e o novo projeto e líder do partido.

O atual líder distrital Bruno Vitorino do PPD/PSD, foi uma das principais caras da candidatura derrotada, e liderada por Luis Marques Mendes.
A composição dos órgãos distritais deveria espelhar a realidade atual do Partido no Distrito, e não o engajamento de jogadas de votações cozinhadas Concelho a Concelho, que permitem a eleição de lideres de acordo com esses cozinhados, e a sua manutenção em reuniões de Conselhos Distritais, onde essas jogadas se manifestam de forma ainda mais declarada, por via de delegação de voto e inerências de cargos partidários vários, resultantes da distribuição desse mesmo poder de nomear.

Os resultados verificados no passado dia 28 devem espelhar a realidade atual do Partido, e o mais natural será que a candidatura vencedora assuma a necessária responsabilidade de ajudar a também transformar o Distrito de Setúbal, nessa força galvanizadora que o novo presidente tanto apregoa, como a nova imagem de marca para o partido.

Os diversos órgãos distritais do Partido deveriam fazer as adequadas leituras sobre os resultados verificados, e os anseios do novo Presidente, e no próximo Congresso manifestar claramente a sua posição, contra ou a favor da nova liderança, sem necessitarem de vestir outra casaca, como já se verificou por exemplo no Concelho do Barreiro, com a saída de um comunicado feito em cima do joelho e com o único objetivo de se colarem deliberadamente à candidatura vencedora.

Os responsáveis da candidatura vencedora, por seu lado deveriam assumir a responsabilidade desses mesmos resultados, e agirem de acordo com a nova realidade a nível nacional, reformndo obviamente o Distrito em termos de lideranças.

A legitimidade do líder distrital, perde-se na justa medida em que ao apoiar deliberadamente e de modo ostensivo o projeto do candidato derrotado, passou uma certidão de oposição ao novo projeto e ao novo líder.

O mais legitimo em termos de atuação política seria a marcação de eleições antecipadas para os órgãos distritais do Partido em Setúbal, pra dessa forma os militantes assumirem realmente o que querem para o seu distrito.

Obviamente que o atual Presidente Distrital tem todas as condições, e o dever moral de se voltar a candidatar, não tem é a moralidade de se manter á frente de uma estrutura partidária sem receber a devida autorização e aval dos militantes que obviamente pensam agora de forma e modo diferentes em relação ao momento da sua eleição, ainda mais que mostrou de forma clara a sua preferência em termos de projeto e pessoa para dirigir o Partido, com a indicação de voto em Marques Mendes candidato derrotado.

Um ato eleitoral distrital antecipado, deveria ser a medida mais correta, par não deixar duvidas tanto para os militantes, como pra o próprio eleitorado, que quando for chamado a votar, nunca sabe se esta a votar no projeto de Felipe Menezes, ou no projeto local de Marques Mendes, representado por Bruno Vitorino e a sua equipa, metido no meio do projeto nacional.

Um Pais e um Partido não se compadecem com projetos aventureiros e bicéfalos, querem sempre projetos concretos e definidos, por forma a não terem que votar em ambigüidades.

João Massapina – ex-militante e dirigente do PPD/PSD

OPERAÇÃO COSMETICA DE ALGUNS LAMBE-BOTAS E VIRA-CASACAS



PSD Barreiro saúda Luís Filipe Menezes
Eleitos Delegados ao Congresso pelo Barreiro


Na Secção do PSD Barreiro decorreu, ontem, a eleição directa do Presidente da Comissão Política Nacional do PSD, sendo de registar que a "Secção do Barreiro participou no processo eleitoral tendo o resultado expresso sido um dos maiores de sempre ao nível da participação dos militantes.” – sublinha uma nota da Comissão Política Concelhia da Secção do Barreiro do Partido Social Democrata.

Igualmente, decorreu o acto eleitoral para eleição dos delegados ao XXX Congresso do PSD, tendo sido eleitos António Amado, Nuno Banza e Pedro Gomes, e, como suplente Carlos Santos.

“Realizou-se ontem a eleição directa do Presidente da Comissão Política Nacional do PSD.
A secção do Barreiro participou no processo eleitoral tendo o resultado expresso sido um dos maiores de sempre ao nível da participação dos militantes.
Ao novo líder nacional eleito Dr. Luís Filipe Menezes, a quem desde já desejamos os maiores sucessos, somos a reiterar a nossa total disponibilidade para trabalhar em prol do objectivo de vitória no acto eleitoral de 2009 tanto a nível nacional como local.” – sublinha o comunicado da Comissão Politica Concelhia da Secção do Barreiro do PSD.

Eleição dos delegados ao XXX Congresso do PSD

“Em simultâneo decorreu o acto eleitoral para eleição dos delegados ao XXX Congresso do PSD que se realiza nos dias 12, 13 e 14 de Outubro em Torres edras.

Desse escrutínio foram eleitos os companheiros António Amado, Nuno Banza e Pedro Gomes, sendo suplente o companheiro Carlos Santos.” – refere a finalizar o comunicado da CPC/PSD Barreiro.

Comentário:
Iniciou-se no Barreiro desde logo a operação cosmetica, veja-se "vira-casaca".
O PPD/PSD do Barreiro, antes das eleições para eleger o novo Lider Nacional do Partido, tinha manifestado publicamente, por parte de várias figuras relevantes a nivel concelhio, nomeadamente entre outros o seu Vereador Bruno Vitorino, o seu apoio incondicional ao candidato derrotado, Luis Marques Mendes.
Agora, na hora em que o resultado foi contrário aos seus objetivos e apostas iniciais, lançou desde logo uma operação cosmetica de apoio ao novo lider eleito.
Pergunta-se:
Será que os Delegados eleitos, onde se inclui o Sr. Presidente da Concelhia, pensam de maneira diferente do Sr. Vereador, ou foi só para agradar ao novo Lider Nacional?
Será que o Sr. Bruno Vitorino é hoje uma minoria a nivel Concelhio, pois não conseguiu eleger delegados que pensem como ele proprio, e que representem a sua facção?
Nos meus tempos, havia liberdade, e cada um pensava por si, e dizia aquilo que pensava sem temores, nos locais próprios, fosse contra quem fosse.
Eu por exemplo sou disso titular, ao ter votado pela Abstenção, contra a moção do lider da época, Prof. Anibal Cavaco Silva, no celebre Congresso Nacional realizado no Porto, tendo na altura em intervenção, enfrentado o lider, dizendo-lhe olhos nos olhos que diria sempre Sim quando entende-se pela minha cabeça que era Sim, ou lhe diria Não pelos mesmos motivos, e que me abstinha, porque era frontalmente contra o Federalismo claramente imbutido na sua Moção de Estrategia.
Nunca lhe iria dizer Sim ou Não, apenas para lhe agradar.
Relembrar que nesse Congresso somente 3 Delegados se Abstiveram, e tiveram a coragem de enfrentar nos olhos o lider nacional, na época todo poderoso, foram eu próprio, Helena Estroninho de Lisboa e o meu Amigo Carlos Palmela de Sesimbra.
Um mês depois, fui incluido nas listas de candidatos a Deputados do PPD/PSD do Distrito de Setúbal!
O PPD/PSD obteve no Distrito de Setúbal o seu melhor resultado eleitoral de sempre, até aos dias de hoje, inclusivamente ganhamos as eleições no Distrito.
Outros tempos, outra forma de pensar e de fzer politica, sem necessitar de "Operações Cosmeticas"...
Será que os muitos "lambe-botas" que hoje se encontra no interior do Partido, não estão a contribuir para descaracterizar o proprio Partido, não lhe transmitindo a imagem real do que pensam, e do que pensa a maioria dos Militantes, e do que acontece realmente no País real?
Como atual observador externo, acho que é isso mesmo que esta a acontecer, e a enfraquecer o Partido!
Talvez por isso mesmo, o PPD/PSD atual caminha de derrota em derrota, até á derrota final!...
João Massapina

FADOS E PEDOFILIA NO ESTORIL


Carlos Cruz regressou ontem ao contacto com o grande público após quase cinco anos de ausência em virtude do processo Casa Pia. Cruz, recorde-se, foi detido a 1 de Fevereiro de 2003, cumpriu 15 meses de prisão preventiva e continua a ser julgado no âmbito do referido processo.

Comentário:
O Casino do Estorial revelou realmente muito bom gosto neste convite, e esperemos que no próximo dia 11 de Novembro convide o Sr. Carlos Silvino (Bibi) para apresentar o espetaculo.
Deveria mesmo divulgar o espetaculo como "Fados e Pedofilia no Estoril..."
João Massapina

Populismo pior do que Santana



Marcelo Rebelo de Sousa defendeu ontem que o “populismo de Luís Filipe Menezes é pior do que o de Santana Lopes” e criticou Manuela Ferreira Leite por não dizer em quem iria votar, ao contrário do que tinha prometido.


No seu habitual comentário na RTP, no programa ‘As escolhas de Marcelo’, o professor declarou que o novo líder do PSD “está na linha populista de Pedro Santana Lopes, mas é pior”. Marcelo Rebelo de Sousa que, note-se, apoiou Marques Mendes nas directas, explicou que há uma diferença da linha populista de Santana e Menezes. O primeiro “é um franco atirador e o segundo tem um bloco central de interesses com o PS”, defendeu.

Ainda segundo o comentador, “à partida Menezes tem as mãos atadas em relação a Sócrates”. E exemplificou: “O referendo europeu, os impostos e a regionalização.” Na sua opinião “vai ser difícil fazer clivagens nestes dossiês”, acrescentou.

Recuperando a tese de Pacheco Pereira, segundo a qual Menezes irá blindar o PSD, Marcelo afirmou que “mesmo com derrotas atrás de derrotas, vai ser difícil tirar Menezes do partido”. E disse mais: “Se Aguiar-Branco ou Rui Rio pensam que em 2009 vai ser fácil, enganam-se.”

Em relação ao futuro de Marques Mendes, o comentador político acredita que vai ser longe da política. “Vai deixar a vida partidária”, disse. Para ditar esta derrota, Marcelo apontou várias razões : a ausência de uma declaração de apoio de Manuela Ferreira Leite; o desastre das eleições para a Câmara de Lisboa, o facto de Marques Mendes não ter afrontado a herança de Santana Lopes; nunca ter feito autocrítica; e ainda porque os barões do PSD não apareceram em sua defesa. Para o professor, Mendes estava sozinho, sobretudo por não ter o apoio de Manuela Ferreira Leite. “Ela disse que dizia em quem ia votar, mas acabou por não o fazer, tirou o tapete a Mendes e deu a Menezes.” Segundo Marcelo, a campanha para as directas “não podia ter corrido pior”. “Perdeu-se o debate político”, defendeu.

"DESFASADAS DA REALIDADE"

O líder da Distrital do PSD Porto, Agostinho Branquinho, considerou ontem que as declarações de Mário Soares sobre a eleição de Luís Filipe Menezes “foram completamente despropositadas e vêm na linha do que têm sido as suas últimas aparições públicas: desfasadas da realidade”.

Em declarações ao CM, Agostinho Branquinho afirmou que Mário Soares “é um vulto da democracia, mas não tem sabido manter a sua posição em face do papel que teve na consolidação da democracia portuguesa”. O Líder do PSD do Porto, distrito onde Menezes teve a sua maior votação, reúne hoje a assembleia distrital para análise da situação política.
Janete Frazão

Teodoro Gonçalves Silva (1912-2007)


No seu último aniversário, em 29 de Agosto, Teodoro comprou um bolo enorme e colocou-o ao pé da praia para todos festejarem. Há uma semana foi para o hospital e despediu-se com um adeus.

Teodoro Gonçalves Silva, pai do Presidente da República, faleceu ontem de manhã, aos 95 anos, no Hospital de Faro, onde estava internado desde 22 de Setembro com problemas respiratórios. O falecido conhecera problemas semelhantes no passado mês de Março, altura em que uma pneumonia o obrigou a dez dias de internamento. Segundo foi possível apurar, o funeral realiza-se hoje à tarde para o cemitério de Boliqueime, onde repousam os restos mortais de sua mulher, Maria do Nascimento Cavaco.

João Batista era um dos maiores amigos de Teodoro Gonçalves Silva. Vizinho da frente do pai do Presidente da República, na rua Gil Eanes, em Quarteira, João, de 51 anos, já conhecia Teodoro “há mais de vinte anos” e com ele partilhou “muitas histórias e brincadeiras”. Entre estas inúmeros “jogos de snooker e idas à praia”, recorda o amigo.

A morte do pai de Cavaco Silva não surpreendeu, no entanto, o amigo, até pelas dificuldades de saúde que Teodoro Silva enfrentou nos últimos tempos. João Batista anteviu mesmo este final, quando Teodoro foi levado para o hospital, fez sábado uma semana. “Ele viu-me e levantou o braço”, conta João, “parecia que se estava a despedir, eu vi logo que ele já não voltava cá”, acrescenta. Sobre o amigo, João Batista recorda um homem “sempre muito recto e honesto”. Para ele, Teodoro era “um homem cinco estrelas, impecável”.

FORTE PERSONALIDADE

Quando foi levado numa ambulância dos Bombeiros de Quarteira, Teodoro já tinha uma máscara de oxigénio na cara, para o ajudar a respirar. Mas ainda deu sinais da sua forte personalidade, conforme conta Pedro Matos, 31 anos, empregado no café Gil Vicente, mesmo em frente à porta do prédio onde morava o pai de Cavaco Silva. “Ele parecia que estava a refilar com eles”, recorda, a sorrir, Pedro Matos. O pai de Cavaco Silva foi transportado para o Hospital de Faro “por volta das 20h30”, refere ainda.

No último mês, Teodoro já nem tinha aparecido no café, onde era cliente habitual todas as tardes. “Bebia um galão e comia um bolo de arroz ao lanche”, explica Pedro Matos, “mas as últimas vezes quem veio pedir as coisas foi a senhora que vivia com ele e que tratava dele”.

As últimas visitas de Teodoro ao Gil Vicente foram já no mês de Agosto, mas Pedro Matos ainda recorda a postura do pai do Presidente da República. “Ele entrava aqui e perguntava sempre se nós sabíamos quem ele era”, conta, “eu respondia que sim, sabia, e ele lá se sentava”.

É também de Agosto uma das últimas recordações que o amigo João Batista tem de Teodoro Silva. “Foi no dia de anos dele, a 29 de Agosto”, conta, a sorrir. “Ele comprou um bolo enorme e colocou-o ao pé da praia, no calçadão, toda a gente que quis foi comer.”

Poucos dias depois, o pai de Cavaco Silva deixou praticamente de sair de casa. “Ele gostava de ficar sentado na varanda, à tarde, a apanhar Sol”, refere ainda João Batista, apontando para o apartamento onde Teodoro Silva vivia. “Às vezes eu é que o ia buscar para darmos um passeio pela praia, gostava muito dele”, conclui emocionado.

PERFIL

Nascido a 29 de Agosto de 1912, Teodoro Gonçalves Silva pertencia a uma família pobre, mas ele próprio deu a volta à vida, arriscando por uma vida melhor para si e para os seus. Apenas com 17 anos, em 1930 emigrou a salto para França, onde só esteve dois anos e como contou ao ‘CM’ “a vida era muito dura”. Ainda assim, conseguiu lá amealhar o suficiente para se lançar como empreendedor. Já capaz de sustentar uma casa de família, casou com Maria do Nascimento Cavaco, neta de uma senhora muito influente em Boliqueime. O afinco ao trabalho trouxe-lhe ainda mais sorte. Comprou alguns terrenos agrícolas, lançou-se nos negócios que lhe correram sempre bem e até conseguiu a exploração do único posto de venda de combustíveis na zona. Mesmo sem a numerosa clientela que hoje têm as estações de serviço, o negócio que mais tarde alugou permitiu-lhe pôr três dos quatro filhos a estudar em Lisboa. Só o filho mais velho, Rogério, hoje nos 77 anos, se ficou pelo comércio no Algarve. A par do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, de 68 anos, que se licenciou em Económicas e Financeiras pelo ISCEF em 1963, a irmã Maria do Rosário, de 66, estudou para professora do Secundário, e o mais novo, António, de 60, é engenheiro e cultiva o gosto e talento para a pintura. Quanto ao pai Teodoro manteve sempre os princípios de trabalhador, educador e pessoa empreendedora.

FILHO AGRADECE RASGAR DE HORIZONTES

Um dos raros agradecimentos públicos de Aníbal Cavaco Silva à educação recebida numa “família de fracos recursos, onde não faltava o essencial, mas pouco mais havia”, está na sua ‘Autobiografia Política’ de que destacamos o seguinte extracto:

“A actividade de comércio do meu pai, nos frutos secos do Algarve e no transporte de mercadorias por camião, foi-se desenvolvendo ao longo dos anos e ajudou-me a alargar os horizonte, proporcionando-me contactos com gentes muito variadas e com outras terras. Era para mim uma excitação quando, em tempo de férias, o meu pai me deixava viajar até Lisboa nos camiões carregados de sacos de ervilhas ou cabazes de tomate, sentado entre o motorista e o ajudante. Atravessava a serra do Caldeirão, parava nos cafés de Almodôvar e Ferreira do Alentejo e em Lisboa deixava-me fascinar pelo movimento e colorido dos mercados da Ribeira ou do Rego ao nascer do Sol. Outras vezes eram camiões carregados de alfarroba triturada, que o meu pai vendia para as fábricas de rações para animais situadas nas zonas de Xabregas e de Alverca, ou camiões de sacos de figo para uma fábrica de destilação em Torres Novas. Eram mais de 600 km de estradas estreitas e cheias de curvas, percorridos no espaço de 24 horas, onde acontecia sempre alguma coisa nova e interessante para um adolescente e curiosos como eu. No entanto, a maior satisfação dessas longas viagens chegava quando o motorista permitia que eu ocupasse o seu lugar e guiasse durante algum tempo um camião de dez toneladas de carga ”

FAMÍLIA JUNTA À VOLTA DO FILHO PINTOR

Há menos de um ano, em finais de Outubro de 2006, uma das mais curiosas reuniões públicas da família Cavaco Silva aconteceu no Museu Mineiro do Lousal, em Grândola, onde o mais novo da prole, António, engenheiro, expôs um conjunto de 11 pinturas a óleo e aguarelas sob o título ‘Força da Terra’.

Na ocasião, a surpresa foi a presença na inauguração não só do Presidente da República como do pai, Teodoro, facto que encheu de alegria o filho pintor. Adiante-se que Teodoro Gonçalves Silva tinha muito orgulho em todos os seus filhos que unia, com convicção, num lema familiar: “A nossa família só sabe trabalhar, não sabemos fazer mais nada e o Aníbal é uma grande cabeça”, disse ao CM em Março de 2005.

PSD DE FARO FAZ O ELOGIO

“Um símbolo vivo de energia e força interior” é como o PSD de Faro, presidido por Mendes Bota, elogio Teodoro Gonçalves Silva numa mensagem ao Presidente da República de que destacamos: “Teodoro Gonçalves Silva foi um exemplo de trabalho, de perseverança e espírito empreendedor, no seu tempo de empresário, quer no campo com os frutos secos, quer no ramo do comércio de combustíveis. Foi um cidadão respeitador e respeitado, um símbolo vivo de energia e força interior, numa vida cheia e prolongada. Para o PSD Algarve significou um apoiante de primeira hora, um militante social-democrata presente nas actividades partidárias mais significativas na freguesia de Boliqueime, no concelho de Loulé ou no Algarve.”

Bota conclui recordando a visita que o pai do Presidente fez, a seu convite, ao Parlamento Europeu nos anos 90.

A PALAVRA DOS AMIGOS

- Amigo de muitas brincadeiras, João Baptista considerava Teodoro “um homem de cinco estrelas”

- Pedro Matos, do café onde Teodoro ia com frequência, recorda-o como pessoa afável e generosa

AFIRMAÇÕES

- "A nossa família só sabe trabalhar, não sabemos fazer mais nada e o Aníbal é uma grande cabeça." Teodoro Gonçalves Silva, Março de 2005

- "Esta reprovação marcou-me profundamente. Tinha acabado de fazer 14 anos e o meu pai resolver dar-me uma lição que me serviu para toda a vida. Não fez grandes discursos e até se zangou menos do que eu estava à espera. Se não queria estudar, tinha de trabalhar. E assim, durante todo o Verão do ano de 1953, fiz trabalho agrícola com o meu avô paterno, Joaquim Gonçalves Silva, numa sua propriedade no Morgado de Quarteira, hoje Vilamoura." Cavaco Silva, em ‘Autobiografia Política’, sobre a reprovação no 4.º ano do curso de Comércio

- "Foi um cidadão respeitador e respeitado, um símbolo vivo de energia e força interior, numa vida cheia e prolongada." Mendes Bota, presidente do PSD Algarve

- "Lembro-me de uma meninice típica de uma criança de uma família de fracos recursos, onde não faltava o essencial mas pouco mais havia." Cavaco Silva em ‘Autobiografia Política’

- "O trabalho físico a que o meu pai me obrigava nas férias escolares, nas obras da construção de uma nova casa na Fonte de Boliqueime, na trituração de alfarroba ou na apanha de frutos secos, e que eu via como um castigo, contribuiu para fortalecer em mim a vontade de ir mais além nos estudos" id id
João Mira Godinho com J.V.