quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A PRAGA

Todos gostam de ver e ouvir realces, destaques, elogios etc. etc. do que é positivo em relação à Guiné-Bissau mas, quando se trata de assuntos que "comprometem" a imagem do país, mesmo sendo a verdade, já se diz que é tudo mentira, tudo invenção de países e pessoas que não gostam da Guiné-Bissau, esquecendo-se que muitas das vezes, são essas mesmas pessoas e até países, que divulgam o que de bom há na Guiné-Bissau!

A propósito da reportagem da revista Time sobre o narcotráfico na Guiné-Bissau, pessoas houve que me escreveram, manifestando decepção pela reportagem, sendo que também houve quem tivesse opinado que o site www.didinho.org não devia publicar esse tipo reportagens, por não corresponderem à verdade...

Infelizmente, para esses, a verdade dos outros será sempre mentira, mesmo quando em relação ao assunto que dizem ser mentira ou invenção, nada saberem ou apresentarem de concreto.

Quero dizer aos meus irmãos guineenses que também me dói saber o que se passa no país. Tenho sofrido e muito com isso, mas dou graças por alguém nos dar a conhecer o bem e o mal que há na Guiné-Bissau, pois, se assim não fosse, como saberíamos em pormenor e de forma séria o que por lá se passa?

Quando se diz que algumas pessoas, bem como países estrangeiros, querem denegrir a imagem da Guiné-Bissau, por mostrarem reportagens sobre o narcotráfico, estamos a ser realistas?

Será que o narcotráfico é uma mentira/invenção atribuída à Guiné-Bissau, ou é simplesmente uma verdade cruel, a praga lançada pelo assassinado Presidente João Bernardo "Nino" Vieira sobre a Guiné-Bissau?!

Estaremos realmente a defender a imagem da Guiné-Bissau quando, sem argumentos, reprovamos e dispensamos trabalhos de investigação jornalística bem suportados que, contrariamente ao que se pensa e se diz, pretendem apenas dar a conhecer aos governos e povos dos países mais poderosos (para que ajudem a tomar providências) o mal que o narcotráfico tem causado a um pequeno e frágil país como a Guiné-Bissau e a toda a África ocidental em geral?!

Ou estaremos a defender (consciente ou inconscientemente), com base num patriotismo mesquinho, carente de princípios, o mal - a praga que é o narcotráfico e os narcotraficantes, prejudicando cada vez mais a Guiné-Bissau?!

Como pensam ou querem os guineenses resolver a questão do narcotráfico na Guiné-Bissau, escondendo as verdades sobre esta praga no país?!

Como pensam ou querem os guineenses agir contra o crime organizado em geral na Guiné-Bissau, escondendo as verdades e arranjando bodes expiatórios?!

Como pensam ou querem os guineenses acabar com a impunidade na Guiné-Bissau, afirmando que todo o mal que se diz existir na Guiné-Bissau não passa de invenção/mentira de pessoas e países que não gostam da Guiné?!


LUTAR CONTRA A PRAGA

Recentemente nomeado Procurador-geral da República, o Dr. Amine Saad transmitiu confiança aos guineenses e à Comunidade Internacional, posicionando-se decidida e corajosamente em defesa da República, da Legalidade e do Estado de Direito.

Amine Saad disse ter a certeza absoluta de que, “o poder político, disponibilizando meios, nós combatemos e vencemos a corrupção, os traficantes de droga, e acima de tudo, contribuímos para cimentar o Estado de direito democrático na Guiné-Bissau”.

O Dr. Amin Saad sabe que o narcotráfico é uma praga na Guiné-Bissau, tal como a corrupção. Sabe que nenhuma dessas pragas são invenções ou mentiras com o fim de denegrir a imagem da Guiné-Bissau e, por isso, sabe o que deve fazer, aliás, tal como já prometeu fazer!

Num país onde a ligação do narcotráfico com as estruturas do Estado é uma realidade;

Num país onde ninguém garante a segurança de ninguém e em que se sabe que os narcotraficantes andam armados, assim como os seus agentes;

Como poderá o Dr. Amine Saad lutar contra a praga, sabendo de antemão que corre sérios riscos de vida por se ter comprometido com a causa da Justiça?!

Com o apoio de todos os guineenses honestos e que querem o bem da Guiné-Bissau!

Encorajando-o e à sua equipa; denunciando os criminosos, posicionando-nos do lado da Justiça!

Com os apoios materiais (de quem de direito) que já fez questão de mencionar e que são indispensáveis ao bom cumprimento da difícil e complexa missão do Ministério Público!

Não tenho dúvidas de que a sua nomeação para o cargo de Procurador-Geral da República foi a melhor escolha. Em 2006 precisei da sua colaboração e pela sua resposta convenci-me estar perante um Homem comprometido com a Guiné-Bissau, com os guineenses e com a Justiça!

Merece e terá todo o nosso apoio na sua e nossa luta pela restituição da legalidade à Guiné-Bissau!

Vamos continuar a trabalhar!


De: Fernando Casimiro
Enviada: domingo, 29 de Outubro de 2006 15:32
Para: Amine Michel Saad
Assunto: COLABORAÇÃO

Prezado Dr. Amine Michel Saad,

Escrevo-lhe este e-mail no sentido de obter da sua parte uma colaboração para o trabalho que estou a desenvolver no projecto GUINÉ-BISSAU: CONTRIBUTO, www.didinho.org

Estou a preparar algumas publicações para serem lançadas no primeiro trimestre de 2007 e uma delas intitula-se “EM BUSCA DA VERDADE”.

Tenho conversado com algumas pessoas no sentido de conseguir depoimentos significativos que possam realmente servir de CONTRIBUTO para este trabalho.

É claro que os contactos tornam-se por vezes difíceis, dada a localização das pessoas e também à falta de meios de comunicação, Internet, nalguns casos.

Dentre as pessoas que escolhi para ouvir e ficar a conhecer a versão de factos concretos sobre as várias governações do pós-independência da Guiné-Bissau, o Sr. Dr. Amin Saad é uma delas.

Tendo o Sr. ocupado, anteriormente, a pasta de Procurador-Geral da República e tudo feito para descobrir e apresentar as valas comuns do alegado caso de golpe de Estado que ficou conhecido como o caso 17 de Outubro, gostaria de obter da sua parte total colaboração em conformidade com os dados com que argumentou junto às autoridades portuguesas, no sentido da extradição de João Bernardo Vieira, na altura exilado em Portugal.

Estou em crer que o Dr. Amine Saad tinha em sua posse provas concludentes para incriminar Nino Vieira e fazê-lo responder perante os Tribunais.
Hoje, continuo a acreditar que essas provas existem!
O país precisa de conhecer a verdade dos factos.
Os guineenses não poderão jamais reconciliar-se sem que a verdade seja factor de acção quer da Justiça, quer do arrependimento e, consequentemente do perdão, caso moralmente, os prejudicados assim o entenderem.
Junto envio-lhe em anexo uma carta aberta que dirigi a Nino Vieira em Maio deste ano e que agradeço antecipadamente a sua leitura para um melhor enquadramento dos meus propósitos.

Quero aproveitar igualmente, para convidá-lo a visitar o site www.didinho.org
Um projecto de cidadania em que a reflexão e o debate de ideias constituem o lema do projecto.

Ficarei aguardando pela sua resposta.

Antecipadamente grato

Fernando Casimiro (Didinho)


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De: Amine Saad
Enviada: segunda-feira, 6 de Novembro de 2006 19:36
Para: didinhocasimiro@gmail.com
Assunto: Re: COLABORAÇÃO

Prezado concidadão

Recebi com muita honra e grande prazer a sua mensagem - pela dignidade do remetente e por saber que sou considerado no grupo das "Testemunhas" da história contemporânea do nosso país.

Quero testemunhar-lhe todo o meu apreço pelo seu engajamento na defesa da verdade, um dos pilares fundamentais para a sustentação da casa guineense; confirmar-lhe toda a minha disponibilidade para colaborar em projectos que visem tirar o nosso país do cabo das tormentas, salvar o guineense do adamastor.

Aguardando o prazer de sua noticias

Amine Saad




AMINE SAAD PROMETE LUTAR CONTRA A IMPUNIDADE E O NARCOTRÁFICO NO PAÍS

10-11-2009



Na sequência da sua nomeação e consequente concessão de posse pelo Presidente da República Malam Bacai Sanhá, o advogado Amine Michel Saad assumiu sexta-feira, em Bissau, as rédeas da Procuradoria-Geral da República, com a passação que lhe foi feita pelo seu antecessor no cargo, Luís Manuel Cabral.



O novo titular do Ministério Público que pela segunda vez foi chamado ao Ministério Público, destaca que a sua função é, sobretudo, uma missão de trabalhar para que a Guiné-Bissau seja efectivamente, um Estado de Direito, um Estado em que todos têm que ter medo da lei devido ao império da própria lei, caso contrário, segundo ele, a sociedade não funciona e, por conseguinte, os cidadãos vão continuar a fazer emboscadas contra os seus companheiros, enquanto a corrupção, o narcotráfico e demais práticas ilícitas vão ganhando maiores proporções.



Para além de deduzir que comparativamente aos anos transactos em que exerceu esta mesma função (1999/2000), a Procuradoria-Geral da República dispõe actualmente de maior número de quadros com sapiência, Amine Saad sublinha que “qualquer magistrado do Ministério Público tem que saber em primeiríssimo lugar, que tem que ser impopular”, porque conforme disse, quando se tem por amigo a lei e se obrigar as pessoas a cumprirem com a mesma, nunca se é popular.

O novo Procurador-Geral da República realça como uma das suas tarefas, “a construção de um Estado de Direito”, não obstante ter reconhecido que a edificação do Estado de Direito, por exemplo na Guiné-Bissau, “é quase uma imposição, que não deixa de ser complicada, mesmo fundamentada na lei com o fito de levar os cidadãos a aceitarem que a lei é que deve guiá-los no seu quotidiano.”



“ A corrupção quando grassa numa sociedade africana, começa na própria Administração Pública. Os “bagres” estão lá. Agora, alguém tem que lá ir buscá-los, senão…, esta casa tem que fechar as portas. Portanto, nós temos que pôr termo à corrupção que entretanto corrói a sociedade”, assegurou Amine Saad que entretanto acrescenta que os magistrados do Ministério Público têm que ter condições materiais e psicológicas para mostrar as pessoas que acima da lei, não está o Presidente da República, Primeiro-ministro ou titular de qualquer órgão de soberania, a não ser Deus.

Amine Saad sublinha a observância da lei e o combate a impunidade como tarefas primordiais, funcionais, e, sobretudo indispensáveis para que haja liberdade na Guiné-Bissau, porquanto, segundo ele, a concretização de “qualquer medida punitiva tem uma função de redenção”, de dar exemplo, mostrando que a punição de um cidadão que cometer qualquer acto condenável é para que os outros não repitam o mesmo acto.



O Procurador-geral da República reclama que “no Estado de Direito, o poder de detenção é legítimo ao Ministério Público”, pelo que manifestou-se contra detenções arbitrárias, prometendo tolerar apenas em flagrante delito, detenções feitas à qualquer cidadão por pessoas ou instituições alheias.



A nível interno, Amine Saad acredita na sapiência dos seus quadros, prometendo “a priori”, declinar convites para seminários sobre os trabalhos do Ministério Público ou combate à droga e corrupção.



Porém exorta, prioritariamente, apoios concretos como meios/materiais para melhorar as condições laborais do Ministério Público, assegurando que não vai aceitar que os magistrados daquela casa continuem a trabalhar nas condições actuais.

“Magistrado do Ministério Público, titular da acção penal, que põe, tira na cadeia ou pede a prisão de um indivíduo, apanha transporte público, “toca-toca”, com o mesmo indivíduo ou pede boleia ao mesmo indivíduo sem salvaguarda da sua integridade física, fechamos a casa porque não vale a pena. O poder político tem que se compenetrar que esta função não é pacífica nesta sociedade e eu não vou levar filho de ninguém para o sacrifício”.



O novo Procurador-geral da República disse ter a certeza absoluta de que, “o poder político, disponibilizando meios, nós combatemos e vencemos a corrupção, os traficantes de droga, e acima de tudo, contribuímos para cimentar o Estado de direito democrático na Guiné-Bissau”.



Aos magistrados do Ministério público, Amine Saad manifestou a disponibilidade de trabalhar em conjunto, pedindo-lhes “maior empenho, esforço e coragem” para levar a bom porto, a missão, porquanto, segundo ele, “nenhuma ajuda do mundo é mais valiosa do que a vontade colectiva e determinação para ajudar o poder político a construir este país”. Advertiu que o magistrado que não couber no conhecido projecto do Ministério Público, vai ter que deixar este pelouro, pois “esta é uma casa de muita responsabilidade, de pessoas competentes e exemplares”, disse.



Por seu turno, o Procurador-geral cessante, Luís Manuel Cabral, agradeceu à todas as pessoas que lhes deram apoio durante o seu mandato na medida em que considera ter herdado “processos quentes”, sobre os quais, disse ter conseguido fazer o que esteve ao seu alcance enquanto homem, esperando que o seu sucessor, Amine Saad, dê continuidade aos mesmos, ou seja, aos trabalhos iniciados.



Entre outros assuntos, Luís Manuel Cabral precisou que teve a oportunidade de falar com Amine Saad sobre alguns processos que neste momento estão sob o olhar atento das comunidades nacional e internacional, nomeadamente, os assassinatos do Presidente da República Nino Vieira e o Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, Tagme Na Waie, ocorridos em Março deste ano.



O Procurador-geral da República cessante desejou sucessos e pediu a colaboração dos magistrados do Ministério Público ao seu sucessor para conduzir o barco a bom porto.



“Nós temos que lutar para elevar mais alto a imagem do Ministério Público enquanto fiscal da legalidade democrática e defensor dos interesses públicos do Estado”, enalteceu o Procurador-geral da República cessante.



João Umpa Mendes

http://www.gaznot.com/?link=details_actu&id=113&titre=Sociedade




Guiné-Bissau: Empossado novo Procurador-Geral da República
2009-11-05 16:28:36

Bissau – O novo Procurador-geral da Republica, Amine Saad, foi empossado pelo Presidente da República de forma a poder assumir as suas funções.

Malam Bacai Sanhá falou esta quinta-feira em Bissau na cerimónia de tomada de posse do novo Procurador-Geral da República, lembrando o recente caso do duplo assassinato, nos dias 1 e 2 de Março, do ex-Presidente da República João Bernardo «Nino» Vieira e do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagme Na Waié. Sobre este assunto, o Chefe de Estado guineense chamou a atenção a Amine Saad para que este dê maior atenção a este caso.

Relativamente à questão do narcotráfico, Malam Bacai Sanhá, alertou Amine Saad por considerar o assunto preocupante, pois já levou o país a ser considerado um narco-Estado, o que não é aceitável para a Guiné-Bissau.

«Peço-lhe que seja feita alguma coisa no sentido de impedir que associações criminosas continuem a tirar impunemente partido da fragilidade do nosso Estado, usando o nosso território nacional como ponto de passagem de estupefacientes para outras passagens do mundo» apelou o chefe de Estado.

Malam Bacai Sanhá disse ainda que a moralização da vida pública através do combate à corrupção, é o desafio que o Ministério Público deve assumir. Nesta perspectiva, o Presidente da República, sublinhou que, ao Ministério Publico cabe a competência e autonomia da defesa da legalidade democrática, no exercício da acção penal, sendo da competência do juiz reprimir com total independência as violações das legalidades.

No que diz respeito à reforma do sistema judicial guineense, Bacai Sanhá, advertiu o Ministério Publico para assumir de forma clara o seu papel enquanto fiscalizador da legalidade. Malam Bacai Sanhá reafirmou por outro lado o seu compromisso em ver a justiça ser feita, em nome e no interesse do povo.

«Na qualidade de primeiro magistrado da Nação, permitam-me reafirmar neste acto o meu compromisso, assumido na minha investidura de zelar para que a justiça seja efectivamente e sempre administrada em nome e do interesse do povo» disse Sanhá.

Embora reconheça que a crise e desigualdades na Justiça denunciadas constantemente pela maioria da população são contrárias às leis da República, Bacai Sanhá disse que a nomeação do novo Procurador-Geral da República insere-se no quadro das profundas das reformas em curso no sistema da administração da Justiça, e que disse contar com o envolvimento do Governo.

Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network




Guiné-Bissau: Novo Procurador-Geral da República promete acabar com corrupção

2009-11-09 10:58:21

Bissau – O novo Procurador-Geral da República, Amine Saad prometeu esta sexta-feira em Bissau pôr fim às alegadas práticas de corrupção no aparelho do Estado guineense.

Falando na cerimónia de transição do gabinete que teve lugar no dia 6 de Novembro, Amine Saad adiantou que se forem criadas condições de trabalho para os magistrados do Ministério Publico, a sua equipa estará em condições para combater a corrupção, acabar com as detenções arbitrárias e acabar com o tráfico de droga no aparelho do Estado.

A este propósito, o responsável máximo do Ministério Público guineense disse que não são aceitáveis as condições em que trabalham actualmente os magistrados andando, por exemplo, à boleia em carros particulares.

Para ter sucesso no seu trabalho, Amine Saad disse que a Guiné-Bissau não pode continuar a ser considerado um país de assassinatos, tráfico de droga, e detenções arbitrárias, tendo determinado a este propósito que futuramente as coisas vão voltar a funcionar normalmente visto que, a partir desta data, ninguém poderá ser detido sem mandato do Ministério Público.

«O amigo do amigo não pode mandar prender ninguém, o titular da acção penal é o Ministério Público, que pode mandar prender, com a excepção de flagrantes delitos, por isso queremos informar aos nossos amigos que tudo isto já acabou», determinou Amine Saad.

Aos magistrados do Ministério Público, o novo Procurador-Geral da República lançou um desafio no sentido de se empenharem mais no exercício das suas funções, advertindo para que não é admissível que um processo de acusação pelo Ministério Público seja absolvido pelos juízes. «Quando se acusa é para condenar, e quando o acusado é absolvido é porque algo não correu bem», disse Saad.

Amine Saad falou ainda sobre a necessidade de recuperação da imagem dos homens da Justiça junto da população e da sociedade como forma de evitar ajustes de contas entre as partes em eventuais conflitos.

Sumba Nansil (c) PNN Portuguese News Network





Guiné-Bissau: Procurador-geral da Republica defende combate à corrupção
2009-11-11 16:29:45

Bissau – O Procurador-Geral da República Amine Saad disse que o combate à corrupção é um dos grandes eixos prioritários do Ministério Público.

O Procurador-Geral da República falou esta quarta-feira à saída de um encontro com o Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, a quem foi apresentar os seus cumprimentos.

Quando respondia às questões dos jornalistas sobre os processos de investigação dos assassinatos de «Nino» Vieira e Tagme Na Wayé, em Março deste ano, Amine Saad disse ter recursos humanos suficientes, mas falta de meios materiais.

O novo homem forte do Ministério Publico é da opinião de que a magistratura se deve preocupar também com uma questão estruturante que tem a ver com a corrupção e tráfico de droga, ao mesmo tempo que afirma que, a investigação sobre os dois assassinatos vai continuar, apesar dos meios para o efeito sugerirem outras movimentações financeiras.

Este é o primeiro encontro entre Carlos Gomes Júnior e Amine Saad. Amine Saad, nomeado para o cargo de Procurador-Geral na semana passada pelo Presidente da República, tem entre outras questões, vários dossiers quentes.

O caso do duplo assassinato de «Nino» Vieira e de Tagme Na Waié, assim como o desfecho do caso da aeronave retida no aeroporto internacional «Osvaldo Vieira» sob suspeita de ligação com o tráfico de droga, assim como o assalto à residência do então Presidente da República, Nino Vieira em Novembro de 2008, são os casos mais problemáticos.

Lassana Cassama/Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network





Sessão parlamentar
Guiné-Bissau: Primeiro-ministro deve pronunciar-se sobre assassinatos de Nino Vieira e Tagme Na Waié
2009-11-11 15:57:20

Bissau – O primeiro-ministro foi interpelado para se pronunciar na Assembleia Nacional Popular sobre os resultados do inquérito aos assassinatos de «Nino» Vieira e Tagme Na Waié.

O primeiro-ministro, Carlos Gomes, foi interpelado para se pronunciar sobre aquilo que os deputados consideram de silêncio das autoridades, quanto aos resultados do inquérito do duplo assassinato do Presidente da República, João Bernardo «Nino» Vieira, e do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Baptista Tagme Na Waié, ocorridos nos dias 1 e 2 de Março deste ano, respectivamente.

O assunto mereceu uma abordagem por parte de alguns deputados esta terça-feira. Os parlamentares são da opinião de que os esclarecimentos sobre o caso só podem ser dados pelo Chefe do Executivo.

Como se isso não bastasse, os deputados justificam que a questão dos assassinatos do Presidente da República e do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas deve ser esclarecida pelas autoridades nacionais de forma a evitar que a Guiné-Bissau continue a ser mal vista junto da Comunidade Internacional.

A proposta de audição do chefe do Governo sobre esta matéria é da bancada parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS), que deseja assim ver o assunto explicado aos guineenses pelo Governo. De acordo com Augusto Poquena, deputado desta formação política, não se pode falar de reconciliação nacional sem que o tema seja abordado, mediante o resultado da Comissão de Inquérito, criada pelo Governo e dirigida pelo Ministério Público.


Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network

sábado, 7 de novembro de 2009

Um Meio ou uma Desculpa - Roberto Shinyashiki

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.

Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, brincar, fazer lição, deixar de lado o comodismo.

Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.

O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.

Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso, CONFIE EM SI MESMO.

Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.

A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...

Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO. Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

SÓCRATES E A LIBERDADE

EM CONSEQUÊNCIA DA REVOLUÇÃO DE 1974 , criou raízes entre nós a ideia
de que qualquer forma de autoridade era fascista. Nem mais, nem menos.
Um professor na escola exigia silêncio e cumprimento dos deveres?
Fascista! Um engenheiro dava instruções precisas aos trabalhadores no
estaleiro? Fascista! Um médico determinava procedimentos específicos
no bloco operatório? Fascista! Até os pais que exerciam as suas
funções educativas em casa eram tratados de fascistas.
Pode parecer caricatura, mas essas tontices tiveram uma vida longa e
inspiraram decisões, legislação e comportamentos públicos. Durante
anos, sob a designação de diálogo democrático, a hesitação e o
adiamento foram sendo cultivados, enquanto a autoridade ia sendo posta
em causa. Na escola, muito especialmente, a autoridade do professor
foi quase totalmente destruída.

EM TRAÇO GROSSO, esta moda tinha como princípio a liberdade. Os
denunciadores dos 'fascistas' faziam-no por causa da liberdade. Os
demolidores da autoridade agiam em nome da liberdade. Sabemos que isso
era aparência: muitos condenavam a autoridade dos outros, nunca a sua
própria; ou defendiam a sua liberdade, jamais a dos outros. Mas enfim,
a liberdade foi o santo e a senha da nova sociedade e das novas
culturas. Como é costume com os excessos, toda a gente deixou de
prestar atenção aos que, uma vez por outra, apareciam a defender a
liberdade ou a denunciar formas abusivas de autoridade. A tal ponto
que os candidatos a déspota começaram a sentir que era fácil atentar,
aqui e ali, contra a liberdade: a capacidade de reacção da população
estava no mais baixo.

POR ISSO SINTO INCÓMODO em vir discutir, em 2008, a questão da
liberdade. Mas a verdade é que os últimos tempos têm revelado factos e
tendências já mais do que simplesmente preocupantes. As causas desta
evolução estão, umas, na vida internacional, outras na Europa, mas a
maior parte residem no nosso país. Foram tomadas medidas e decisões
que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos. A expressão
de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos. A
vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se. A
acumulação, nas mãos do Estado, de informações sobre as pessoas e a
vida privada cresce e organiza-se. O registo e o exame dos
telefonemas, da correspondência e da navegação na Internet são legais
e ilimitados. Por causa do fisco, do controlo pessoal e das despesas
com a saúde, condiciona-se a vida de toda a população e tornam-se
obrigatórios padrões de comportamento individual.

O CATÁLOGO É ENORME. De fora, chegam ameaças sem conta e que reduzem efectivamente as liberdades e os direitos dos indivíduos. A Al Qaeda, por exemplo, acaba de condicionar a vida de parte do continente
africano, de uma organização europeia, de milhares de desportistas e
de centenas de milhares de adeptos. Por causa das regulações do
tráfego aéreo, as viagens de avião transformaram-se em rituais de
humilhação e desconforto atentatórios da dignidade humana. Da União
Europeia chegam, todos os dias, centenas de páginas de novas
regulações e directivas que, sob a capa das melhores intenções do
mundo, interferem com a vida privada e limitam as liberdades. Também
da Europa nos veio esta extraordinária conspiração dos governos com o
fim de evitar os referendos nacionais ao novo tratado da União.

MAS NEM É PRECISO IR LÁ FORA. A vida portuguesa oferece exemplos todos
os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar
e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas
durante pelo menos um ano. Os novos modelos de bilhete de identidade e
de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos
históricos, são meios intrusivos. A vídeovigilância, sem limites de
situações, de espaços e de tempo, é um claro abuso. A repressão e as
represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente
conhecidas e geralmente temidas A politização dos serviços de
informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de
Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro. A
interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a
necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus
membros é um acto de prepotência. A pesada mão do governo agiu na
Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos
evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar
os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos. A retirada dos nomes
dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de
instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de
fundamentalismo intolerante. As interferências do governo nos serviços
de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na 'comunicação
social' em geral, sucedem-se. A legislação sobre a segurança alimentar
e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da
decência e do respeito pelas pessoas. A lei contra o tabaco está
destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade.

NÃO SEI SE SÓCRATES É FASCISTA. Não me parece, mas, sinceramente, não
sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta
é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das
empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite
que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas
poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu
ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função
Pública, revisto e reforçado pelo seu governo. O Primeiro-ministro
José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra
autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal
que Portugal conheceu nas últimas três décadas

TEMOS DE RECONHECER: tão inquietante quanto esta tendência insaciável
para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos
cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação?
Acordo? Só se for medo...


António Barreto \ Público'

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ARTIGO DE UM BRASILEIRO QUE LUTA CONTRA O PRECONCEITO

Português-descendente com muito orgulho !


Luiz Mott

A Tarde, Salvador, Baía, 10-11-2008

Após duas semanas em Lisboa, pesquisando na Torre do Tombo, retornei à Boa Terra com nova e firme convicção: tenho orgulho de ser descendente, distante que seja, do nobre e valoroso povo português. A partir de agora, vou me policiar e denunciar quem fizer piada associando português à burrice. Não nego que nossos ancestrais lusitanos são sisudos, mais para tristes e reservados do que para sorridentes e comunicativos. Porem, no alicerce desta sisudez, há um seriedade de vida e retidão de princípios que infelizmente faz falta ao nosso caráter nacional. Desde o cuidado em apagar a luz ao sair de um sanitário público ou executar com perfeição todo tipo de trabalho, do cozinhar o bacalhau a construir o deslumbrante Mosteiro dos Jerônimos, os lusitanos, irmãos mais velhos da maioria dos brasileiros, dão uma lição de civilização a seus carnavalescos descendentes do Novo Mundo. São sisudos, mas pontuais; são tristes, mas cumprem rigorosamente seus compromissos; são um tanto sem graça, mas nunca vi tantos jovens enamorados demonstrarem carinho em púbico, como a moçada lisboeta: no métro (metrô), nos elétricos (bondes) nos autocarros (ônibus), rapazes e moças se acariciam, se beijam carinhosamente, fazem cafuné um no outro. E ninguém olha ou comenta. Cada qual na sua, curtindo a jarrinha de meio litro do inigualável vinho que tomou no almoço ou no jantar. Apesar de todos os pesares da colonização e violência inter-racial, os portugueses foram os que mais se miscigenaram no mundo inteiro; malgrado a mão de ferro como a metrópole governou a América Portuguesa, nossa independência foi conquistada com muito menor trauma do que dos vizinhos hispano-americanos. Tenho orgulho sim de expressar meus pensamentos na mesma língua de Fernando Pessoa, neste dialeto latino tão criativo, que nos trópicos se tornou muito mais sonoro do que português falado pelos lusos contemporâneos. Devemos ter orgulho sim de nossa arquitetura e escultura barrocas, cuja matriz se mantém tão bem conservada nos maravilhosos palácios e igrejas por todo território português. E nossa feijoada, cozido, arroz com feijão, galinha de molho pardo, quindins e pudins, pão de ló... tudo aprendido com nossas ancestrais portuguesas! Porque será que nossos irmãos hispano-americanos curtem tanto a antiga metrópole espanhola, visitando muito mais Madri do que nós, a bela Lisboa? Vamos dar um basta a qualquer piada que ridicularize os portugueses! É tempo de fazermos a paz com nossos ancestrais, mistura fantástica de visigodos, celtíberos, mouros, judeus, ameríndios e indianos, africanos, e passarmos a admirar o bom e belo legado deixado por nossos antepassados lusitanos na América Portuguesa e no mundo inteiro, dos Açores à cidade do Cabo, de Macau e Goa à Guiné, de Maputo a Olivença e Oeiras do Piauí! Chega de lusofobia! Resgatemos nossa auto-estima como descendentes deste povo sério e valoroso. Luso-descendente com muito orgulho!

Luiz Mott Comendador da Ordem do Rio Branco e do Mérito Cultural

terça-feira, 13 de outubro de 2009

New York at Night

A near horizon whose sharp jags Cut brutally into a sky Of leaden heaviness, and crags Of houses lift their masonry Ugly and foul, and chimneys lie And snort, outlined against the gray Of lowhung cloud. I hear the sigh The goaded city gives, not day Nor night can ease her heart, her anguished labours stay. Below, straight streets, monotonous, From north and south, from east and west, Stretch glittering; and luminous Above, one tower tops the rest And holds aloft man's constant quest: Time! Joyless emblem of the greed Of millions, robber of the best Which earth can give, the vulgar creed Has seared upon the night its flaming ruthless screed. O Night! Whose soothing presence brings The quiet shining of the stars. O Night! Whose cloak of darkness clings So intimately close that scars Are hid from our own eyes. Beggars By day, our wealth is having night To burn our souls before altars Dim and tree-shadowed, where the light Is shed from a young moon, mysteriously bright. Where art thou hiding, where thy peace? This is the hour, but thou art not. Will waking tumult never cease? Hast thou thy votary forgot? Nature forsakes this man-begot And festering wilderness, and now The long still hours are here, no jot Of dear communing do I know; Instead the glaring, man-filled city groans below!

"Amy Lowell"

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Caos nos transportes

Qualquer iniciativa destinada a resgatar a qualidade de vida perdida no Rio não terá grande efeito prático se não houver um sério planejamento de ações e investimentos que modernizem o que mais afeta o cotidiano do carioca: o caos do sistema de transporte coletivo.

Não há qualidade de vida para o trabalhador que perde até quatro horas do seu dia para ir e voltar do trabalho e gasta parte considerável do seu salário em passagens.

O governo do estado tem que priorizar a organização do transporte de massas – trens, metrôs, ônibus e, inclusive, as vans. E tem que investir na integração de todos eles e na adoção do bilhete único – implantado com sucesso em São Paulo há cinco anos – para diminuir o custo das passagens e tornar as viagens mais rápidas.

Bilhete único sem a interligação efetiva dos diferentes meios de transporte não resolverá o problema. É preciso racionalizar a quantidade de linhas, os horários e a capacidade de todos eles. E redistribuir pelas linhas de ônibus ociosas os milhares de passageiros absurdamente espremidos nas que circulam superlotadas.

A coexistência de linhas ociosas e superlotadas é fruto da falta de fiscalização pelo estado sobre as empresas privadas que dele receberam a concessão para a exploração do serviço e o fazem de modo ineficaz.

A grande quantidade de vans nas ruas decorreu também do vácuo gerado pela incapacidade do estado e das concessionárias. A tentativa, agora, de moralização do sistema caótico está deixando cidadãos a pé e centenas de motoristas de vans sem a ocupação da qual sobreviveram nos últimos anos. É falta de planejamento e de preocupação social.


Leia www.marceloitagiba.com e deixe o seu comentário

sábado, 26 de setembro de 2009

Portugal ten tantas cores

Ainda hà poucos dias estava em Portugal, assim agora jà longe,continuo a lembrar tanto Amor que recebi que procurei multiplicà-lo. A’ parte do muito complicado, sim a situaçao econòmica è dificil, tudo atè pode parecer uma porcaria, que nao podiamos estar em uma situaçao pior – nao resta que subir. E’ o momento de sair da crise. O meu desejo, o desafio è de novo poder voltar, porque para nòs Portugueses, Portugal è a terra prometida, onde corre tanto leite e mel. Aquela è a terra dos nossos antepassados!
Quanta beleza encontrei por aquelas terras. O Algarve è maravilhoso, tem um clima extraordinàrio. Là as cores atè teem mais luz. Reparei que o azul è ainda mais azul. O branco mais branco ainda. Depois as pessoas là parecem mais felizes – serà porque estao de fèrias?. Entrei no Alentejo, vimos as suas cores tipicas. O sol là aquece mais. Fazia tanto calor e apenas vi algumas pessoas. Là sinto sempre tanta sede. Serà que o Alqueva jà funciona?. Devemos ajudar o Alentejo, teem vinhos muito bons. Respirei em Lisboa e nos seus arredores. Nao se pode amar o Porto sem amar Lisboa. Estivèmos no Ribatejo onde me sinto ligado. Vou sempre a Samora Correia ao cemitèrio onde sempre esteve a minha mae. Com natas ou sem, o bacalhau è sempre uma òptima companhia. Magnifico. Saboreei um bacalhau esquisito atè, muito elegante e delicado, um bacalhau “ espiritual” que tanto ajudou a elevar-me nas Azenhas do mar. Havia ainda os doces do convento, mas sentia-me bem; satisfeito. O Leitao de Negrais pois è extraordinàrio, uma excelencia e o da Bairrada è tambèm muito interessante – que genorosidade . Deixei-me tocar tambèm por tantos bons vinhos. Depois as sardinhas sao como um fruto do mar.
Vi bandeiras Portuguesas para a qualificaçao de Portugal, tambèm outras bandeiras Portuguesas de pessoas que querem lutar. Servem todas. Reparei em emigrantes que vinham , outros que partiam. Com os seus objectivos e tempos. Cada um sòzinho procurando de um novo inicio e a sua vitòria. Desejei tanto partir com cada um deles, para que possam ser fortes e vitoriosos. Sao individualistas, teem espirito de luta, nao lhes falta coragem. Tantos deles nao vao voltar. Devem inserir-se bem em outros lugares. Passarao a ser avòs e devem ficar junto dos seus netos, encontrar Paz. A nossa cultura è Universal – è preciso pagar o preço da vitòria. Hà aqueles tambèm que procuram uma Nova Terra e um Novo Mundo. Os que voltarmos nao os podemos esquecer e levantar ainda mais alto a nossa bandeira. Cada um deles vai ter sempre um lugar no nosso coraçao. Mais tarde na viagem de regresso, sempre tudo a subir ( porque o nosso coraçao vive em duas dimensoes ) nos viamos uns aos outros como desejando tanta força para fazer sorte.
Coimbra è culta e elegante, a vejo fina. Serà porque por là passam tantos politicos?. Quando um deseja pode sempre aprender tanto. Estivèmos no Norte, passàmos o Porto e sentimos o seu respiro. Nao se pode amar Lisboa sem amar o Porto.
Sò vivemos uma vez e cada um està a viver a sua Vida, procurando ser feliz à sua maneira, cultivando os seus interesses. Que força vinha fora se todos estivesse-mos preocupados em levantar Portugal. Nao pode ser uma desculpa pretendermos politicos melhores. E se os outros estivessem à nossa espera? Enquanto esperamos por um Portugal melhor, cada um de nòs vai consumindo a sua Vida, e a morte è ali que nos espreita, nos observa, que sabe as pessoas que somos. Como posso esperar por uma linda manha de Primavera, acordando ver um Portugal melhor sem o meu contributo. Que tenho eu a ver com os meus antepassados?
Os maus politicos podem atè ser culpados da pouca participaçao do povo nas eleiçoes. Mas nao de deixarmos de lutar e de participar no progresso e desenvolvimento de Portugal. Os politicos quando dizem qualquer coisa, nao os devemos levar a sèrio. Pode ser um Portugues correcto, ideias bem claras, mas sem aççoes sao palavras mortas, sem vida. Fazem poder atè lembrar os Fariseus no tempo de Jesus, certamente leram tantos livros, um pouco intelectuais, mas lhes falta o Amor. O Amor tem tantas cores, tem Vida. .....Fiquei a saber que Alvarenga ( Arouca ) è a capital do Mundo e do bife. Aquela terra dos meus bisavòs maternos è de facto linda. Depois de tantos anos e de caminhar tanto volto a este lugar. Por entre os eucaliptos, no meio do verde. Quando entro no cemitèrio e ando por là, sabia que ali estavam antepassados que me pertencem, nao posso sentir-me como de um estranho. Provo a solidao e sinto o silencio. Mas estes aqui sao todos meus parentes? Nao os conheço: como posso fazer de sò querer bem a uns e a outros nao? Poderei abraçar todos? Guardo dentro de mim um bom sentimento e comovo-me – é um encontro. Este é um belo lugar. Que preço se paga para ganhar uma certa sensibilidade. Como podem pensar os emigrantes serem patetas quando por exemplo no nosso carro guardamos alguma coisa que nos faz sentir Portugueses – è a nossa identidade. Mas nunca se vai encontrar nas compras de um emigrante um produto Espanhol. Porque os emigrantes sabem que aquilo que è nosso è sempre melhor, mesmo se mais caro. Sao por certo pessoas de bem e se sao vaidosos è da bandeira que teem. Tambèm nòs pagamos os erros da nossa Història, e nos lamentamos menos.
Devemos viajar por Portugal, conhecer outros lugares. Andar pelo interior, ir à regiao de Tràs-os Montes, às Beiras, visitar as Ilhas. Fazer turismo interno,preferir os nossos produtos. Se estivermos todos bem vivi-se melhor.
Como posso invejar o director do Banco de Portugal? A verdade è que penso nao seja o mais feliz. Todo o dinheiro nunca è suficiente, e no equilibrio è preciso tambèm a parte espiritual. Ou nao ? Nem quero pensar quanto o Presidente da Rèpùblica possa ter de reformas ao final do mès, è um problema seu ( pode ser ). Mas posso desejar-lhe que possa ser o melhor de todos os Portugueses! Ou como posso indignar-me com os deputados que là estao, pensando que sao uns vaidosos de pouco valor, quando sao aqueles que foram escolhidos pelo povo – os seus representantes. Posso atè pensar a valores como a honra e a dignidade, que cada um deles è pronto a dar a sua vida para salvar Portugal com o seu exemplo, porque compreendo estes valores.
Ao final de uma tarde estavamos na Citania de Briteiros e enquanto com a Letizia e os nossos quatro filhos assim pequenos subiamos, estavamos sòzinhos , mas comecei a pensar que ao chegarmos là acima poderiamos encontrar Viriato que nos esperava. A visao do alto da Serra è estupenda, e que silencio. Gritei forte dentro de mim, desejei poder acordar todos. Ressureiçao è passar da morte para a Vida. Quase como ter visto Viriato sem ressentimento no seu coraçao, por o termos traido. Como podemos aceitar hoje sermos os mais pobres da Europa? Mas onde estao os Lusitanos de hoje? Emigraram todos? Que futuro estamos a construir para os nossos filhos? Onde està o querermos ser um povo livre, de querer viver em paz e harmonia?
Jà um pouco tarde fomos a Guimaraes, de verdade queria tanto ver Afonso Henriques, Confesso de o nao ter gostado de ver là como uma pedra imòvel, sem vida e com uma espada na mao. Desejava em vez qualquer coisa como dar-lhe Vida, poder ressuscità-lo dos mortos. Que pudesse ir jantar conosco. Entao em vez de perguntar-lhe o que pode pensar de todos nòs hoje, podia perguntar-lhe o que pensava de mim. Seguramente ficaria a sòs com a minha consciencia. Posso atè melhorar tanto e aprender com os erros tambèm. Começo a ver tantos anos da nossa Història, que tantas pessoas estao atràs de cada um de nòs, mas quando me passa na mente um sentimento como se valeu a pena de ter lutado tanto, e agora de acabar tudo assim, me vem o impulso de pegar na sua espada. Para minha surpresa senti imenso Amor, oh gente da minha terra, sim vale sempre a pena de lutar. Sim quero. E atè podemos morrer desejando realizar um ideal. Somos um povo e temos uma identidade!!! Os nossos antepassados continuam a viver em cada um de nòs. Mas se somos um grande povo chegou o momento, è o tempo de fazer ver nao aos outros mas a nòs pròprios. Se nao formos nòs a mudar Portugal quem o vai fazer? Serao os Espanhòis? Serao os nossos filhos? Ou devemos todos aprender o Inglès? Cada um deve prometer a si pròprio de lutar, mais ninguèm se deve render. O nosso futuro è o futuro dos nossos filhos.
E’ necessàrio aumentar as exportaçoes. Exportar, exportar. Podemos vender tanta pedra, limpar as Serras e os bosques e vender tanta madeira. Acabar com os fogos ( a sèrio ). Aumentar o trabalho construir riqueza, diminuir o desemprego, responsabilidades e direitos. Està ali o Mar cheio de riqueza, apostar nas pescas. Como ficou o acidente de Albufeira? Deve existir solidariedade entre nòs, sao sentimentos fortes. E aquele acidente perto de Espinho na passagem de nivel sem guarda? Devemos ser prudentes e encontrar respostas, soluçoes. Portugal està da conquistar uma outra vez! Cada um deve na sua cidade, vila ou aldeia, procurar uma Vida melhor. Nao existe um outro caminho. Um pode ficar à espera que a morte chegue, ou lutar pela Vida. Reparàmos em tantos casais com um filho apenas. Em vez nòs termos quatro filhos è quase um luxo. Estou a lutar tanto porque tambèm quero a vitòria. Entre a Vida e a morte sempre procurei escolher a Vida. Temos um carro maior por necessidade, foi um investimento. Pagàmos tanto nas auto-estradas. E nao pude compreender porque o nosso carro è classe 2. Serà um pacote para nao dar coragem às pessoas de se multiplicarem, enfrentar o futuro com optimismo, mas nunca de um apoio às familias numerosas. Nao basta um pensar ser contra o aborto, pode atè ser uma grande hipocrisia. Mas onde està a Cultura da Vida! Para investir no Futuro sao precisos outros horizontes, medidas concretas. Nunca um colado a uma cadeira terà o meu espirito, porque sou um lutador. E o Amor è o mais importante.
Podia estar satisfeito de tanto que tinha vivido, um resultado positivo, mas tantas outras pessoas desejava ter visto, que hà tantos anos nao vejo, entao lembrei que devia preparar-me para partir e que esta vez nao tinha estado no Guincho onde sempre tinha estado com o meu avò. Fizèmos a viagem de noite, era a ùnica possibilidade, de manha cedo estàvamos na Boca do Inferno a tomar o pequeno almoço,e mais tarde estàvamos là. E’ um lugar onde me vejo tanto. Talvez tivesse com tanta força desejado aqueles momentos de caminhar junto ao mar, de correr com os meus filhos. Me vinha de imaginar que um dia seremos um povo unido capaz de se querer bem. Sem ressentimento. Queria sentir as ondas e de provar ser Livre. A Liberdade se conquista no tempo com responsabilidade. Desejei tocar o meu corpo e de sentir o meu espirito, que sou Vivo. Procurava de ver o vento onde outra vez me està a querer levar.
Encontràmos tanta beleza. Portugal tem imensas cores. Uma vida nao seria suficiente para escolher em Portugal um lugar onde ir viver. Temos o objectivo de em Agosto de 2012 estarmos a viver em Portugal. Està uma Nova Història para escrever. Nunca esqueçam que Portugal è vosso tambèm, que vos pertence, que devemos ganhar o direito. Cada um de nòs deve pensar ser o salvador de Portugal. Que somos nòs que podemos dar vida a um Portugal melhor ( està dentro de nòs ), nao os outros.
Aquele que faz è sempre um dos nossos, sempre um de nòs.


Castrezzato, 26 setembro 2009 (BS) Itàlia
Luis Filipe de Figueiredo Martins.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SAIR DAQUI...

Acabo de chegar de um comicio do...PS!
Lá estavam as camionetas com "trabalhadores" das Minas da Borralha, não faltava o saquinho com umas sandes e uma bebida
e para compôr o ramalhete os "meninos" e "meninas" com bandeirinhas e gritos de "viva" o PS.
Silva Pereira (cabeça de lista pelo distrito) de NADA falou não esquecendo que o PSD foi para um teatro e o PS veio para a rua porque é um partido do POVO!!!
Esperei, esperei, esperei... Queria ouvir as propostas do PS para a Região mas... tiquita de nada!
Entra o "menino de oiro" e espero, espero, espero...
Tiquita de nada, zerito, tiquita de nada, zerito...
Auto estrada, túnel do Marão, auto estrada, túnel do Marão...
Pronto, vim embora! A esposa (votante no BE) queria ver o "Caminho das Indias" e estava farta de palha!
Tive meses de gozo com o caso do INEM com os bombeiros de Favaios. Tive dezenas de centros de saúde, serviços de
urgência e maternidades encerrados. Centenas de escolas do 1º
ciclo e jardins de infância encerrados. Esquadras de Policia e GNR encerradas. Direcções Regionais encerradas. Delegação do Banco de Portugal encerrada. Serviços Públicos como Correios e Finanças encerrados. Desertificação das aldeias, encerramento de cafés, mercearias, pequeno comércio.
Dezenas de aldeias cheias de vida, têm agora apenas os "velhos", algum gado caprino e muito cão sem rebanho!
É preciso ter desplante, virem à minha TERRA pedir o meu voto em troca de uma auto estrada que só terá um sentido:
SAÍR DAQUI!


"Fario"

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O adeus a José Bernardo Falcão e Cunha

Nascido a 21 de Janeiro de 1932, José Bernardo Falcão e Cunha, formado em Engenharia Civil, foi condecorado em 2007 com a Ordem de Mérito,ocupou em 1993 a pasta do Emprego e da Segurança Social no XII Governo Constitucional, liderado por Cavaco Silva, e foi secretário-geral do PSD, e faleceu ontem.
Não seria para mim mais do que uma noticia na coluna dedicada aos falecimentos, não fora o facto de com ele ter tido o previlegio unico de ter convivido e trabalhado politicamente, e constituir para mim um exemplo de honestidade e dignificação do trabalho pela causa publica com invulgar competência e um modelo de cidadão no desempenho de altas funções públicas para além do excepcional dinamismo que imprimiu em diversos projectos nos domínios da engenharia e gestão empresarial.

Aqui deixo esta minha mais humilde homenagem, a um HOMEM BOM que merecia muito mais respeito e admiração do que recebeu em vida, porque sempre foi humilde no tratamento da imagem.

Adeus Amigo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Como se educa a praça pública

Ou a opinião pública, que vem a dar no mesmo.

É Mr. Whitestone de “Uma Família Inglesa” que, a conselho da sua filha Jenny, para poder futuramente casar o seu filho Carlos com Cecília, a jovem pobre, filha de Manuel Quintino, dedicado guarda-livros da casa comercial do inglês, elevando-lhe o estatuto por via das conveniências e dos escrúpulos de superioridade, decide promovê-lo à condição de sócio. Para isso, irá contar na praça portuense, até com o exagero próprio destes factos, os feitos comerciais de Manuel Quintino, para preparar a opinião pública e impedir a sua estranheza quando se efectuasse o evento. E resultou, que inúmeros comerciantes se dirigiram ao guarda-livros, a felicitá-lo pelos casos de sucesso da sua actividade comercial, deixando-o meio encabulado, que era pessoa pouco afeita às mascaradas da adulação.

Já era assim, pois, nos tempos de Júlio Dinis, cujos romances de cabeceira, encantadores, nos embalavam o sono nos tempos da adolescência e continuaram a embalar, até mesmo agora, quando as frustrações e pesadelos da vida nos aconselham a desviar o sono nocturno das leituras mais pesadas, para adormecermos tranquilamente com os enredos e descrições da ternura e graça do homem que “viveu de leve, escreveu de leve, morreu de leve” segundo síntese do requiem queirosiano, ao exprobar-lhe a morte precoce, ironizando-lhe talvez a obra, por ser delicada, sem o traço grotesco da caricatura, mas assaz real e actual na visão do mundo e da psicologia humana.

E assim, descontando os efeitos tentaculares dos actuais media, já naquela altura o diz-que-diz, o levantar suspeitas, o apontar indícios, provocavam imediato zum-zum, embora sem o estardalhaço dos novos tempos.

Porque vivemos disso, na praça pública de agora, vivemos de visibilidade, do alarido, do abocanhamento, da suspeição e da injúria, de destruirmos ou exaltarmos, conforme o clube ou o partido a que pertencemos, os actores da nossa predilecção. E os media são responsáveis, embora não unicamente.

Porque temos, também, as marchas, quer das greves, quer para as promoções, e os discursos dos chefes e dos partidários dos chefes, e, sem grande educação, por vezes, acusamos os opositores de vários desmandos. E de velhice.

Tenho ouvido sobre Manuela Ferreira Leite que está velha, boa para a reforma. Provavelmente dos mesmos que, a darem-lhes a oportunidade, não se eximirão a eleger Mário Soares para um novo mandato presidencial, que, vaidoso como é, não deixará de lhe apetecer, apesar da idade e da monotonia do discurso e dos cargos sucessivos do seu pobre sucesso vivido.

Ninguém quer escutar argumentos de pessoas capazes, que deixam prever boa preparação técnica, boa formação moral e se afirmam amantes da sua nação. E esta nada tem de velha, mas de inteligente e ponderada. Preferem escutar as vozes altissonantes do ministro que se socorre da obra que fez como tal, mesmo que, na maioria das vezes, tenha sido uma obra adiada ou infeliz. Não importa os destroços das vidas sem trabalho, ou o espezinhamento das vidas a quem foi retirada a dignidade de bem servirem, com leis arbitrárias e de injustiça flagrante, não importa o défice contínuo, a hipoteca acelerada, o futuro comprometido, o esbanjamento palavroso, mentiroso e vazio, a ruína económica, cultural e moral a que condenamos as gerações vindouras.

Afinal sempre fomos um país – uma praça - arrumado. Na atrofia. Devemos continuar.


Berta Brás

sábado, 19 de setembro de 2009

Retrocesso

“O papá já é crescido e ele é que sabe o que quer para mim e o que não quer”.

Uma frase com quatro proposições, da minha neta de quatro anos de quem já falei, e que revela uma correcta construção discursiva, acompanhando um pensamento que o próprio Confúcio não desdenharia.

É claro que lhe não pertence – ou a ouviu na escola ou em casa - mas, para além da rapidez com que foi perfeitamente articulada, admirei a sua actualidade em termos políticos, não segundo um ideal democrático, note-se, mas segundo uma visão de mando e de comando que em todos os partidos se tem verificado – o quero, posso e mando que a todos convém, sob a capa de um objectivo pelo bem comum: os papás são crescidos, eles sabem o que convém aos “filhotes”, segundo terminologia hipocorística dos afectos familiares dos nossos tempos.

E o bem comum, por todos destacado com arreganho, leva a que todos se batam entre si, para defenderem as suas propostas como superiores às dos outros em importância e alcance, baralhando os dados, menos preocupados, talvez, com a comunidade, do que com a conquista do seu lugar no poder.

Eu acredito, todavia, na preocupação de alguns pelo próprio país, que me parece escorregar miseravelmente para um beco sem saída, no atropelar de direitos dos cidadãos a que temos sido submetidos neste primeiro mandato socialista, corolário de muitos outros mandatos da mesma igualha ideológica, mas, apesar de tudo, de maior respeito humano do que este, que se tem divertido a vilipendiar uns e a enaltecer outros a quem se permite o acumular de fundos tantas vezes resultantes de falcatruas de vária ordem, institucionalizada a fraude, a corrupção, a trapaça e a desvergonha.

Mas a maioria dos comentadores políticos não ajudam ao enveredar por vias mais honestas, divertindo-se a desmistificar as intenções dos que parecem mais credíveis, mas que são demasiado rígidos para a nossa massa humana, formada por um povo cada vez mais resvalando num caminho de degradação, pelo “facilitismo” cultural e ético a que tem sido submetido, numa impreparação e falha de princípios de que nunca mais recuperaremos.

Esses, os que parecem sérios e bem formados, são rotulados de retrógrados, para gáudio dos espertos e lição dos medíocres, instalados na aparência de um viver suficientemente confortável pelas esmolas que vão recebendo, ignorando os que perderam o seu trabalho e o seu direito a uma vida decente.

As sondagens indiciam essa satisfação, no nosso país de pedintes, a esmola tudo cobre com o seu manto de rosas milagreiras. Indiferentes aos males, indiferentes a uma nação de que fazem parte no degrau ínfimo da sua escala, não pensam em recuperação inteligente, em esforço comum, como outros países mais cultos duma Europa a que não pertencemos, nem com os TGV da nossa hipoteca cada vez mais absurda.


“O papá é que sabe o que quer para nós.”

Berta Brás

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Carta Aberta ao Primeiro Ministro

«Senhor Primeiro Ministro,
Engenheiro José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa

Excelência.

Tem Vossa Excelência apenas mais um ano de idade do que eu. Permita-me no entanto que lhe diga que não tem a minha idade, no sentido de que não somos da mesma geração e não é pela diferença de calendário.

Em 1974 aderi ao Partido Socialista, fui secretário da Juventude Socialista do Estoril e nesta qualidade passei as estopinhas para que ideias, políticas sociais, fossem implementadas pelo Partido Socialista.

Quando Francisco Pinto Balsemão desistiu do "Jornal de Cascais" eu fundei um outro jornal, em Cascais, chamado "Boca do Inferno". Aldo Moro tinha sido assassinado. Lembro-me de ter escrito sobre isso, de atribuir a culpa ao PCI. O jornal era um manifesto anti-comunista. Custou-me dezasseis contos o primeiro número de só dois (fiquei teso e o Senhor meu Pai não era o Pai Natal mas quase). Já lá vão 34 anos mas sou o mesmo. Contei com o nobre apoio de António Guterres (UM SENHOR!) - Vossa Excelência já ouviu falar ? - e José Luís Nunes (OUTRO SENHOR!) - Vossa Excelência já ouviu falar ? com quem privei (este último infelizmente partiu).

De António Lopes-Cardoso e Manuel Poppe Lopes-Cardoso (a quem desejo uma rápida recuperação e vê-lo em breve). Teotónio-Pereira e outros, como dizia Pessoa, de quem me não quero esquecer porque não me lembro.

Nestas andanças, Senhor Primeiro-Ministro, nunca o vi.

Afinal, onde estava Vossa Excelência no 25 de Abril ?
Na FAUL (Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, rua do Alecrim) nem em nenhum outro lado, vi Vossa Excelência. Vossa Excelência era provavelmente, ainda, um bebé. Nem no comício da fonte luminosa em que estive a fazer segurança a Mário Soares, armado até aos dentes com G3, entregues pelo CIAC (de Cascais), armas geridas pelo Sr. Botelho, piloto da barra, primo do José Manuel Casqueiro da CAP (Confederação dos Agricultores Portugueses), gente boa. Dispostos a dar a vida contra a tomada de poder vinda de leste, via PCP. Vossa Excelência, onde estava ? Com certeza que não no berço que não tem. Depois caíu do céu à frente da JS.

Foi nessa altura que eu me afastei definitivamente.
Anos mais tarde, vim a cruzar-me com Vossa Excelência em Gondomar em 1995/96, vi Vossa Excelência ser amigo e próximo do Major Valentim Loureiro (o restaurante 3M é do melhor que há), quando se discutia quem seriam as empresas que iriam tomar conta da "incineração", com menos preocupações com o ambiente, com mais preocupações pelo negócio, "bindo das Américas".

Permita-me Vossa Excelência duvidar das suas intenções.

A minha dúvida tem raiz no discurso de Vossa Excelência.

Nunca fala a favor do povo português, antes debita argumentos mesquinhos, insultuosos, como se lhe tivéssemos passado um cheque em branco.

Sempre um discurso de defesa, nunca a favor de ninguém. O discurso de Vossa Excelência é o que nos faz desconfiar de Vossa Excelência.

Não são os casos esquisitos do Freeport, as cenas indesculpáveis na Beira e outros sítios, os seus tios que compram Maserattis e o seu primo, pessoa de bem e homem de verticalidade inquestionável, que até se pirou para fazer um curso de "karatê" no Nepal ou na China onde ainda anda. Não é nada disto. Todos temos Vossa Excelência em boa conta, como um homem honesto. Vossa Excelência falha, quando não abona a seu favor.

Quando discursa a promover medidas grosseiras do governo, marketing político para inglês ver (não devia ter dito isto assim, soa a Serious Fraud Office), quando o discurso de Vossa Excelência é um discurso de defesa do seu lugar, da sua posição, do seu poder. Vossa Excelência NUNCA DIRIGIU UMA PALAVRA AO POVO PORTUGUÊS! O seu discurso é reactivo, defende-se afanosamente do que é indefensável.
O caso, mais um, "computador Magalhães", seria para mim um caso de polícia, como sempre disse, e penso que Vossa Excelência estará de acordo, não fosse o alto patrocínio do Primeiro Ministro do meu país em quem tenho de confiar, nesta parceria do nosso dinheiro com a empresa J.P. Sá Couto de Matosinhos que é a fossa das Marianas da excelência em matéria de trampa informática.
Engana-se Vossa Excelência ao tratar o Povo Português como uma horda de idiotas. É só isto que não perdoo a Vossa Excelência e lhe digo de caras. Lá porque o Partido Socialista se transformou numa corja de oportunistas e arrivistas, eu estou em crer que Vossa Excelência é completamente alheio ao facto. Pergunte Vossa Excelência a António Guterres, já que o José Luís Nunes não está entre nós.
Sabe, Senhor Primeiro Ministro, houve Homens neste País que deram a vida, a fortuna, sacrificaram a família, para que a Vossa Excelência seja permitido tratar-nos como bestas. Houve homens que sofreram a perseguição, a tortura e o exílio. Houve homens assim. É verdade.
Não, Vossa Excelência não sabe.

Cá para mim, até não sabe de nada.

Compreendo no entanto, os aspectos críticos em matéria de defesa Nacional, da imagem do País. Falta-me é paciência e já não acredito em nada.
Senhor Primeiro Ministro, se é homem, se é Português, prove-o de uma forma irrefutável. Nessa tão portuguesa expressão que tem raiz na coragem e na seriedade, mostre que tem tomates, pare de nos envergonhar. Nem lhe pedimos que prove que é sério... o ónus da prova ... prove-nos só que é Português. Deve.

Demita-se.

E desapareça para o Nepal ou para a China. Vá ter lições de Karatê com o "sensei" seu primo, que só lhe fazem bem. Não conspurque a escola de Funakoshi Guishim, meu Mestre de Shotokan. É um favor que lhe peço. Se assim for, está perdoado. Desde que não volte. Primo, idem.»

José M. Barbosa

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A bestialidade democratizada

- O Schwarzenegger pediu o estado de calamidade pela segunda vez.

Isto disse a minha amiga em tom profundamente trágico, ao comentar sobre os incêndios na Califórnia. E Schwarzenegger para aqui, Schwarzenegger para ali, eu invejei o à-vontade com que ela se referia ao governador da Califórnia, que parece que já foi actor. Vê-se que a minha amiga tem um trato social que definitivamente nos distancia, ela no seu porte aristocrático, eu na minha timidez bisonha, desde sempre limitada ao trato caseiro, tirando o anterior trato com os alunos e os colegas, marcado este por discrepâncias de maior ou menor solidariedade em bivalência.

- Uma zona rica aquela área, que arde porque rodeada de muito arvoredo. Apesar de serem muito ricos, perdem ali casaronas enormes. Admira como é que cada dono de cada casarona não limpa a mata, para terem defesas. Até é disparate dizer isto! São dimensões enormes! Só conseguem uma coisa extraordinária: não morre ninguém!

- Nós por cá também temos tido sorte com as mortes. Mas está por aí tudo em alerta vermelho, ontem mostraram o mapa do país. Oxalá cheguem as chuvas, cá como lá e em todo o lado para apagarem os fogos.

A virtude, os bons sentimentos, isso temos em comum. A minha amiga retomou o fio condutor:

- Está a acontecer o mesmo na Austrália, não sei se já melhorou. É o mesmo género: vivem dentro das matas.

- Deve ser por causa do ar puro, longe da poluição.

- É muito arriscado. Eu podia ser podre de rica, não fazia casa no meio do mato.

- Sabe lá o que faria se fosse?

- Sim, uma pessoa muito rica também pode ficar meio maluca. Mas todos os anos se diz a mesma coisa: é preciso limpar matos. Não percebo é como ainda há sítio para incendiar, com tanto chão ardido!

- E já viu que com tanto incêndio, poucos são os responsabilizados nisso! Há dias ouvi a um bombeiro que às vezes os próprios incendiários é que alertam os bombeiros!

- É tudo tão diabólico! A polícia americana também nunca chegou ao monstro que matou prostitutas, nos anos noventa. Até já pediu desculpa!. Agora andam à procura de cadáveres de prostitutas. Nunca descobriram quem era o fulano. Mas supõem agora que é o fulano que sequestrou uma miúda de onze anos, na mesma altura, há dezoito anos Descobriram só agora. Ela tem dois filhos dele, viveu em condições inumanas. Que monstruosidades que o ser humano faz! Coisas mais dramáticas! Que pavor!

- Isto agora também tem a ver com a droga. Mas no passado, quanta crueldade hedionda se praticou! Até em nome do amor.

- E do fanatismo, que é um falso amor!

- É. Hoje é mais chique chamar-se de fundamentalismo. O próprio Hitler foi um fundamentalista racial.

- Mas como ele muitos mais houve. E há.

- Sim, dantes os Dráculas eram condes. Agora, a bestialidade democratizou-se.


"Berta Brás"

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

LOGO DITO PELO SOCRATES...

Fez hoje um revelação bombástica à Nação!!!
Nos Garante como certo algo que todos os Portugueses já sabem desde 25 de Abril de 1974.
Nos fala na Vitória certa do PSD em 27 de setembro Próximo...
Todo o eleitor com um pouco de conhecimento político em Portugal , sabe que esta eleição pertence ao PSD...
Todos Sabem que depois , será do PS, e sempre assim enalteradaemnte será sempre , como sempre tem sido até hoje... PSD, PS , PSD, PS , PSD, PS etc etc etc.
Apenas o Marcelo, se esqueceu de lembrar, que ninguém se deve preocupar, que o Governo do Próximo PSD será totalmente no seguimento do PS, e que sempre eternamente até que este Governo de embuste e de mentirinha não seja derrubado, e um sistema realmente justo e democratico seja instalado...

Agora neste momento calou-se o marcelo e veio o sócrates para o palanque!!!
Diz o sócrates , que se ganhar vai ser tudo pelas mulheres... ???
Logo dito por sócrates que não gosta de mulheres ???

sábado, 29 de agosto de 2009

O CANTO DAS SEREIAS

Há pouco mais de dez anos, quase dois terços dos eleitores decidiram "chumbar" a regionalização. Para quem gosta de elogiar a sensatez com que os portugueses costumam decidir quando são chamados a votar, o referendo terá dado em que pensar.

O "não" ao processo foi esmagador. E, depois de curadas as feridas por parte de quem teve que registar no currículo uma derrota política estrondosa, seguiram-se as promessas de aposta na descentralização. Palavras vãs. A falta de vontade e empenho na transferência de competências para os municípios, ameaça ser brandida como um bom argumento para ressuscitar o cadáver que se julgava ter sido devidamente enterrado em 1998.

À esquerda, haverá divergências nos detalhes, mas existe o consenso suficiente para retomar o tema na próxima legislatura. À direita, há mais cautela porque, se o assunto não é habitualmente classificado como "fracturante", tem grande potencial para provocar fracturas no interior do PSD e do CDS.

Os argumentos a favor da regionalização ainda estarão na memória de quem se interessou pela discussão da matéria. Era necessário aproximar as decisões dos poderes públicos dos destinatários a quem se dirigem. Era preciso introduzir maior eficiência na actuação da administração pública, através da criação de um nível intermédio, entre os poderes local e central, para tratar de assuntos que superam a dimensão de um município mas que não têm relevância para todo o país. Posto isto, o processo seria um passo decisivo para atacar as disparidades entre regiões, objectivo tão reclamado quanto fracassado. Como se vê, boas intenções e argumentos apelativos foi o que não faltou às sereias do "sim" à regionalização e que andam por aí, novamente, a agitar a cauda.

Tal como sucedeu com o referendo à interrupção voluntária da gravidez, nada impede que o tema volte a ser alvo de debate público. Mas um primeiro ponto terá que ficar claro, em nome do mais elementar respeito pelas regras do jogo político democrático. Regionalização sem referendo, seria fazer uma perigosa batota, suficiente para cavar mais uns metros no fosso já profundo que separa cidadãos e decisores políticos.

Quanto à substância da questão, as dúvidas permanecem. Nesta, como em muitas outras reformas tentadas ou anunciadas, há uma tendência em Portugal para mudar tudo em dois tipos de ocasiões: quando o que está em vigor ainda não teve tempo para mostrar se funciona, ou quando aquilo que existe está ainda em vias de ser concretizado e avança em marcha lenta por falta de vontade.

É nestes terrenos do voluntarismo e do experimentalismo inconsequente que surge a reanimação da regionalização, bandeira retirada da gaveta e desfraldada quando a descentralização prometida pelo actual Governo só saiu do adro quando se analisa o sector da educação. Em áreas como a saúde, ambiente ou solidariedade social, a transferência de meios e de competências para a órbita das autarquias locais permanece numa fase primitiva, apesar das condições políticas ímpares que a maioria socialista teve à sua disposição.

Nestas circunstâncias, ressuscitar o tema da regionalização é como tomar um potente analgésico quando a aspirina ainda não fez efeito.


"João Candido da Silva"

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O princípio na educação

Conta-se que um dia alguém perguntou por que não se plantava ali uma árvore para se ter alguma sombra. Porque leva muito tempo a crescer. Pois então, podemos começar já a plantá-la hoje.

Da educação anda-se a falar há mais de dez anos, quando António Guterres a nomeou como a sua paixão. Durante o seu tempo pouco ou nada se conseguiu fazer. Atirou-se mais dinheiro - bastante mais. A instabilidade política dos anos seguintes fez o resto, que foi nada.

O governo de José Sócrates com a sua ministra Maria de Lurdes Rodrigues foi sem dúvida o que mais mudanças fez. Com certeza que tomou algumas decisões menos correctas ou até apressadas, mas o balanço geral é positivo.

Maria de Lurdes Rodrigues abriu um caminho que outros podem agora prosseguir com mais facilidade. A parte mais difícil está feita. As mudanças que romperam vícios crescentes desde 1974, como a não responsabilização dos professores foram passos de gigante.

Antes de Maria de Lurdes Rodrigues tínhamos professores que se davam ao luxo de não serem responsabilizados nem avaliados com regras. Tínhamos professores que se davam ao luxo de faltarem porque queriam ter férias na Primavera e não no Verão. Tínhamos uma escola que não se responsabilizava pelos alunos e os deixava ao abandono quando os professores faltavam.

Tínhamos muitos professores para poucos alunos, sem que a escola conseguisse garantir a aprendizagem e evitar o abandono. E tínhamos os professores que hoje só podem estar mais satisfeitos, que eram mesmo professores e assistiam à balda em que se ia transformando a escola sem que nada pudessem fazer.

A escola, o ensino e a educação em geral estão ainda muito longe do que deviam ser. Maria de Lurdes Rodrigues pode até ter cometido alguns erros. Mas fez mudanças focadas na resolução de problemas concretos. Não fez, como já tínhamos visto no passado, "reformas na educação" que invariavelmente passavam por refazer os programas das disciplinas.

Os resultados que ontem foram apresentados estão obviamente integrados na pré-campanha eleitoral. Mas não é por isso que deixam de ter valor. E dizer que se trabalhou para as estatísticas não pode ser uma crítica. Se fosse assim tão fácil, já outros governos o teriam feito.

A contestação que o Governo teve - e tem, com o risco de ter perdido eleitores com esta reforma - mostra bem que as mudanças foram muito para além da maquilhagem.

A medida que faltou foi acabar com o peso que é a factura dos livros para as famílias. Qualquer país rico poupa nos livros, ou porque transitam durante vários anos, ou porque a escola os oferece. As editoras têm de ser enfrentadas.

E a escola pode agora iniciar o caminho do sítio onde se vai aprender e não o lugar onde se vai ouvir professores. Há professores descontentes? Claro. As mudanças irritam e têm riscos. Um deles, talvez o mais preocupante, é o modelo de nomeação de director da escola que abre as portas à partidarização. A escolha por cartão partidário matou a função pública, esperemos que não se estrague agora a escola.

A educação está manifestamente diferente e, com elevada probabilidade, melhor que há cinco anos. Os bons professores agradecem, os pais e alunos também. A prosperidade do País está nas mãos da educação.


"Helena Garrido"

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Carta aberta a Luis Inácio Lula da Silva

NOTA DO AUTOR:

Podem divulgar o que eu escrevi na íntegra, não precisa cortar nada!!
Eu nunca falo ou escrevo nada em segredo.
Num país de covardes como este, o único medo que eu tenho é de viver
muito mais do que já vivi.
Leiam abaixo o e-mail que eu mandei para o "presidente" Lulla, com cópia
para todos os senadores e deputados federais, revistas, jornais e para
todos os da minha lista.

Um abraço, Otacílio M. Guimarães

Date: Thu, 4 Jun 2009 15:42:32 +0000


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Sr. Luis Inácio Lulla da Silva:

Causa indignação a qualquer cidadão medianamente esclarecido ouvir
ou ler a asneira abaixo, pronunciada por uma pessoa semi-analfabeta,
despreparada, sem nenhuma ética, que 52 milhões de abobalhados
colocaram na presidência da república do Brasil.

Esclarecendo: asneira vem de asno ou burro.

O senhor passou a sua vida toda, juntamente com o seu partido
(?!?!?!), mentindo para um povo até conseguir conquistar as
consciências de 52 milhões de incautos que não sabem distinguir óleo
de água e agora, depois de ter implantado no Brasil o maior esquema de
corrupção jamais visto no mundo ainda vem dar uma de o mais honesto
do país com essa afirmação desproposital, descabida e desrespeitosa.

Pois eu lhe digo, senhor Luis Inácio: eu sou um brasileiro de 62
anos de idade, não sou analfabeto, meus pais não eram analfabetos, eu
recebi uma educação doméstica, moral e formal para dizer ao senhor, o
seguinte: me respeite! Respeite o meu país! Respeite as pessoas que
estão indignadas com a sua desfaçatez!

Se o senhor acha que o único repositório da ética e da moral deste
país é o senhor, pois fique sabendo que eu quero discutir com o senhor
sobre ética e moral, cara a cara, olho no olho.

Eu quero que o senhor me explique como é que Delúbio Soares e
Sílvio Pereira armaram o esquema criminoso que resultou neste mar de
lama que emporcalha a história do Brasil sem que o senhor, o José
Genuíno e o José Dirceu soubessem de nada.

Eu quero que o senhor me explique, cara a cara, olho no olho,
porque Celso Daniel, prefeito de Santo André, foi assassinado
friamente e o seu governo agiu no sentido de paralisar as
investigações.

Será que o senhor sabe o que significa obstrução da justiça? Pois
foi isto o que o senhor fez, obstruiu a justiça. Se o Brasil fosse um
pais sério, o senhor já estaria na cadeia só por isto.

Eu quero que o senhor me explique porque mandou a prefeita de São
José dos Campos, Ângela Guadagnin, exonerar o secretário de finanças
Paulo de Tarso Venceslau só porque este, que também fora secretário
de finanças da Prefeitura de Campinas, descobriu um esquema de desvio
de dinheiro público operado pela CPEM, que somente em 1992 desviou
10,5 milhões de dólares da prefeitura de São José dos Campos, sem
falar nas outras três onde o esquema funcionava (Campinas, Piracicaba
e Ribeirão Preto, esta última tendo como prefeito Antônio Palocci,
ex-ministro da fazenda), dinheiro esse que se destinava a alimentar o
caixa 2 do PT.

Nesse esquema o Paulo Okamoto, que não detinha cargo público e
era apenas militante do PT, fazia o papel que o Sílvio Pereira fez até
ser desmascarado recentemente. Note-se que estes fatos ocorreram há
12/13 anos atrás. Não é de hoje, portanto, que o PT se utiliza desses
esquemas criminosos para suprir o seu caixa 2 e aumentar o patrimônio
de seus integrantes.

Inclusive o seu e do seu filho, o Lulinha, que recentemente
recebeu da Telemar cinco milhões e duzentos mil reais como
investimento numa empresa que eu não pagaria um centavo por ela.

A troco de quê, senhor Lulla, a Telemar deu essa dinheirama toda
ao seu filho?

O senhor e seus asseclas vivem dizendo que tudo é culpa das elites
brasileiras.

Para mim, as elites que jogaram o PT e o governo Lulla na lama têm
nomes: José Dirceu, Sílvio Pereira, Delúbio Soares, Marcos Valério e
os que estão acima destes que o senhor tão bem conhece e eu não
preciso citar.

O senhor é o chefe de todos eles. É o campeão mundial da
"maracutaia" (palavra que tanto usou no passado para ofender,
impunemente, seus adversários políticos).

Pois eu lhe digo, senhor Lulla: neste país nasceu antes do
senhor um homem em condições de discutir com o senhor, cara a cara,
olho no olho, sobre ética e muitos outros atributos que o senhor não
possui, como por exemplo, capacidade administrativa, discernimento,
iniciativa e coragem de tomar decisões.

E digo mais: que eu não estou sozinho, pois o Brasil tem milhões
de homens e mulheres que têm condições de discutir com o senhor sobre
ética e moral e dar aulas destas matérias, se é que iria entender.
Quer me parecer que o senhor não entende o verdadeiro significado das
palavras ética e moral, talvez seja este o caso, já que nunca estudou
e se gaba de ter nascido de país analfabetos.

Na verdade, quem se gaba de ter nascido de país analfabetos e de
ter pouco estudo não tem o direito de ofender todo um povo
arvorando-se no único repositório da ética e da moral.

Isto já é coisa de doente mental como aconteceu com Hitler,
Stalin, Lumumba e tantos outros ditadores, responsáveis por milhões
de assassinatos de inocentes.

Senhor Lulla, o senhor foi colocado onde está por pessoas tão
ignorantes ou mal intencionadas quanto o senhor.

Mas eu devo lhe dizer que os homens e mulheres de bem deste país
já estão cheios das asneiras que o senhor fala e faz e com suas
bravatas, com a sua incapacidade sobejamente demonstrada em governar
o país e com o fato de estar se esquivando de suas responsabilidades
nos desmandos praticados pela cúpula dirigente do PT querendo nos
fazer crer que Sílvio Pereira e Delúblio Soares agiram sozinhos.

Não creio que Sílvio Pereira e Delúbio Soares sejam tão burros
assim. Só um idiota acreditaria nisso. E digo-lhe mais uma coisa:
pare de subestimar a inteligência dos brasileiros, pare de ofender os
brasileiros, principalmente aqueles que acreditaram em suas mentiras e
suas falácias e lhe colocaram onde está hoje.

Está na hora do senhor devolver estes votos juntamente com um
pedido de desculpas tomando a decisão de renunciar ao cargo para o
qual o senhor nunca esteve preparado para exercer.

A seguir um trecho do discurso proferido ontem pelo senhor,
presidente Lula, para uma platéia de petroleiros da REDUC, Duque de
Caxias, e que ofende pelo menos aqueles que possuem ética e dignidade
neste país, o que não é o seu caso.

"Neste país está para nascer alguém que venha querer discutir
ética comigo. Eu digo sempre o seguinte: sou filho de pai e mãe
analfabetos.

E o único legado que eles deixaram, não apenas para mim, mas para
toda a família, é que andar de cabeça erguida é a coisa mais
importante que pode acontecer para um homem ou uma mulher.

E eu conquistei o direito de andar de cabeça erguida neste país
com muito sacrifício. E não vai ser a elite brasileira que vai fazer
eu baixar a cabeça".

Estou pronto para discutir com o senhor sobre ética e outros
assuntos a qualquer momento que o senhor escolher. Isto se o senhor
tiver coragem, porque sempre foge covardemente do debate com a
imprensa e com pessoas inteligentes, pois não tem a hombridade de
responder ou enfrentar.

A maioria do povo brasileiro está de saco cheio com o senhor e
com o seu PT - PARTIDO dos TRAMBIQUEIROS, cambada de assaltantes que
ocupam postos chaves de nossa nação, mas vai chegar a hora de
prestarem contas das falcatruas que enchem seus bolsos dia e noite.

E não vão adiantar operações plásticas e outros artificios, fugir
para outros países, pois o mundo hoje está muito menor do que já foi
no passado e sua figura burlesca já é bem conhecida lá fora.

Estarei aberto para debater estes e outros assuntos em público, em
dia, hora e local que bem lhe aprouver, com a presença da imprensa
ainda não comprometida.

Considere-se desafiado a partir deste momento.


Otacílio M. Guimarães

Presidente do CREA (Ceará)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Que rica banca!

«Os lucros semestrais dos cinco grandes bancos do mercado português, BES, BCP, BPI, CGD e Santander Totta, subiram 24 por cento, em termos homólogos, para 1.067 milhões de euros, ou seja, quase seis milhões de euros por dia. A média combinada do resultado líquido dos maiores bancos do mercado português fixou-se em 213 milhões de euros no semestre, quase mais 53 milhões de euros por instituição do que em igual período de 2008. Em termos diários, entre Janeiro e Junho, os lucros das cinco instituições financeiras ascenderam a 5,9 milhões de euros, isto é, mais de um milhão de euros (1,2 milhões) de lucros por dia para cada uma delas.»

Extraordinário panorama, sem dúvida! Os resultados dos lucros do primeiro semestre da banca portuguesa, foram anunciados na passada segunda feira, e por momentos chegámos a equacionar se não estaríamos de férias da crise. É caso para perguntar: Crise? Qual crise?

Estará por certo contida nestes números, a fonte de inspiração que tem feito os nossos governantes delirarem sobre o “fim da crise”. É que no meio de tantos encerramentos de empresas, despedimentos em catadupa, desemprego em alta, e perspectivas de recessão até 2010, não há quem entenda que governantes com responsabilidades na administração deste “mísero rectângulo”, ainda nos queiram convencer que estamos prestes a chegar ao fim da crise. Realmente só se for para eles próprios, a quem a crise nunca chegou a acontecer.

Consideramos um escândalo, os números dos lucros anunciados, ainda mais numa altura em que todos sabemos que têm vindo a ser diminuídos os impostos sobre os lucros da banca, que desde 1994 baixaram da taxa de 27,5% de acordo com a Lei, para os 12,5% nos últimos anos atribuídos pelas governações “chuchialistas”!

Há muito tempo que vimos chamando à atenção, para o capitalismo ultra-radical a que o povo português tem sido submetido. As políticas sociais e económico-financeiras dos últimos anos, estão a levar Portugal à ruína, acentuando de forma gravíssima o fosso entre ricos e pobres e aumentando sem quaisquer princípios nem escrúpulos, as desigualdades latentes entre alguns que se julgam cidadãos de primeira classe, e a maioria dos portugueses que são tratados como cidadãos inferiores, desprotegidos e humilhados. Enquanto a banca, tal como já vem acontecendo nos últimos anos, obtém sucessivamente em cada semestre os maiores lucros de sempre, o endividamento das famílias e das empresas não financeiras, principalmente as micro, pequenas e médias empresas, não pára de subir atingindo nesta altura os níveis mais altos de sempre.

Entendemos pois, que o sistema fiscal português não corresponde ao objectivo constitucional, hoje apenas “para inglês ver”, de obter uma repartição justa dos rendimentos e da riqueza, mas antes de promover as desigualdades, como se pode constatar no facto de 60% das famílias portuguesas suportarem uma taxa de tributação entre 24 e 34% sobre o seu rendimento, e a banca pagar hoje, uma taxa que chega a ser inferior a 12,5% sobre os seus lucros.
Concluímos que o sistema fiscal português é desequilibrado e socialmente injusto. O escândalo assume assim maior dimensão, quando os números divulgados pelo Banco de Portugal confirmam o facto da banca garantir lucros cada vez mais elevados, e simultaneamente se afastar cada vez mais, no valor que paga ao Estado dos impostos sobre os seus lucros.

Às portas de novas eleições, se vingar a agenda do PS e do seu governo na prossecução dos seus objectivos, e na continuidade de apoio ao capitalismo financeiro, aos grandes grupos económicos, e às grandes obras públicas, Portugal deixará definitivamente de ser um país livre, para ser apenas uma colónia escrava do capitalismo ultra-radical desta era da dita “nova modernidade”!


Aveiro, 18 de Agosto de 2009 Susana Barbosa- 1ª Signatária do Partido da Liberdade

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Morreu Isabel Alves Costa

Isabel Alves Costa, considerada uma das mais reputadas figuras culturais do Porto, faleceu este sábado, aos 63 anos, vítima de doença súbita. Em declarações ao Esquerda.net, João Teixeira Lopes destacou o excelente trabalho de Alves Costa nos anos em que esteve à frente do Rivoli, nomeadamente na abertura do Teatro a novos públicos, incluindo as populações mais marginalizadas.

Nascida em 1946, Isabel Alves Costa estudou em Paris e doutorou--se em Estudos Teatrais na Sorbonne. Foi programadora do Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura e actualmente colaborava também no projecto Comédias do Minho, associação de promoção de actividades culturais.

Para além do livro sobre o Rivoli publicado em 2009 pelas Edições Afrontamento , a bibliografia de Isabel Alves Costa conta ainda com mais quatro obras, nomeadamente, "O Desejo de Teatro" (2005, Edições Afrontamento), o homónimo "O Desejo de Teatro" (2003, Gulbenkian), "Lutar para Dar um Sentido À Vida" (1992, Edições Asa), "O Fantoche que Ajuda a Crescer" (1991, Edições Asa), "Eu era a Mãe... Perspectivas Psicopedagógicas de Expressão Dramática nos Jardins-de-infância", em co-autoria com Maria Alice Guimarães, (1986, Divisão de Educação Pré-Escolar) e "A Viagem", (1983, Centelha).

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Morrer Saudável em Portugal...

Há várias Luas atrás, durante as inundações do território do "recto" ângulo Ibério, nós tomámos (leia-se: uma forma do verbo "Thomás" no passado, era um gajo porreiro) a iniciativa de disseminar um virus ao qual puzémos (na forma do verbo "punhar"... significa; escrever com o punho) o nome de Laptopspirose Ibericus Magalhanensis, (*) e disto resultou a campanha politi-cu-xuxial imposta pelo governo, a qual já É bem conhecida do Povo de Portugal e Adjacências!...
- Até já chegou à China e consegue ser muito competitiva... quebra muito mais do que qualquer outro aparato fabricado nas terras do "Mandar In" todos com a Maioria da Minoria que os elegeu, a eles!... os Laptopspirosianos Profissionais.
- Anos mais tarde, pesquisamos os efeitos do virus que se instalou na porcaria de representações do Governo "Al Facínora" - entenda-se: é aquele governo que assassina Consulados, mata ideias Culturais, tolhe a propagação da lusitaniedade, etc e tal e coisa - dirigido aos Emigrantes, como quem dá comida aos porcos... e daí surgiu o novo virus da gripe dos porcos, ou seja a gripe Su INA porém ao qual se determinou por convenção de Viena ( o dono do Tamiflu é de lá....) chamar de Gripe de Influenza Politica oposicionista onde o infectado exclama: VACINAS???!!!!... Ah... Mas estão verdes.
(ver a nossa crônica publicada algures em outro espaço virtual com este mesmo título)

Finalmente chegamos à data actual, e ouvimos hoje as ultimas noticias da TVI onde a Xeñora Ministra da Saúde, que é uma Fã nossa (leia-se: fan nóssa, e não Fañ nhosa...) dos nossos poemas de "Fique São" antes de morrer saudável, que... como todos sabem, é o virus que mais mata em Portugal fora do Recto Ângulo" Luz & Tano!...
No nosso conceito emigrante, sabemos que "morrer saudável" é encher o peito de saudade e depois ir a Portugal para as matar!...A TODAS!

E justamente por isso, Xeñora Menistra aqui lhe mandamos uma nova su gestão (por alegoria à sua gestão) ... iii aatãon lá bai:


DISSEMINANDO O VIRUS DA GRIPE SUÍNA, NA CAMARA E NO LARGO DOS RATOS, COM CERTEZA O PAIS SE LIVRARIA DE UM BANDO DE MARGINAIS, MAS SOBRETUDO SE ELIMINARIA O VIRUS LATOPSPIROSE CRÔNICO QUE SE INSTALOU EM SÃO BENTO NOS ÚLTIMOS ANOS, E
QUE NOS ROUBAM A OLHOS VISTOS E POR ATACADO...
SÓ OS POBRES DOS VIRUS, É QUE FICARIAM MAL ACOMPANHADOS...
OUTRAS IDÉIAS TAMBÉM SERÃO ACEITAS.

ASS. POVO DE PORTUGAL (OS HONESTOS ELEITORES TEM APENAS ALGUNS DIAS PARA PENSAR NESTAS MEDIDASDE PREVENÇÃO)... Depois das eleições não digam que fomos Ó Missos... as nossas Mulheres também devem rezar e não serem Ò Missas, nem serem "Beatas" por que fumar faz mal à saúde...

Abraço a todos e até breve... lá no palanque eleitoral do Terreiro do Passo lá todos os dias, em pensamento!
Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano - O Home de Caravelas - Mirandela
Poeta Avulso... solto na Emigração Algures www.aloportugal.org

(*) o virus Laptopspirose foi detectado em 1905 pelo Ti Albert Ai stem gripe stá gripado... E A FÓRMULA VÁLIDA ATÉ HOJE É SIMPLES; Basta decifrar a famosa fórmula relativa (E=mc²).
---para maiores detalhes é favor mandar emails para o nosso Blog especializado em infecções, decepções, ilusões, injeções em multidões, eleições, e outros aplicativos anti-aldrabões.


"S.S. Potêncio"

quinta-feira, 30 de julho de 2009

LISBOA E O FUTURO

O que é que divide António Costa e Pedro Santana Lopes? A acreditar no que se ouviu na terça-feira, na SIC, o muro que os separa chama-se défice. Ou seja, um fez obra e deixou dívidas, o outro pagou dívidas e não deixou obra. O que se discute sobre...


Lisboa, pode discutir-se sobre o País. Tudo se resume a dinheiro e todos falam porque ele não se reproduz como os Gremlins. Lisboa, pela sua grandeza e poder, é um "Ministério" autónomo do Governo. Mas os problemas são os mesmos. O debate entre Santana e Costa pareceu uma versão "karaoke" do Sr. Contente e do Sr. Feliz. Discutiram o passado, esqueceram-se de falar do futuro. Continua sem se perceber que Lisboa querem. Querem uma Lisboa onde se possa morar e trabalhar, algo que contínuas obras, prédios em ruínas, estacionamento anárquico e sujidade nas ruas tornam impossível? Ou querem uma cidade onde o turismo é a fonte principal de receitas mas que, para isso, precisa de criatividade e bem-estar? Não se percebeu. Fala-se de dívidas, de eléctricos rápidos, de piscinas artificiais e de Frank Gehry. Mas isso é exactamente a cultura "karaoke" pimba onde vive a política portuguesa, onde nada é real e tudo é uma imitação de "loja dos 300". Lisboa deveria ser uma cidade de liberdades de escolhas, de criatividade, onde fosse possível circular e viver, algo que agora se revela impossível. A dívida pode ser muito importante, mas o olhar de dois políticos inteligentes como Costa e Santana Lopes deveria ser para lá desta Lisboa que aliena os lisboetas.


"Fernando Sobral"

quinta-feira, 23 de julho de 2009

'Sócrates, o ditador'

Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.
Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder.
Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar.
Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido.
Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas ?

Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?
Uns saneados, outros afastados.
Uns reformaram-se da política, outros foram encostados.
Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão.
Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro.
Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.
Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve.
Jaime Gama preside sem poderes.
João Cravinho emigrou.
Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe.
António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo.
Freitas do Amaral, "ofereceu-se, vendeu-se" e reformou-se !
Alberto Martins apagou-se.
Mário Soares ocupa-se da globalização.
Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores.
João Soares espera.
Helena Roseta foi à sua vida independente.
Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.
O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado.
Os sindicalistas quase não existem.
O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice.
O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista.

Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.

Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates.
Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento.
Mas nada de essencial está em causa.

Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente.
As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão.
Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro.
É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.

Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.
Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor.
Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.

O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado.
Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas.
Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber.
Tem os seus sermões preparados todos os dias.
Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.
O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado.
O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão.
A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa.
A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.
As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si.
Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa.
Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado.
Nomeia e saneia a bel-prazer.

Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos.
É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.


"António Barreto"

quarta-feira, 8 de julho de 2009

NUNCA SE DEVE DAR O PODER A UM TIPO PORREIRO

O porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao país

No início, ninguém dá nada por eles. Mas, pouco a pouco, vão conseguindo afirmar o seu espaço. Não se lhes conhece nada de significativo, mas começa a dizer-se deles que são porreiros. Geralmente estes tipos porreiros interessam-se por assuntos também eles porreiros e que dão notícias porreiras. Note-se que, na política, os tipos porreiros muito frequentemente não têm qualquer opinião sobre as matérias em causa mas porreiramente percebem o que está a dar e por aí vão com vista à consolidação da sua imagem como os mais porreiros entre os porreiros. Ser considerado porreiro é uma espécie de plebiscito de popularidade. Por isso não há coisa mais perigosa que um tipo porreiro com poder. E Portugal tem o azar de ter neste momento como primeiro-ministro um tipo porreiro. Ou seja, alguém que não vê diferença institucional entre si mesmo e o cargo que ocupa. Alguém que não percebe que a defesa da sua honra não pode ser feita à custa do desprestígio das instituições do Estado e do próprio partido que lidera. O PS é neste momento um partido cujas melhores cabeças tentam explicar ao povo português por palavras politicamente correctas e polidas o que Avelino Ferreira Torres assume com boçalidade: quem não é condenado está inocente e quem acusa conspira. Nesta forma de estar não há diferença entre responsabilidade política e responsabilidade criminal. Logo, se os processos forem arquivados, o assunto é dado por encerrado. Isto é o porreirismo em todo o seu esplendor.
Acontece, porém, que o porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao país. Fomos porreiros e fizemos de conta que a sua licenciatura era tipo porreira, exames por fax, notas ao domingo. Enfim tudo "profes" porreiros. A seguir, fomos ainda mais porreiros e rimos por existir gente com tão mau gosto para querer umas casas daquelas como se o que estivesse em causa fosse o padrão dos azulejos e não o funcionamento daquele esquema de licenciamento. E depois fomos porreiríssimos quando pensámos que só um gajo nada porreiro é que estranha as movimentações profissionais de todos aqueles gajos porreiros que trataram do licenciamento do aterro sanitário da Cova da Beira e do Freeport. E como ficámos com cara de genuínos porreiros quando percebemos que o procurador Lopes da Mota representava Portugal no Eurojust, uma agência europeia de cooperação judicial? É preciso um procurador ter uma sorte porreira para acabar em tal instância após ter sido investigado pela PGR por ter fornecido informações a Fátima Felgueiras.
Pouco a pouco, o porreirismo tornou-se a nossa ideologia. Só quem não é porreiro é que não vê que os tempos agora são assim: o primeiro-ministro faz pantomina a vender computadores numa cimeira ibero-americana? Porreiro. Teve graça não teve? Vendeu ou não vendeu? Mais graça do que isso e mais porreiro ainda foi o processo de escolha da empresa que faz o computador Magalhães. É tão porreiro que ninguém o percebeu mas a vantagem do porreirismo é que é um estado de espírito: és cá dos nossos, logo, és porreiro.
E foi assim que, de porreirismo em porreirismo, caímos neste atoleiro cheio de gajos porreiros. O primeiro-ministro faz comunicações ao país para dizer que é vítima de uma campanha negra não se percebe se organizada pelo ministério público, pela polícia inglesa e pela comunicação social cujos directores e patrões não são porreiros. Os investigadores do ministério público dizem-se pressionados. O procurador-geral da República, as procuradoras Cândida Almeida e Maria José Morgado falam com displicência como se só por falta de discernimento alguém pudesse pensar que a investigação não está no melhor dos mundos...
Toda esta gente é paga com o nosso dinheiro. Não lhes pedimos que façam muito. Nem sequer lhes pedimos que façam bem. Mas acho que temos o direito de lhes exigir que se portem com o mínimo de dignidade. Um titular de cargos políticos ou públicos pode ter cometido actos menos transparentes. Pode ser incompetente. Pode até ser ignorante e parcial. De tudo isto já tivemos. Aquilo para que não estávamos preparados era para esta espécie de falta de escala. Como se esta gente não conseguisse perceber que o país é muito mais importante que o seu egozinho. Infelizmente para nós, os gajos porreiros nunca despegam.


"Helena Matos"