quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O bom julgador por si se julga!...

È pura e simplesmente, espantoso “ler” e “interpretar” o “sábio” e “douto” artigo do nosso ilustre compatriota, dito “socialista”, Senhor Gabriel Cipriano, do Rio de Janeiro!

Se não, vejamos a espantosa verborreia e o brilhantismo “demagógico” que nos é proporcionado:

“Outro problema que andou mobilizando o PSD e PCP, em críticas ao Governo, foi o VOTO PRESENCIAL DOS EMIGRANTES. Esta atitude, destes dois partidos, raia a incoerência, já que todos, todos nós, sabemos que o VOTO POR CORREIO é fonte de fraude, beneficia os espertos que, regra geral, ganham a eleição, fora da EUROPA.”

Na realidade, quem fala, escreve, assim parece não ser gago! A tal ponto de qualquer pessoa, menos desprevenida, poder concluir que é essa a cultura do Senhor Gabriel Cipriano, que até sabe que o “VOTO POR CORREIO É FONTE DE FRAUDE!”

Mas, porquê só, agora, essa sua preocupação?

Recado encomendado?...

O saudoso Zeca Afonso tem uma canção que pode explicar essa atitude. E diz assim:
“Eles comem tudo, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada!”

Então, qual é afinal o problema?

O problema é porque o “VOTO POR CORREIO É UMA FRAUDE” ou os SOCIALISTAS COMO O SENHOR E NÃO SÓ, o que vos preocupa mais é não ganharem eleições fora da Europa?

Porquê, só agora, essa preocupação, depois de durante anos a votar por correio?

Poderei ou não concluir que, o Senhor Gabriel Cipriano, do Rio de Janeiro, está a pretender revelar que, mesmo com recurso à fraude, já que o “VOTO POR CORREIO É FONTE DE FRAUDE”, o PS – Partido Socialista nem assim conseguem ganhar eleições fora da Europa, porque na Europa são favas contadas?

Para fazer esse tipo de afirmação, melhor do que ninguém, ele sabe o que tem feito e deve ter feito!

O bom julgador por si se julga!

Na minha terra, em Castelo Branco, na Beira Baixa, é hábito dizer-se que quem fala no barco é porque quer embarcar!

E o Senhor Gabriel Cipriano está, sem margem para dúvidas, a querer embarcar para algum lado…

Será que, depois de tanto esperar e desesperar, quer, agora, nas próximas eleições, ser DEPUTADO, e, como tal, está carente de votos, e a solução matemática, “científica”, encontrada – EUREKA! – passa por alterar as regras do jogo?...

Convenhamos Senhor Gabriel Cipriano que, de democracia e de liberdade, ainda tem muito para aprender e, por agora, a sua sabedoria está abaixo de nulidade! Mas, em contra-partida, como, em termos políticos, deve “pensar e agir com a barriga e com os pés”, talvez tenha ainda muito para ensinar aos incrédulos e compatriotas de boa fé que ainda vão acreditando nessas patranhas…

É, de facto, a distância entre um INTELIGENTE e um ESPERTO. Ou seja, enquanto o INTELIGENTE PENSA COM A MASSA ENCEFÁLICA, CINZENTA, o ESPERTO PENSA COM A BARRIGA E COM OS PÉS!...

Está tudo dito!

Mas estranho que se venha agora queixar do PCP – Partido Comunista Português, seu aliado natural e estratégico, que até votou favoravelmente com o Partido Socialista…

Será que o seu objectivo é que a decisão tivesse sido tomada, única e exclusivamente, pelo Partido Socialista para poder chamar a si “os louros” desta tão vergonhosa quanto incompetente decisão, que, futuramente, vai causar mal-estar por serem dois partidos “ditos de esquerda” a reivindicarem a mesma decisão junto do eleitorado?

Em conclusão, Senhor Gabriel Cipriano, do Rio de Janeiro, temos que concluir que, como não sabe do que fala não sabe o que diz! Limita-se a ser uma correia de transmissão do Partido Socialista a espalhar a verborreia, a confusão e, o que é mais grave, lançar os seus compatriotas uns contra os outros, como se Portugal e os Portugueses fossem de um qualquer país do Terceiro Mundo…

Talvez fosse o momento mais apropriado, para o Senhor Gabriel Cipriano nos explicar, aos emigrantes e não só, quais os verdadeiros fundamentos e os objectivos desta tão “brilhante” quanto “urgente” decisão político-partidária que faz o Partido Socialista correr…

E vou quedar-me por aqui, para já não falar sobre o Conselho das Comunidades, pois, certamente, para vergonha Governo, do Partido Socialista e não só, teríamos muito mais para falar…

O problema, é quando se tem mais olhos do que barriga!...

Cuidado com as congestões!

São muito perigosas e, por vezes, fatais!...
Para concluir, permita-me que, com toda a frontalidade e transparência, lhe diga que, por esse caminho e com essa atitude, ESTÁ A PRESTAR UM MAU SERVIÇO A PORTUGAL, AOS PORTUGUESES, À LIBERDADE, À DEMOCRACIA E AO PRÓPRIO PARTIDO SOCIALISTA!...

Paulo M. A. Martins

Comunismo! Só em museus?

Budapest, uma das capitais imperiais da Europa, a cidade preferida pela imperatriz Sissi, tinha sido bem explorada. A comida húngara, picante, calórica, plena de cremes de leite, já havia sido degustada, bem como os vinhos Tonkai e até os do lago Balanton. Mas, a curiosidade sobre fatos relativos à revolução de 1956, quando houve uma grande revolta popular, ainda permanecia. Era necessário viajar até o interior para conhecer o “Memento Park”. Apesar da dificuldade da língua, a mais difícil de aprender, foi relativamente fácil efetuar as diversas baldeações até alcançar o objetivo. Tendo errado o ponto previsto de descida, tivemos que fazer um longo trajeto, a pé, por estrada rural.


Após a restauração da unidade nacional, em 1991, quase todos os monumentos representativos da era da opressão e tirania foram retirados das praças e jardins da Hungria. Demandavam outro destino. No entanto, era importante guardar a antiga memória. Surge um parque cujo objetivo é mostrar para a posteridade como era a existência numa República Popular Democrática, o que era feito em nome da liberdade para manter no poder uma camarilha de usurpadores. Os monumentos representativos da eterna amizade entre Hungria e União Soviética, os bustos dos heróis do marxismo, as estátuas gigantescas louvando Stalin, os personagens ideológicos, os movimentos populares, a imagem do soldado libertador soviético — olhos demoníacos —, a arte associada ao culto da personalidade, tudo precisava encontrar um local adequado. Surge um museu ao ar livre para preservar esses fatos do passado.

Réplica da tribuna construída para ouvir, nos feriados estatais, os discursos inflamados dos defensores do povo, quando multidões eram obrigadas a saudar e louvar seus dirigentes, foi construído bem na entrada do parque.


Para os saudosistas uma coleção de artigos, símbolos do antigo regime está disponível. CD’s de discursos, discos com canções e lemas que todos precisavam conhecer e cantar, painéis de propaganda, isqueiros, canetas, medalhas de todos os tipos. Até é possível adquirir camisetas “t-shirt” com estampa dos 3 terrores mundiais: Lênin, Stalin, Mao-Tsung, personalidades responsáveis por milhões de mortos e desaparecidos.

Ainda hoje, diversos monumentos estão sendo retirados de vários locais da Hungria e, em vez da reciclagem em fundições, estão sendo deslocados para Diosd-Erd — o local do parque. É preciso guardar lembranças. É importante não esquecer o passado para não repetir os mesmos erros no futuro.

Exposições e audiovisuais sobre o regime policialesco implantado na Hungria e demais Estados Satélites onde, em nome da liberdade, qualquer deslize era severamente punido com prisão, com tortura, ou degredo para os campos de extermínio ou de readaptação política, estão presentes. Áudio-visual mostra como era feito o treinamento e o recrutamento dos agentes secretos do partido. Mesmo usando processos e métodos agora considerados obsoletos — a fotografia era um deles —, podemos constatar a paranóia implantada entre a população, as técnicas usadas para manter o poder. O uso do medo, do terror, do controle das mentes; o cerco às liberdades e a implantação de métodos de delação. Não era possível ter amigos, o grande irmão substituía todos os valores tradicionais. O fato de ser fotografado junto a um futuro suspeito já era prova de cumplicidade. Não havia desculpas, a pena estava decretada. Evidentemente, pessoas ligadas ao poder estavam fora, pelo menos até um futuro expurgo ou outras investigações. Era vital prever movimentos contra-revolucionários, mesmo os não existentes. Duas gerações têm suas aspirações aniquiladas; pela ideologia tentava-se criar o indivíduo perfeito, o homem social ideal, sem pensamentos, apenas útil ao partido.


O treinamento e recrutamento de agentes para a polícia, hoje, em função dos novos equipamentos e métodos existentes, nos parecem ridículos. As técnicas de rastreamento, das comunicações e telefones são atualmente bem mais eficientes.

Circulando entre bustos de Lênin, Max, Engels, Dimitrov, Ustapenko, Bela Kun, entre bronzes reverenciando as brigadas populares, as forças de libertação, a Legião Espanhola, ao eterno libertador soviético e a glorificação do trabalhador, encontramos as “botas de Stalin”. Durante a revolta de 1956, da gigantesca estátua, mais de 6 metros derrubados pela fúria popular, apenas sobraram as botas. É uma réplica o que vemos na entrada do parque.

Um modelo do Trabant — carro em estrutura de plástico e ícone do regime — serve para mostrar a ineficiência e o atraso nos processos industriais do regime socialista. Levava-se anos em fila de espera aguardando, ansioso, o veículo dos sonhos. Como as fronteiras estavam lacradas, vivia-se numa prisão, não se sabia o que ocorria do outro lado das cercas e muros. Era proibido descobrir as mazelas dos regimes capitalistas.

Durante a revolta de 1956, onde a maioria dos combatentes eram jovens com menos de 24 anos, a bandeira húngara, com um buraco central, local onde estava gravado o símbolo do comunismo, foi a flâmula a estimular os que lutaram pela liberdade. O movimento popular, que ocupou no início a Rádio Governamental, foi esmagado pelos tanques das tropas do Pacto de Varsóvia. Surge a repressão do Governo Kadar, que se estende de 1958 a 1988.


As fotos expostas mostravam os patriotas caídos na luta, sendo enterrados nas praças e jardins da cidade. Até hoje, em dias de comemoração, aparecem retratos, flores e velas para relembrar os heróis que lutaram contra uma ditadura baseada em idéias aparentemente corretas e adequadas para corrigir as direções do mundo, mas, no fato falhou completamente. Era necessário esconder da população toda a verdade e o que ocorria no mundo exterior. A política utilizada pelos marxistas tinha como fulcro transformar o país numa gigantesca prisão, de onde não se podia escapar. Vivia-se numa sociedade de robôs.

O perigo ainda persiste em muitos locais do mundo, pois os arautos do passado ainda usam as mesmas palavras, apenas com camuflagem, com nova roupagem para divulgar e tecer loas a um sistema falecido e que tanta dor provocou na Hungria e em outros países ocupados. Perigoso é todo aquele que guardando raízes do antigo, divulga mentiras, como se fossem verdades. É preciso cautela, não esqueça o passado. Como diz José Ingenieros em as “Forças Morais”.

“Todo o erro sincero merece respeitosa consideração. É, porém, desprezível a hipocrisia de quem oculta os seus ideais por motivos venais, e é criminosa a mentira daquele que a ensina, conscientemente, por torpes conveniências”.

Mesmo em momentos de crises financeiras mundiais a mensagem do “Memento Park” permanece:

“Comunismo só em museus”.

Felipe Daiello

domingo, 12 de outubro de 2008

BANCO DO BRASIL

R i o de J a n e i r o, 12 de O u t u b r o de 1808

Neste Domingo - 12 de outubro - completam-se DOIS SÉCULOS sobre a FUNDAÇÃO do BANCO do BRASIL pelo Príncipe português D. João, regente - no BRASIL - do reino de PORTUGAL, BRASIL e ALGARVES, data memorável, porquanto, nessa época, não existia ainda o Banco de Portugal, e eram poucos os bancos - oficiais e ou centrais - existentes no planeta. E AINDA HÁ autores oportunistas que se atrevem a catalogar D. JOÃO de medroso, incapaz e outros dislates do género, tentando DIMINUIR o GRANDE GOVERNANTE QUE MODERNIZOU ESTE NOSSO QUERIDO BRASIL!!!!!!!

O jornal "O ESTADO de SÃO PAULO" aparece hoje envolvido por um caderno publicitário sobre esta data, - MAS - do muito que propala, OMITE o AUTOR PORTUGUÊS do que hoje se comemora, talvez por PUDOR, dado que durante 2008 - ano DEDICADO ÀS COMEMORAÇÕES da CHEGADA da FAMÍLIA REAL PORTUGUESA ao BRASIL - quase só se DENEGRIU A PERSONALIDADE DO PRÍNCIPE PORTUGUÊS D. JOÃO, de quem descendem os nobilíssimos D. Luís e D. Bertrand de Orleans e Bragança, príncipes brasileiros sempre candidatos ao trono do Brasil.

ASSIM, não poderíamos deixar de assinalar tão importante data, e, de algum modo, CONTRIBUIR PARA RESGATAR A IMAGEM DO GRANDE PRÍNCIPE PORTUGUÊS, TÃO INJUSTAMENTE DETURPADA POR AUTORES QUE SE PROMOVEM PELA NEGATIVA!!!

São Paulo, 12 de Outubro de 2008
José Verdasca dos Santos
Presidente da Ordem Nacional dos Escritores
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"fazer" fortuna à custa da desgraça de um povo
Senhor Gabriel Cipriano:
Fácil é deduzir que também o senhor é daqueles que anda entre a mãozinha fechada e a rosa, entre o vermelho socialista e o rosa oportunista.
Fazer críticas não é vender pensos higiénicos nas favelas ou chuchas à porta das maternidades. Reácionários e presunçosos, chama o senhor aos que fazem críticas na Assembleia da República, mas eu a si poderia chamar catavento ou pessoa de má fé em questões políticas, que nem sequer sabe destrinçar entre o que é coerência e debate... porque os seus apaniguados jamais permitiram o debate; fala em estardalhaço do PSD, BE e PCP, como se estes alguma vez fossem passíveis de entendimento em matéria política, seja a que título fôr, pois Bloco e PCP apenas com rosinhas xuxialistas podem fazer acordos, como agora no momento em que pretendem os seus apaniguados votar o casamento da paneleiragem e das fufas... que apenas poderá ser possível porque existem os execráveis xuxialistas mais a sua maioria escabrosa. Não sei onde foi buscar a ideia de "aparentemente sério" com que pretende mimosear o PSD, porque talvez não se possam eles rever no seu comportamento cívico de interventor político, a fazer fé nos seus escritos.
Só um mentacapto pode chamar de clarividente ao Primeiro Ministro de Portugal. Uma pessoa que tenha a aptência de Sócrates para o nepotismo, o exibicionismo, a prepotência funcional, a intolerância e tantas outras "valências" de José Sócrates, que anda a "fazer" fortuna à custa da desgraça de um povo, apenas pode encontrar nos Ciprianos deste mundo a ressonância que necessitam para se fazer ouvir. Será que também ele lhe deu comparticipação nos lucros do roubo ao Povo que é o "Magalhães"? Quanto lhe calha?
Uma pergunta sem malícia: Acha que o PSD deve estar calado e não denunciar as manigâncias do seu Partido - eu não tenho nenhum partido, porque os não tenho - de gente impoluta e sem nada a criticar neste estado de coisas que vêem acontecendo no País? Mas... em que ficamos? Se se calam, não dizem nada, se falam só fazem estardalhaço...
Porque não diz ao seu mentor Sócrates para se calar também ele e não dizer tanta demagogia?
Você lá deve saber o que costuma fazer quanto ao voto dos emigrantes... que dispensariam ter alguém a tentar falar por eles com palavras como as suas.

Victor Elias

INCOERÊNCIA

A oposição ao fazer suas criticas ao Governo Socialista deveria ser mais sensata,menos reacionária e presunçosa.

Vimos seguindo e observando os debates na AR e ficamos espantados com o estardalhaço que alguns deputados do PSD,Bloco E e PCP fazem no plenário imprimindo altas doses de sensacionalismo nas suas intervenções.Pura exibição.

Do deputado Portas e outras estrelas esperar isso,é natural,agora dos,aparentemente, mais sérios, fica estranho.

Democraticamente deve haver reparos à GOVERNAÇÃO que,sendo maioria, aprova tudo o que cria, mas quando esta maioria não se interessa por coisas relativas,de somenos importância seria melhor essa oposição silenciar e continuar malhando no que é essencial.

Sana a questão a clarividência do Primeiro Ministro que,com suas respostas irônicas,desarma os eufóricos, deixando-os mastigando suas opiniões salvadores.

Evidenciam este nosso reparo coisas tipo “ casamento sexual “ que tomou conta do plenário semana passada,quando o PS ,muito naturalmente,considerou o assunto de menos valor,como de fato é, e nada representa no contexto nacional.

Outro problema que andou mobilizando o PSD e PCP, em críticas ao Governo, foi o VOTO PRESENCIAL DOS EMIGRANTES. Esta atitude,destes dois partidos, raia a incoerência,já que todos, todos nós, sabemos que o VOTO POR CORREIO é fonte de fraude, beneficia os espertos que,regra geral, ganham a eleição, fora da EUROPA.

SERMÃO de DOMINGO

C O N J U G A N D O o V E R B O R A P I O (roubar, furtar)

D. João III reinou de 1521 a 1557, época aurea da presença portuguesa no Oriente.
"Encomendou el-rei D. João, o Terceiro, a São Francisco Xavier, o informasse do estado (situação) da Índia; o que o santo escreveu de lá - sem nomear ofícios nem pessoas - foi que o verbo rapio, na Índia, se conjugava por todos os modos: ...conjugam por todos os modos o verbo rapio, porque furtam por todos os modos da arte (de furtar); tanto que lá chegam, começam a furtar pelo mod indicativo, porque a primeira informação que pedem é que lhe apontem e mostrem os caminhos por onde abarcar tudo. Furtam pelo modo imperativo, porque têm o mero e misto império...todo ele aplicam à rapina. Furtam pelo modo mandativo, porque aceitam tudo que lhes mandam. Furtam pelo modo optativo, porque desejam tudo quanto lhes parece bem. Furtam pelo modo conjuntivo, porque ajuntam o seu cabedal com os que manejam. Furtam pelo modo potencial, porque sem pretexto nem cerimônia usam de potência. Furtam pelo modo permissivo, porque permitem que outros furtem. Furtam pelo modo infinito, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, porque sempre lá deixam raízes..." (Sermão do BOM LADRÃO, pregado (oportunamente, na presença de muitos) em 1655 na Igreja da Misericórdia, Lisboa, pelo corajoso Padre António Vieira).

É lugar comum dizer-se que o Poder corrompe, mas este aforismo deve basear-se na velha sabedoria popular, dado que já há mais de meio milénio, segundo o Padre Vieira, quem detinha o Poder CONJUGAVA o VERBO RAPIO de todos os modos, em todos os tempos e em todas as pessoas. Pois bem, agora, as FINANÇAS MUNDIAIS sossobraram nas mãos de quem DETINHA o PODER de especular, o poder de LIBERAR ALTÍSSIMAS SOMAS para as HIPOTECAS, somas que lhes passaram pelas mãos, em transações que DEVERIAM ser FISCALIZADAS pelos poderes públicos, que o NÃO FIZERAM, ou, se fizeram, devem ter posto a mão na massa. De qualquer modo - DURANTE ANOS SEGUIDOS - a ESPECULAÇÃO correu solta, as partes INTERESSADAS cobraram as suas COMISSÕES, os governantes APLAUDIRAM o (PROGRESSO?), os bancos "cresceram" ou incharam com os lucros artificiais, os EXECUTIVOS receberam DEZENAS ou CENTENAS de MILHARES de dólares por mês, mercê de "negócios" sem controle, sem moral, sem ética, sem LEI. Gananciosos, descontrolados, desonestos, deslumbrados, sem qualquer noção de responsabilidade profissional, deixados completamente a vontade pelo Poder Público, os Presidentes e seus "serventes" devem ter enchido o papo. E NINGUÊM PIOU!!!

Recentemente, um banco português (privado) foi, durante meses, notícia destacada nos média; um jóvem presidente brigava com o fundador, revelaram-se escândalos, aquele demitiu-se ou foi demitido, aposentou-se (com 45 anos de idade) com 25.000 Euros mensais, ano de 15 meses, foi INDENIZADO com 10 MILHÕES de EUROS, e nem corou de vergonha. Foi substituído por pouco tempo, até que tomou posse nova administração de inspiração governamental!. Os acionistas minoritários tiveram avultados prejuízos, mas parece que NINGUÊM foi punido, NINGUÊM devolveu os altos proventos, NINGUÊM foi responsabilizado pelas ilegalidades, pelos prejuízos, pela MÁ ADMINISTRAÇÃO, pelo rega bofe. Aqui cabe a resposta do PIRATA ao IMPERADOR Alexandre da Macedónia: apanhado a roubar pequenos barcos, o pirata foi levado à presença do Imperador, que o interpelou porque roubava; assim respondeu: Porque pratico pequenos roubos, sou ladrão, já Vossa majestade, porque ROUBA NAÇÕES INTEIRAS, É I M P E R A D O R !!!. Desconfio que os ENVOLVIDOS nos actos que ESTÃO MERGULHANDO o GLOBO no CAOS ainda se TORNARÃO IMPERADORES!!!

JVerdasca

Autonomia e Independência para os Povos da Península Ibérica

Há situações de colonialismo na Península Ibérica.

Castela mantém colonizados os Povos das Astúrias, do País Basco, da Galiza, de Leão, de Navarra, da Catalunha. da Andaluzia, da Estremadura.

Os Castelhanos são sanguinários como mostraram nos massacres aos Povos Maias, Aztecas, Incas.

Sanguinários e ladrões. Bandidos que massacraram portugueses, mulheres , crianças, que roubaram as nossas igrejas, quando nos exércitos de Napoleão atacaram Portugal, depois de Napoleão ter colocado a reinar em Espanha o seu irmão!

A independência do Kosovo deve ser seguida na Península Ibérica com a indepedência dos Povos oprimidos por Castela.

Para Portugal essa é a via mais promissora. Retalhado o Reino de Espanha o abutre perde força, os tiranos são colocados na sua dimensão natural.

O Blogue O Egitanense deve ser visitado, aqui: http://egitaniense.blogspot.com/2008/02/o-fim-dos-imprios.html

Espanha tem as patas em cima de Olivença e conta com os cobardes portugueses que nem coragem têm para a exigir de volta. Iberistas, traidores, corruptos e covardes bajulam Espanha.

Só que essa gente inculta, que abocanhou o Poder ,não sabe história e esquece-se que foi a revolta na Catalunha que determinou o movimento da Restauração em 1640.

Para os traidorzinhos - mesquinhos, miseráveis, covardes, chupistas - que fazem a vénia ao Reino de Espanha, deve estar reservado o Campo de Concentração do Tarrafal, que Portugal pode arrendar em vez de mandar para lá umas fotos de prisioneiros que agora estão numa casota antes da entrada do Campo, para "turista " ver!!!

Espanha está a chupar Portugal como Inglaterra chupou o Brasil de 1800 a 1822.

Sócrates a primeira coisa que fez foi cair nos braços de Espanha "Espanha/Espanha/Espanha".

Com um Governo destes - que em Israel não durava 24 horas se o Primeiro Ministro Israelita tem dito Palestina/Palestina/Palestina - Portugal não passará nunca do miserável estado europeu que vive dos "Brasis" que são os orçamentos da União Europeia, mendigando, arrastando-se aos pés das potências europeias.

Para os que me vão apelidar de "Fascista/Nacionalista/Direitista" quero dizer: Covardes, bajuladores, apostadores na ignorância do Povo, pelintras mentais, traidores a Portugal, que deveriam estar presos em Caxias ou em Angra, em Peniche ou no Tarrafal.

José Maria Martins

UM LIDER, precisa-se

Relato explicito da calamidade que assola o mundo, e que lemos recentemente,em algum blog, propunha a descoberta de um novo líder para tomar conta da massa falida.

Nós,por questão de princípios e fraqueza,concordamos em gênero,grau e numero com a sugestão.Um LIDER,precisa-se,pois sem ele não se vislumbra recuperação necessária.Mas tá difícil,muito díificil – Nos EUA há muito que não há lideranças e, com a nova eleição,olhando os candidatos que vão disputar o pleito, nada acontecerá. Um fala pelos cotovelos e de conversa fiada o mundo está farto.O outro já mostrou que as teses de sua preferência já foram soterradas.

Olhando para a Europa,continuamos em saldo negativo. Na Espanha todos rezam,desde os governantes,aos governados, e quando se depende da proteção divina todos serão liderados.

Atravessando os Pirineus,continuamos de mãos vazias,ali as mulheres,belas,têm a preferência,os problemas da humanidade não são considerados equitativamente.

Passando à Alemanha,encontramos em vigor o machismo,um atavismo que morreu,mas ainda não foi enterrado.

E, a Inglaterra, depois da mulher de ferro nunca mais acertou o caminho,sempre se mete por vielas ou ruas sem saída.

Lá pro lados do amarelão,nada.É depois é melhor continuar selecionando os lideres pelo tamanho físico,senão a liderança pode fracassar. Ganhar medalhas é fácil,basta ser esperto,ascendência sobre os outros tem um algo mais. Passemos ao largo da muralha.

Diante de tamanha escassez chegamos a pensar no nosso Sócrates que, além do famoso nome, vem liderando e encurralando a oposição,que se encontra numa situação de penúria. Sabemos que é um sonho,mas no passado olhamos primeiro,chegamos primeiro,ficamos em lugar cimeiro.

Quem sabe,talvez pudéssemos ficar... na liderança. Ficar é nosso jeito,um jeito de “ficantes”,por isso estamos no mundo,espalhados e conformados.

A sem-vergonhice que nos nivela

De entre todas as experiências humanas,os sistemas governamentais Comunismo e Capitalismo foram as duas que mais sofrimento causaram à espécie.O saldo de suas vítimas conta-se por muitos milhões. O primeiro oferecia a igualdade,o segundo ofereceu a diversidade com a exploração do homem pelo homem.

O Comunismo ruiu no século passado e o Capitalismo,acaba de entrar em estágio autofágico,num suicídio vergonhoso,mas merecido.

Meia dúzia de palavras bastariam para classificar as duas aberrações que a humanidade aceitou para viver e conviver,por isso não vale a pena filosofar.Deixemos isso para os “felizes”, que se dedicam às metáforas das ilusões.

Esta humanidade, de que falamos e se organiza em grupos formando regiões e nações,é a mesma que cometeu a leviandade de manter estes indecentes sistemas governamentais em atividade durante séculos,suportando toda a sorte de agressões que eles lhe ofereceram.

O Comunismo,tem o condão do confronto com a essência humana,já que todos nós nascemos com o vírus da ganância incubado em nosso ego.Então,concluímos que é o próprio homem,no seu gênese, que recusa o dogma da igualdade financeira e de todas as outras condições igualitárias, que ao longo de suas vidas vão acontecendo.Se é assim,como defender esta incoerência para uso e consumo ?

Enquanto isso, o capitalismo caracteriza-se pela selvagem prática da rapina.Configurada na exploração dos fracos pelos fortes,num mote contínuo da acumulação de fortunas,que se tornam colossais. Tudo regulado e aceite sob a tutela de leis e regras, que os coitados, subscrevem em nome da caridade e da solidariedade,duas vergonhas da própria vergonha.

Depois de observar o que aconteceu e acontece,mundo afora, podemos hoje afirmar que todos estamos no mesmo barco,um barco bem igualzinho aquele que o NOÉ,bíblico,inventou e onde a fome e a desgraça ameaça devorar todos seus ocupantes.

Dos quatro ventos chega o berreiro convulsivo e um choro doloroso dos perdedores,que irá causar remorso aos arautos dessas pragas impingidas à humanidade.Aos comunistas,que o tempo todo,usaram as falsas promessas e a verborréia demagógica para ilustrar seu mísero sistema e ludibriar as massas; aos capitalistas,que no seu selvagem egoísmo, multiplicaram o sofrimento humano e transformaram o mundo numa imunda lixeira,a céu aberto

Falta ouvir ainda o gemido das religiões que passaram o tempo todo emitindo preceitos morais e espirituais aos parvos que esperam a vida eterna.A eles aconselhamos preparem-se para a missa de sétimo dia.

E,como estivemos todos juntos nessa sem-vergonhice,aceitemos,humildemente o rótulo: somos uns palermas,somos uns ridiculões.

Apoio à P.I.D.E...

<<... O sistema está organizado para não punir esta corja de prevaricadores. E são milhares e milhares de homens e de mulheres atirados para o desespero sem saída do desemprego, enquanto aqueles senhoritos continuam a indignidade de um percurso que a si mesmo se alimenta e se reconstrói!...>> (Baptista-Bastos)

De: S.S. Potêncio, ® Os Gambuzinos (206)

No início dos anos "se senta"... aí para assistir ao corso das marchas populares na Avenida da Liberdade, que desaguavam na Praça dos Restauradores,... antes de atravessar o Rossio em direção ao Bairro Alto, com uma leve parada nas vitrinas do Parque Meyer, nós lá fomos então para confessar a nossa "inguinorança" nestas coisas de "pulitica" xuxial emigrantófila...

De dentro da saquita de pano, nós tirámos um naco de pão centeio e uma lasca de queijo d'óbelha, e deixámos a dita cuja dependurada a tiracolo, para o caso de termos que abandonar o poleiro - nada mais nada menos que o primeiro batente da escada à entrada da Estação de Santa Apolónia - mais ou menos de sopetão!...

Felizmente, não foi ali naquele instante da nossa chegada à capital, que fizémos o primeiro contacto com o emigrantado, porque a pessoa que nos iria lá buscar estava atrasada, por causa de um problema mecânico que teve no carro dele!!!...
- Era um velho, mas bem estimado "Gogomobile" de três rodas, de fabricação Brasileira - que era a ultima moda em tecnologia direccional, ou seja; o motorista entrava e saía pela porta da frente, e os dois passageiros, incluindo o "cu piloto"... e o gajo da boleia, nós entrávamos todos pelo mesmo lado!...
- Abria-se a porta p'ra frente, e a direcção ia junto!...com a tal porta do veículo.
Isto dava-nos um conforto muito grande, do ponto de vista de segurança móvel,... de economia nacional... e sobretudo de solidariedade xuxial!,...
- Como dizia o meu Primo Mané (PM) daquele tempo; primeiro porque o automóvel era de classe económica! - E, o pensamento colectivo era: se todos os passageiros podem entrar pela mesma porta, então para quê fabricar carros com mais portas???...

Aqui, há sempre o risco de alguém inventar a "porta do cavalo" e depois, lá vem o problema: quem é que anda aí a dirigir carros com cavalos nas costas, hein?...alguns burros ainda se admite, mas... cavalos nas costas, e fora do motor!?... não!, isso não!

Na melhor das hipóteses, andam por aí uns carros oficiais que trafegam com uns animais da classe ungunhal (animal que, em vez de unhas, ele usa cascos envernizados com cera dos puxa-sacos, e dos lambe-botas profissionais que abundam em quase todo o clero politico da santa terrinha actualmente) dentro deles atrás do vidro fumê, e que,... por falta de terem mais o que fazer, eles se dedicam à arte de bem falar... em público, e para as criancinhas,... virtuais figurantes de piche-béque Luz & tano.

Como todos sabemos, a arte de bem falar é a lingua de cada um... e por alegoria, cada um usa a lingua da melhor maneira que aprendeu na escola. - Contudo, a lingua tem muitas virtudes, nuances de mentira disfarçada são levadas ao extremo... inclusivamente a de servir de instrumento "multipurpose" que é como quem diz; se a lingua falada não é usada, nem ao menos abusada... então deve-se recorrer à lingua escrita, mas!!!... como aprender a escrever bem do mal que os outros escrevem tão bem???,... como é o caso dos politicos que elaboram os seus discursos na melhor das escolas de intenções, mas depois na prática,...eles fazem corpo mole nas suas execuções, na lingua lhes fica adestringente e, totalmente pegajosa, unguentosa,... nojenta mesmo!...

- Isso faz com que ninguém mais acredita no discurso e no final da cerimónia, todos nos viram as costas - quem sabe em busca de outras linguas?!...ou da punhalada que virá a seguir, irremediávelmente, para cumprir o calendário pós abrilesco do fatídico século "vinte" buscar para irmos para o meio do nada, que nos restou.

- Eis que somos então chegados ao cerne da questão; apoiar ou não apoiar os movimentos que veem de fora da nossa lingua?

... gghhhrrrruummmm,...gghhhrrrruummmm,...
... 'nhas xeñoras!... mous xeñores!!!

Nesta hora de incertezas, de dúvidas, de fuga de capitais ocultos,... de garantias bancárias voadoras, de letras de câmbio a perder de vista!!!, de títulos honoríficos descongelados do baú da felicidade... que era governar à sombra da bananeira, sem mais preocupação que não aquela da aposentadoria nababesca, nós - no meu governo!!!... repito; no meu goberno (isto para dar mais um ar nortista de seriedade porque os créditos do home do Bar La´Vento algarvio andam muito por baixo) eu garanto a todos voismecês!!!... ninguém vai perder a poupança!... absolutamente!!!!...aqui na santa terrinha, ninguém vai perder coisíssima nenhuma porque,... como dizia o meu ancestral ideológico o Home de Santa Comba Dão... tudo de graça; ninguém perde aquilo que não tem!... ou seja; por outras palavras, só perde quem tem...
- Melhor dizendo,... a nossa economia de emigrantes "sem vintém" é administrada pelos Senhores Emigrantes de "Bruxo Elas"...o qual, como sabemos há mais e 34 anos, seis meses, e quinze dias,... e mais umas horas a fio de prumo do artífice da "pulitica xuxialista" marciana (entenda-se que; os exilados em Paris no tempo das vacas-gordas, eles eram frequentadores do bairro de Mont Marte,... logo devemos achar que são uns "marcianos" muito especializados em artes marciais) por isso mesmo, em reunião do conselho ministerial nós decidimos aprovar esta lei de ultima hora, porque não podemos esperar as decisões do Largo dos "Ratos"... e aatão lá bai;

Apoiamos incondicionalmente a P.I.D.E.!!!!... (Politica Interna Da Europa).
...gghhhrrrruummmm,...gghhhrrrruummmm,...
- Ó páaaa!... Ó páaaa!... éssaíii é muito boa pá!... conta outra!
Apoiamos integralmente a nova lei da P.I.D.E.!!!!...(Politica Imigrante Do Exterior).
- Ó páaaa!... péraíiii meu!... deixa os emigrantes lá no exterior e fiquemos nós ca na terra a administrar os carcanhóis deles...
Apoiamos em última instância a P.I.D.E.!!!!...(Portugas Indigentes Do Endividamento).
...gghhhrrrruummmm,...gghhhrrrruummmm,...
enapáaaa... mas ca'ganda lei, carago!... e que mais?... i ke mais, hein?
Apoiamos de forma consistente a lei moderna da nova P.I.D.E.!!!!...(Participações Incestuosas Do Estado).
--- gghhhrrrruummmm,... - Ó páaaa!...isso começa a cheirar a esturro.
" ...Aatão kumé que vais agora a revogar a lei do fim do meretrizio?... se já não há meretrizes p'ra quê precisamos de Juizes, ou das leis deles?
- E nisto o Ti Zé Pô Vinho a martelo afastou-se em direcção do Terreiro do Passo - quem sabe?... em busca de um novo Vais con Cellos...

- Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano - Ex Residente em Angola
Ex Combatente - Retornado² ... Luz & Tano

O Home de Caravelas - Mirandela - Portugal

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Curral de Deputados

«Os Deputados exercem livremente o seu mandato, sendo-lhes garantidas condições adequadas ao eficaz exercício das suas funções, designadamente ao indispensável contacto com os cidadãos eleitores e à sua informação regular. » [n.º 1 do art.º 155.º da Constituição da República]
O Jú
Na votação do casamento gay Manuel Alegre questionou a constitucionalidade da disciplina partidária, defendendo que obrigar um deputado a votar contra a sua vontade é inconstitucional.
Não sou jurista pelo que não poderei dar um contributo credível nesta perspectiva, ainda que para mim a chamada disciplina partidária” que por vezes é imposta aos deputados é uma clara violação do art.º 155.º da Constituição. Se um deputado não vota nem em função da sua consciência, nem do próprio programa político com que se apresentou aos eleitores quem representa no parlamento?
O nosso parlamento está cheio de práticas absurdas, desde as famosas cartas em branco e sem data assinadas pelos candidatos a deputado àquilo a que alguns designam eufemísticamente por “disciplina partidária”, mas que não passa de pura obediência.

Se os deputados estão ali para dizerem, pensarem e votarem o que o partido manda não temos um parlamento, temos um curral de deputados, Se não fosse o espectáculo proporcionado pelas piadas do hemiciclo mais valia substituir o sistema de deputados e instituir um conselho de administração político, onde o voto de cada administrador político teria o peso correspondente aos votos que o respectivo partido teve nas eleições legislativas. Se os deputados estão lá para baterem palmas e votarem como lhes mandam não fazem lá nada.

Vivemos num país de obediências, de gente pouco livre que vive permanentemente obrigado ao respeito por várias disciplinas. O deputado não desrespeita a disciplina partidária pela mesma razão que leva o funcionário público a dizer sempre que sim ao chefe, por medo, quem desobedecer, quem pensar pela sua própria cabeça, quem respeitar a sua consciência sabe que será prejudicado, o funcionário e o deputados podem esquecer as suas carreiras.

Mas mais importante do que tudo a disciplina partidária é um mau exemplo para um país carente de iniciativa, criatividade e coragem.

Portugal tem de agradecer ao Dr. Salazar

Todos os sistemas tem as suas vantagens e desvantagens mas neste momento penso que seria necessario um salazar para cada freguesia.

O presidente do Partido da Nova Democracia (PND), Manuel Monteiro, defendeu que Portugal «tem de agradecer ao Dr. Salazar ter deixado reservas de ouro», numa referência à crise financeira internacional.

«A União Europeia (UE) e este modelo de UE faliram, e é um logro pensar que ela pode funcionar como os Estados Unidos da América (EUA)», afirmou à agência Lusa o dirigente partidário.

O PND emitiu um comunicado onde defende, entre outros pontos, a responsabilização, «criminalmente se necessário for, dos especuladores e aqueles que, tendo por missão supervisionar a actividade financeira, se calaram perante o descalabro em que vivíamos».

«Isto é a prova de que todas as opções em que Portugal embarcou com a UE, foram um erro e acho lamentável que andem em Portugal apenas a falar da crise financeira sem consciência de que estão a esconder a verdadeira crise económica», esclarece Manuel Monteiro.

«Vale a pena ter soberania e ter um estado com capacidade de tomar decisões», afirma o Presidente do PND, defendendo a introdução de «medidas restritivas na entrada de produtos provenientes de países como a China». Defende ainda que se a atitude política não se alterar, «podemos ficar em Portugal a braços com uma revolução social que ponha em causa o próprio sistema democrático». Portugal Diário

A OBRA que o HOMEM deixou
Tratem de desdenhar da obra que o Homem deixou, mas façam como os outros,olhem para o lado e metam a mão na massa, quer dizer no ouro.Informem-se do estado da economia e das finanças públicas, que Salazar herdou dos democratas da 1ª República e talvez percebam que convém atirar areia nos olhos dos outros,não fosse este país uma terra de medíocres e invejosos,incapazes de fazer ou deixar obra. A treta da falta de liberdade tem servido de cenário duma grande farsa que segue iludindo este pobre e sempre explorado Povo. Por exemplo, censura salazarista sim, existia e agora? Todos os conselhos de redacção e não só,dos diferentes mass-média, aplicam censura ou será que há ingénuos que acreditam em algo de diferente? E de tantas outras coisas se poderia falar, como insegurança de pessoas e bens,criminalidade violenta,impunidade e imunidade de tantos políticos envolvidos em toda a espécie de habilidades,descontrolo nas fronteiras, especulação capitalista,enfim,todo um rosário de coisas boas, que só por si,justificam a tal liberdade total. Será que em Cuba,na ex-URSS,China e outros, há a tal liberdade? Tortura, qual, a americana de Guantanamo, a dos Gullags da ex-URSS, a das prisões da Coreia do Norte, o fuzilamento sumário na China, etc.. Conhecem regimes perfeitos ou tudo não passa duma utopia?
José Rato


Leiam com atenção o que este senhor Manuel Monteiro diz , ando há anos a dizer isto e ninguém me leva a sério . A classe politica que temos não tem categoria nenhuma
Como pode um 1º Ministro não ser bom para uma população de 10 milhões de pessoas e ser bom para a Europa , não sei quantos milhões ???
Como pode um " engenheiro " ser bom como 1º Ministro se o que fez na vida foi assinar projectos e feitos por outros durante 4 anos ??? Que experiência de vida terá esta gentinha que nos governa e que fizeram na vida , para serem subsecretários de Estado etc etc . Pois é , assim só temos comicios todos os dias
em tudo que é Portugal , de norte a sul , propaganda enganosa e simplesmente folclore politiqueiro . Vão-se arranjando tachos para administrações de quem nada percebe do assunto , mas que cujas passagens pelo governo lá fizeram parcerias muito por baixo da mesa de terminados assuntos e chega-se a esta altura , aperta-se o cinto ao povo e espremesse até dizer baste porque há que mostrar que somos capazes de ter e só 2% defice . Assim vai socialisticamente este País muito pouco risonho e muito preocupante com os desmandos de incompetentes que nos entram pela casa a toda a hora a dizer só baboseiras . Ora dizem que já saimos da crise e ela aí está ainda com mais força , mas não fomos nós que a provocamos , atenção dizem os politicos portugueses como que a sacudir a agua do capote ,sempre dos outros , desta foi dos Estados Unidos, mas até aqui foi de quem ?? Não me digam que continuam a dizer que é do PSD , que tambem teve responsabilidades , mas então e os 11 anos que o PS governa e governou este País nos ultimos 13 anos ?? Houve se bem me lembro um Ps que disse que se ia embora para o País não cair no pantano , mas toda a gente se esquece da incompetência desta gente , porque grande parte destes Ministros actualmente foram subscretario na altura do Guterres. Ou porque passaram a Ministros já são mais capazes ???
Ou nós abrimos bem a pestana na altura de votarmos ou então meus senhores o País tem que fechar para balanço , desta maneira não se vai a lado algum.

Luis Afonso

SERMÃO aos "TUBARÕES"

A C R I S E e os "S Á B I O S"
Q U E nos G O V E R N A M
(A primeira coisa que me desedifica - peixes - é que vos comeis uns aos outros. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos.
Se fora o contrário, menos mal...bastava um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para
um só grande. Sermão de Santo António ou dos Peixes, pregado pelo Padre António Vieira em 1654, na capital do Maranhão, aos exploradores dos índios.)

De:JVerdasca
Hoje - como então - há que "pregar" aos "peixes" grandes, aos TUBARÕES que, nos últimos anos, dirigiram os grandes bancos, foram ministros das finanças dos Estados, presidiram aos organismos nacionais e internacionais de controle de capitais, reguladores de bolsas de valores, legisladores de parlamentos, presidentes de FEDs, Banco Central da UE e Banco de Portugal, enfim, a todos quantos "os peixes pequenos" pagam salários escandalosos, acrescidos de cartões de crédito sem limite, carrões com motorista e combustível sem controle, aposentadorias de valor inacreditável, facilidades, mordomias, seguranças e muitas outras gastanças, que humilham e insultam a pobreza, até mesmo a miséria e a fome de quem se mata a trabalhar para os sustentar. É "gente" que se considera importante, inteligente e competente, que até se imagina SALVANDO o MUNDO com sua sabedoria, sua superioridade, sua magia, imaginando-se muito acima dos outros pobres mortais, a quem explora, suga, empobrece!!!.

Onde estavam, e o que fieram nestes últimos anos esses "HOMENS SUPERIORES" pagos a peso de ouro, para, afinal, LEVAREM O MUNDO à FALÊNCIA?
Por onde andaram esses "sábios", e que medidas tomaram, para impedir o "sub-prime", as malandragens, as vigarices, as negociatas, as irresponsabilidades?
Onde está a competência, a inteligência e a decência de toda essa gente, que está levando a HUMANIDADE ao desespero, à falência, ao caos, e muitos à miséria?
Como é possível que os "GRANDES CÉREBROS" da economia, das finanças, da política, NÃO APENAS NÃO TENHAM SIDO PREVIDENTES, mas tenham sido IRRESPONSÁVEIS?
Como devemos olhar de agora em diante governantes, banqueiros, comentadores, dirigentes e outros dementes, que se arrogam infalíveis e superiores, mas NADA FIZERAM, NADA PREVIRAM, NADA ACAUTELARAM, NADA MUDARAM, NADA CORRIGIRAM, mas se FAZEM PAGAR regiamente, recebendo por dia mais que outros por mês?

A atual crise, É UMA CRISE de CONFIANÇA, originada na falta de honradez, na falta de competência, na falta de inteligência, na falta de fiscalização, na falta de cumprimento do DEVER, na falta de DIGNIDADE, na falta de RESPONSABILIDADE - ou nafalta de tudo isso - por parte dos encarregados de fiscalizar, governar e pilotar as BARCAS dos ESTADOS, o CRESCIMENTO ECONÓMICO, as poupanças de quem trabalha, os dinheiros públicos, a produção dos honestos, enfim, o mundo da produção, do trabalho, da economia e das finanças de uma HUMANIDADE sofrida e sofredora, explorada e resignada, discriminada e boa, mas que vai abrindo os olhos e descobrindo os "espertos" sem alma, como aqueles colonos para quem pregava o Padre António Vieira. E, agora, o que fazer com aqueles que causaram tamanho maremoto, tão brutal TSUNAMI, tão violenta tempestade, tão grande desastre? Vamos continuar a pagar AOS MESMOS, a VOTAR nos mesmos, a OUVIR OS MESMOS, a OBEDECER AOS MESMOS?

PREGAVA ainda o Padre António Vieira: "Olhai, peixes, lá do mar para Terra; cuidais que só os tapuias se comem uns aos outros? MUITO MAIOR AÇOUGUE É o de cá, muito mais se comem os brancos...VEDES AQUELE SUBIR E DESCER AS CALÇADAS...TUDO AQUILO É ANDAREM BUSCANDO OS HOMENS VOMO HÃO-DE COMER E se hão-de comer...". ISTO FOI O QUE FIZERAM aqueles que se aposentam muito jóvens de várias instituições, que pulam de uma ESTATAL para outra, recebendo salários milionários, INDEMNIZAÇÕES ASTRONÓMICAS dos BANCOS AGORA SOCORRIDOS COM O DINHEIRO dos CONTRIBUÍNTES, aqueles que promoveram as "BOLHAS" e com elas lucraram SOMAS FABULOSAS, aqueles que ficaram milionários à custa de todos os que perderam, das falências, da CRISE, do DESASTRE MUNDIAL. É claro que vendedores e compradores SE VENDERAM e SE COMPRARAM, a tornar a "BOLA de NEVE" negra de tanta lama. É O MUNDO EM QUE VIVEMOS!!!!!!!!!!!!!
JVerdasca

Imaginem

Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados.
Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.
Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que País podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que País seremos se não o fizermos.

Mário Crespo - Lisboa

O JESUÍTA PADRE ANTÓNIO VIEIRA

(4° CENTENÁRIO de NASCIMENTO do GIGANTE da ORATÓRIA SACRA)

De:JVerdasca

Maior orador sacro e escritor lusobrasileiro do século XVII, o Padre António Vieira nasceu em Lisboa, a 06 de Fevereiro de 1608, numa casa da Rua dos cónegos, junto à milenar Sé de Lisboa. Foram seus pais António Vieira Ravasco (filho de um criado da casa dos Condes de Unhão, na vila alentejana de Moura, e de uma tambem serviçal da mesma casa, descendente de escravos africanos) e Maria de Azevedo, filha de Brás Fernandes, armeiro da Casa Real, pelo que o monarca beneficiou a moça com uma Carta de Lembrança, documento que garantia ao seu futuro marido um emprego, na justiça ou na fazenda, aquando do casamento. Deste modo, Vieira Ravasco foi nomeado escrivão das devassas dos pecados públicos da cidade de Lisboa logo após o seu casamento com Maria de Azevedo, e, quando António Vieira já tinha cerca de um ano de idade, transferido para a Relação da Baía, para onde embarcou em 1609.

Em 1614 Vieira Vavasco foi a Lisboa para levar a família para o Brasil, e, uma vez na Baía, o pequeno António passou a frequentar o Colégio Jesuita de São Salvador, onde foi aluno até aos 15 anos de idade, altura em que - como noviço - ingressou na Companhia de Jesus. Aluno brilhante, já no ano seguinte (1624), com apenas 16 anos, foi encarregado de redigir a Carta Anua, relatório em latim, que, anualmente, devia ser enviado pelos provinciais do Brasil a Roma, destinado a informar o Geral da companhia sobre as actividades e ocorrências na Província do Brasil. Continuando os seus estudos, António foi simultâneamente professor de retórica no Colégio de Olinda (Pernambuco), e Lente de Teologia na Baía, quando já tinha redigido um compêndio de filosofia para uso próprio. Em 1633, ainda estudante, o noviço apresentou-se pela primeira vez em público e como orador, pregando o sermão Maria Rosa Mística, destinado a dar ânimo aos moradores e defensores da cidade da Baía, num momento de perigo, quando os holandeses - então já senhores de Pernambuco - ameaçavam a capital do Brasil.

A partir desse momento, iniciou Vieira a sua brilhante carreira de pregador, pelo que - em 1641, quando o Vice-rei enviou o flho a Lisboa, para apresentar ao novo rei D. João IV a solidariedade e lealdade da colónia brasileira - foi naturalmente escolhido para a comitiva, por seu prestígio e saber. Tinha o padre António 33 anos de idade quando - na igreja de São Roque, primeiro, e na capela real, logo depois - deslumbrou os ouvintes que lotavam os templos, com o brilho de sua palavra e o rigor de sua retórica, fruto de um inexcedível talento e de uma incomum erudição, que ilustravam sermões oportunos e vigorosos, objectivos e ousados, sempre humanistas, que atraíam verdadeiras multidões aos lugares onde pregava. Repetia-se, em Lisboa, o êxito que o nosso Santo Antônio de Lisboa, 400 anos antes, tinha obtido em França e, sobretudo, nas cidades estados italianas como a Pádua (Padova) que o adotou e consagrou.

Autor de cerca de 200 sermões, mais de 500 cartas e muitos outros escritos de grande importância - como a sua defesa perante a Inquisição, que o condenou a 4 anos de reclusou, de que cumpriu metade - António Vieira, na Europa e a serviço de Portugal, foi conselheiro do rei, diplomata, negociador, enquanto, no Brasil, foi um dos maiores evangelizadores de sempre, tendo aprendido sete dialetos indígenas, em que redigia os catecismos com que ensinava os índios. Mas a magistral obra que nos legou foram os seus sermões, em que abordou os mais complexos problemas da Vida e do Homem, quando mergulhava fundo nas teses sobre a Existência e Essência do Ser Humano, numa linguagem rica e clara, original e pura, de impecável vernáculo e elegante estilo, que instrui e esclarece, forma e engrandece, eleva e enobrece, e cuja leitura interessada e atenta encanta e delicia o leigo, o estudante, o professor e o erudito. Daí que a todos recomendemos os Sermões de Vieira.

Portugal está nas mãos de Espanha

Mais um passo para o abismo dado pelo Governo.

José Sócrates declarou, solenemente, que Portugal não vai ter centrais nucleares!
José Sócrates mostra-se assim um Primeiro Ministro igual a tantos outros, que governa no tempo presente, sem ter força, capacidade, querer, para fazer erguer Portugal.
O Governo do Partido Socialista tem como política de investimento público a construção de estradas, do TGV, do Aeroporto.
Gastar para nada, quando o país necessita de investimento produtivo.
Essa política é imobilista e é apenas favorável para as empresas de obras públicas, a Mota-Engil, a Teixeira Duarte e outras que beneficiarão com os investimentos.Os gabinetes de pareceres e auditorias.Para o "Sistema".
Esses investimentos criam dívidas e nada acrescentam em termos estratégicos para Portugal.

Ora, Portugal tem de ter outras prioridades. O investimento com efeitos multiplicadores , os investimentos estratégicos, produtivos, em sectores chaves para o desenvolvimnto de Portugal.
Fazer estradas, pontes, linhas de TGV, aeroportos, é a coisa mais fácil.
Fontes Pereira de Melo e Hintze Ribeiro construíram estradas, caminhos de ferro, pontes, tribunais, encanaram o Rio Tejo e outros.
Mas neste momento histórico Portugal precisa de investimento estratégico produtivo. A obsessão do Governo contra as centrais nucleares é manifestamente um erro crasso.

É sabido que desde 1808, quando os ingleses comandados pelo Primeiro Ministro Canning obrigaram o D. João VI a fugir para o Brasil, e em contrapartida da protecção tomaram conta do Brasil, beneficando da abertura dos portos brasileiros em benefício de Inglaterra, em 1808 de forma encapotada e depois em 1810 com o tratado - penalizador para os interesses portugueses - Portugal deixou de ter qualquer papel no conserto das Nações.
Hoje Portugal vive de mão estendida a pedinchar em todo o Mundo.
Não temos qualquer indústria estratégica, vivemos a navegar à vista, sem rumo, destruídos pela incompetência dos Governos, pela ganância dos chico-espertos.
Era tempo de o Governo passar dos computadores , montados em Portugal mas fabricados no estrangeiro, para a produção de energia eléctrica de fonte nuclear.
José Sócrates podia inverter a situação se tivesse visão estratégica, apostasse num Portugal mais forte, privilegiando o nuclear, a todo o vapor, em força, com coragem.

Mas Portugal está nas mãos de Espanha, como em 1808 ficou nas mãos dos Ingleses, que conquistaram Goa, que passaram a dominar o Brasil, que destruíram Portugal.
D. João VI foi prometer, oferecer diamantes a Napoleão e seus Generais para não invadirem Portugal!
Hoje não temos diamantes!
O Governo do PS deixa Espanha destruir-nos como Nação, como Estado Independente.

Para José Sócrates o que interessa é fazer o aeroporto, o TGV, ou seja gastar e endividar o País por longos anos, em vez de ter a visão estratégica para produzir energia barata, a partir de centais nucleares.
Acredito que Espanha exerça pressão para Portugal não ter o que Espanha tem: Centrais nucleares, energia barata, fonte de produções mais competitivas.
Entre Zapatero e Canning não há diferença. Um e outro agiram para beneficiar o seu país às custas de Portugal.
O Presidente da República está atento?

José Maria Martins - Lisboa

Soviete Supremo EUROPEU

Declarações do escritor, dissidente soviético, Vladimir Bukovsky sobre o Tratado de Lisboa
Eu já vivi o vosso «futuro»…

É surpreendente que após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE). O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabê-lo examinando a sua versão soviética.

A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.

Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.

Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal. Não é a URSS escarrada?

A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.

Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.

Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.

O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE. Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou. Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto». Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados. É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade. Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição. Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)

Eu já vivi o vosso «futuro»…

Quem lê este texto,fica com a impressão de que estamos a criar uma URSS na Europa e agora com esta crise generalizada será pior do que na ex –URSS.

Por outro lado,julgo que com a injecção de capitais poderemos continuar na mesma crise por longos anos se não forem tomadas as medidas necessárias…

Por exemplo,naas empresas portuguesas onde se pagam ordenados de LUXO que nem nos USA se pagam,o que esperar do futuro de PORTUGAL???

O Zapateiro ,há tempos anunciou na TVE que iam pôr cobro aos altos ordenados em Espanha,mas aqui em Portugal CONTINUA-se na mesma…e as medidas a tomar serão só para daqui a anos que é para os actuais políticos usufruírem das regalias que não podemos pagar…

Por exemplo, o 3º país da EU –PORTUGAL-é o que tem os combustíveis mais caros e o Govêrno actual,poderia começar por actualizar os ordenados e regalias e Outros privilégios que nem sequer sabemos,pois empresas deste género são o objectivo para os políticos ocuparem lugares após as suas reformas pelas quais os Portugueses pagam de várias formas,pelo custo dos combustíveis,pelas taxas do governo e ainda pelos preços de tudo que está ligado à economia…tudo em beneficio dos “DONOS” desta DEMOCRACIA…

Assim vejam,a actual crise ,muito bem explicadinha e comparem com o que se tem passado em PORTUGAL…e…continuando como até hoje com estes ordenados num país de tanga,pergunto,QUEM é QUE VAI PAGAR A CRISE…

Cumprimentos do Fonseca dos Santos

A crise bem explicadinha (até ao Lehman Brothers... depois, vá acompanhando o notíciário...)

A CRISE DA ECONOMIA AMERICANA

Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.

Com os 800.000 dólares. Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou tv de plasma de 63 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.

Em Agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez...

O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil....parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.

Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca.

Paul foi aguentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da TV de plasma e do cartão de crédito.

Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.

Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir...

Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó.

Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.

Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.

Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.

Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.

O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.

O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injectar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo porém essas acções levam meses para surtir efeitos práticos. Essas acções foram correctas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.

O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente.

No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.

O que começou com o Paul hoje afecta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.

E hoje, dia 15 de Setembro/2008, o Lehman Brothers pediu falência, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos ) pontos no Índice Dow Jones, que mede o valor ponderado das acções das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York - a maior queda em um único dia, desde a quebra de 1929 ...

O dia de hoje, certamente, será lembrado para sempre na história do capitalismo.

Fonseca dos Santos

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Em Democracia não há lugar a perseguição político-criminal por delito de opinião

Há sinais inquietantes de que determinadas forças políticas fazem "caça às bruxas", usam a ameça penal para perseguir os que não dizem amem aos detentores do Poder. Para silenciar a voz dos que não concordam, dos que são livres e dizem que "O Rei vai Nú".

O direito de liberdade de expressão e de opinião está sob fogo inimigo.

São direitos que, por incrível que pareça, em Portugal estão na mira daqueles que ,dizendo-se democratas e batendo no peito - ou ergendo a voz para reivindicar os pregaminhos da luta contra o autoritarismo , o fascismo, o comunismo - são estruturalmente ditadores, prepotentes, não democratas , que ,à mínima oportunidade , fazem o mesmo que Staline fez na URSS, que Hitler fez na Alemanha e que tantos ditadores fizeram, criando polícias políticas, campos de tortura.Prendendo como arma política e como forma de manterem o Poder.

É cada vez mais importante saber resistir. Em nome da Liberdade, da Democracia, dos Direitos Humanos, valores que não são propriedade de nenhuma pessoa, de nenhum partido.

Os cidadãos devem ter a coragem para resistir a esses aprendizes de ditadores, a esses individuos que não olham a meios para deter e manter o Poder.

Sejam eles quem forem, tenham eles os cargos que tiverem, tenham o Poder que tiverem.

Resistir democraticamente , sem medo, com enorme coragem. Impor o medo é o que pretendem os biltres.

Enfrentar os abusadores e violadores dos direitos liberdades e garantias é DEVER de cada português livre.

Tudo é luta pelo Poder. Poder político, económico ,social. Tudo gira à volta do Poder. Muitos não recuam seja perante o que for para manter o Poder , que querem ilimitado, para continuarem a usufruir das prebendas que vão criando uns aos outros e para benefícios deles, afundando o Estado e prejudicando toda a comunidade.

Se não houver resistência eles conseguem os seus objectivos.Se tivermos medo eles obtêm o que querem. Amedrontar para reinar.

Não devemos permitir. Lutar pela cidadania, pela liberdade, pela dignidade, pelo bem estar do nosso Povo, pelo futuro dos nossos filhos é um imperativo categórico, a que nenhum de nós deve voltar as costas.

Seria muito bom para o nosso futuro que 15 ou 20 advogados estivessem disponíveis para lutar pelos direitos cívicos, mesmo gratuitamente, para defender as pessoas, sem receio seja de quem for.

Só os advogados podem enfrentar o Poder, usando a Lei Nacional e a Internacional para defender a democracia, as pessoas que não têm meios económicos para se defenderem.

Criar uma associação de advogados defensores dos direitos cívicos seria um passo muito importante para Portugal e para os portugueses.

Sem medo, porque vivemos num tempo histórico em que a opressão, a tirania, a Injustiça não podem triunfar.

E seria muito bom que os magistrados assumissem , na prática, os ensinamentos de Deus a Moisés sobre a imparcialidade e a isenção da arte de administrar Justiça, ensinamentos que se podem ver no Livro Deuteronómio.

O maior bem é sentir que é feita Justiça , que quem tem razão e não tem recursos económicos tem as mesmas armas que os que usam milhões de euros .

José Maria Martins - Lisboa

A HERANÇA COMUM

De vela ao cadáver de Salazar, fui-me lembrando de muitos acontecimentos relacionados com a vida pública da nossa terra, em que a sua presença foi dominante. E também de alguns relacionados apenas com o seu modo de ser, que marcou o estilo do governo e da administração, e o estilo de uma geração de dirigentes. Dos que o seguiram e dos que o combateram. Todos marcados, na sua intimidade mais funda, pelo homem e pela sua acção.
Recordarei aqui duas imagens persistentes. Numa manhã de domingo, do ano de Angola Mártir, fui visitá-lo ao forte do Estoril. Como cheguei a pé, não tocaram a sineta que habitualmente chamava para abrirem os portões do caminho de acesso dos automóveis. Subi a breve escada que ali existe. Ao fundo do pátio, onde se encontra a capela, as portas desta estavam abertas. De frente para o altar, a sós com Deus, Salazar cuidava da toalha, e das flores e das velas. Pensei que não tinha o direito de surpreender esta intimidade. Regressei vagaroso pelo mesmo caminho. Pedi para tocarem a sineta. Quando voltei a subir a breve escada do pátio, já ele estava sentado na sua velha cadeira, mergulhado nos negócios do Estado. Era a imagem de um homem de fé segura, sabendo que haveria de prestar contas. A brevidade da vida iluminada pelos valores eternos. O poder ao serviço de uma ética que o antecede e transcende.
Acrescento outra imagem desse tempo. Recordo os discursos, as notas, as entrevistas, as declarações, em que sucessivamente definia a doutrina nacional de sempre para a crise da época. Tudo escrito pela sua mão. Mas depois, não obstante a urgência e a autoridade pessoal, tinha a humildade de chamar os colaboradores e, em conjunto, discutir, e emendar. A grandeza natural de quem pode aceitar dos outros, sendo sempre o primeiro.
E assim foi exercendo o seu magistério. Com fé em Deus e recebendo agradecido os ensinamentos do povo. Porque nunca pretendeu sabedoria superior à de entender e executar o projecto nacional. E nunca quis mais do que amar até ao último detalhe a maneira portuguesa de estar no mundo, preservando e acrescentando a herança.
O Ultramar foi a última das suas preocupações maiores. Como se, ao crescer em anos e diminuir em vida, quisesse guardar todas as energias para sublinhar a essência das coisas. Todos os cuidados para a trave mestra. Doendo-se por cada jovem sacrificado. Rezando, e esperando que o sacrifício fosse atendido e recompensado. De joelhos perante Deus e de pé diante dos homens. Humilde com o seu povo, orgulhoso perante o mundo.
Assim viveu, acertando ou com erros, mas sempre autêntico. Com princípios. O único remédio conhecido contra a corrupção do poder. E muito principalmente quando se trata de um poder carismático, como era o seu caso. Um desses homens raros que a fadiga da propaganda não consegue multiplicar. Porque ou as vozes vêm do alto ou não existem. Não há processo de substituir o carisma. Por isso, também, essa luz, que tão raramente se acende, é toda absorvida pelo povo, o único herdeiro. Soma-se ao património geral. Inscreve-se no livro de todos. Pertence à História. Transforma-se em raiz.

Adriano Moreira

Apetece fugir de Portugal, o problema é para onde

Face a uma maioria que usa e abusa do poder que tem, a oposição não perde uma ocasião para criar má impressão. E não se vê forma de sair deste filme macabro, em que somos tratados como acéfalos figurantes

Estranha-se que o país ande deprimido. Ou então atribui-se a depressão à crise económica. É cegueira: andamos deprimidos porque não temos motivos para andar entusiasmados. Nem sequer com a selecção, que perde, ou com o Benfica dos "seis milhões", que lá vai ganhando.
Basta olhar para as notícias dos últimos dias. O Governo, mesmo para quem o admira ou a ele se curva, parece em roda- -livre, transformado numa máquina de propaganda onde a ficção já se confunde com a realidade. Três exemplos:
Num ministério, o da Educação, lançam-se foguetes dias a fio a propósito dos diferentes programas de distribuição de computadores a crianças e adolescentes sem que se tenha dado a mínima formação aos professores, instalado os programas essenciais ou garantido que este investimento só beneficiava quem necessita mesmo de ser beneficiado. O bodo aos pobres (e também aos ricos) vale politicamente tanto como os frigoríficos que Valentim Loureiro distribuiu em Gondomar (apenas aos pobres), e quase não suscita interrogações sobre a relação custo-benefício, a ausência de concursos públicos ou o número de ministros envolvidos no acto benemérito de entregar o tal Magalhães. Contudo, nesse mesmo ministério permite-se que no Conservatório os estudantes tenham de assistir às aulas sentados no chão, porque não há dinheiro para mobiliário.
Daria vontade de chorar, se não acontecesse ter esse mesmo ministério colocado 35 (repito: trinta e cinco) páginas de publicidade redigida, a imitar o formato de artigos jornalísticos, num dos diários nacionais de maior circulação. Ou assegurado no seu site que os alunos do "2.º e 3.º ciclos do básico e secundário integrados no escalão A [da Acção Social Escolar - ASE] beneficiarão (...) do pagamento integral dos manuais de aquisição obrigatória", quando isso é mentira, como ontem teve de reconhecer um secretário de Estado. Vale tudo, e quando vale tudo não vale a pena chorar, pois as empedernidas e insensíveis almas que nos governam nem sequer escutariam. O poder tanto as cegou como tornou surdas, e lá do alto dos seus gabinetes ou por trás dos vidros fumados dos BMW, só se preocupam em não terem de se cruzar com o povo-povo, o que não foi contratado para aparecer nas cerimónias televisionadas.
Podiam, contudo, não nos comprometer o futuro. Porém, numa altura em que nem os maiores bancos conseguem crédito junto dos outros bancos, eis que insistem em lançar obras de duvidosíssima rentabilidade, como ainda anteontem reafirmou o ministro das Obras Públicas. É tão absurdo, tão contra os sinais que chegam da economia, que só se pode perguntar: a quem, bem lá no fundo, aproveita a teimosia?

Mas se o Governo não dá sinais de melhoras nesta sua forma autista (e autoritária) de gerir o país, se a obediente Assembleia se prepara agora para coroar uma legislatura de lei anti-liberdade de imprensa com a pior e mais danosa de todas elas, o desespero aumenta quando se olha em redor e se sente o vazio.
A principal responsabilidade é do principal partido da oposição. Uma coisa é queixar-se de que lhe pedem para ser o que não é - oposição, o que significa que se espera que critique o Governo -, outra bem diferente é repetir erros, quando tem oportunidade de dizer o que pensa. Ora no mesmo dia em que, correctamente, o PSD decidiu dar liberdade de voto aos seus deputados na questão do casamento homossexual, em salutar contraste com a imposição da disciplina de voto no PS, e o triste espectáculo dado por um grupo parlamentar obediente e venerante, Manuela Ferreira Leite conseguiu estragar tudo ao pedir uma audiência de urgência ao Presidente da República. Por causa da crise? Para denunciar o clima de intimidação criado pela maioria? Não. Para ir perguntar a Cavaco o que pensa sobre o reconhecimento do Kosovo. Colocou-se numa posição subalterna e só pode ter atrapalhado Belém, cuja margem de manobra e influência diminuiu. Tudo isto por causa de um tema que, sendo importante, está muito longe das preocupações dos portugueses. E onde, a bem dizer, o que Portugal faça ou não faça, nos dias que correm, pouco adiantará.
Mais: enquanto, em Lisboa, o líder parlamentar do PSD protesta contra as limitações à liberdade a que nos estamos a habituar (é triste dizê-lo, mas é verdade), o líder do PSD-Madeira faz gala em violar de forma ainda mais ostensiva regras mínimas de decência, como sucedeu na votação que impediu o PS de ter uma, apenas uma, das vice-presidências da Assembleia Regional.

Podíamos multiplicar os exemplos e falar também do PCP e da "reforma" de Agostinho Lopes (dizia-se que um comunista nunca se reforma...), do CDS-PP e das suas inconsequências, do inefável Bloco e das suas artes para vender ilusões com a beatitude dos diáconos, mas ficamo-nos por aqui que a fronteira é já ali e, bem vistas as coisas, lá por fora também sobram os exemplos de populismo, indecisão e inútil intriga e discórdia. Cá finge-se que tudo está bem (mas deixa-se o rabo do gato de fora, quando se fazem operações como a concretizada terça-feira pela Caixa Geral de Depósitos), lá fora reina o desnorte. E se, apesar de tudo, nos Estados Unidos o Congresso pode acabar por aprovar um plano impopular, na Europa arriscamo-nos a nem chegar a ter plano.
Mas a verdade, verdadinha, é que apetecia voltar a escrever, num muro junto ao aeroporto de Lisboa, o que lá esteve escrito em 1975: "O último a sair que apague a luz."

José Manuel Fernandes - Lisboa

O C.C.P., as COMUNIDADES PORTUGUESAS e os GOVERNOS

O Conselho das Comunidades Portuguesas - Instituição criada sob proposta (salvo erro) do Secretário de Estado José Lello e aprovada POR UNANIMIDADE na Assembleia da República, deveria ter sido constitucionalizado, para servir como órgão de aconselhamento do governo, para as políticas a serem adotadas em relação às Comunidades Portuguesas espalhadas pelo Mundo, constituídas por entre um terço e um quarto de todos os portugueses, ou seja, da Nação Portuguesa. Mas, logo após a tomada de posse do primeiro conselho eleito pela Diáspora, o mesmo José Lello ASSUSTOU-SE com o que viu e igorava, pois os CEM CONSELHEIROS eleitos em 1997 - de um modo geral, e inicialmente - honraram e dignificaram os seus eleitores, criaram uma imagem positiva de competência e independência, e impuseram-se por seu comportamento. Foi quando o homem do futebol José Lello PARECE ter afirmado: "CRIEI UM MONSTRO". Para ele, a MONSTRUOSIDADE residia na INDEPENDÊNCIA!.

Entretanto, foram-se exacerbando as vaidades, foram aflorando interesses pessoais e regionais, foram surgindo os EGO camuflados, foram-se mesmo revelando os complexos daqueles que pretendiam ser "DONOS do C.C.P.", e, naturalmente, começaram as rivalidades e as traições (já evidenciadas quando da eleição do Conselho Permanente), tudo contribuíndo para a quebra da qualidade, para a diminuição do prestígio perante o governo e os eleitores - malgrado ter-se conseguido a implantação do ASIC e do ASEC - e a tal ponto que - ainda ao tempo do primeiro conselho - o governo ter tentado substituir parte dos conselheiros eleitos por conselheiros nomeados pelo Poder, portanto, em tese, por ele controlados, ou, no mínimo, a ele devotados. Criado basicamente para ACONSELHAR os GOVERNOS como antes se afirmou, o PRIMEIRO CONSELHO produziu - na sua primeira reunião no hemicíclo do ANTIGO SENADO de SÃO BENTO - um belíssimo conjunto de sugestões que o dignificaram.

Mas - a bem da verdade - nem aquele governo, nem os que se lhe seguiram, pretendiam conselho algum; antes, pelo contrário, sempre tentam maiorias absolutas no Parlamento, onde dominam seus deputados, ao contrário do que ocorre em todo o mundo, em que são os governos a depender dos parlamentos. Assim sendo, como esperar que aceitassem conselhos de EMIGRANTES, portugueses, sim, mas residentes no estrangeiro, de quem os governos portugueses sempre esperaram - apenas e só - grandes somas em remessas de divisas, grande consumo de bens importados de Portugal e muitas visitas à "MÃE PÁTRIA" para ai deixar o que lhe restasse de suas poupanças e ganhos auferidos com o árduo trabalho fora de portas. Como poderíamos esperar que "UM SENHOR MINISTRO da REPÚBLICA" aceitasse conselhos de emigrantes, se era tradição todos eles serem endeusados quando SE DIGNAVAM visitar as Comunidades Portuguesas???

Para azar das COMUNIDADES PORTUGUESAS, aquando da posse do segundo conselho (2003), a vaidade, o egocentrimo e o interesse levaram o Plnário a desobedecer à lei, quando um "acordo" de bastidores decidiu dividir o mandato por dois "presidentes", que não o eram do CCP mas apenas do Conselho Permanente. Foi aí que o prestígio do CCP desabou, criando desconfiança e mesmo receio lá para os lados das Necessidades, pois tratava-se de uma INSTITUIÇÃO que nem mesmo obedecia à Lei que a criou!!! A partir daí, até era de esperar que os governos tentassem liquidar um órgão que só lhe criava problemas, e não tinha qualquer utilidade, pois JAMAIS (ou JAMÉ) os seus "CONSELHOS" tinham sido seguidos. Por essa altura, as reuniões tinham como ponto alto almoços com o secretário, jantares com acessores, e, quem sabe, até mesmo pedidos de ajuda para entidades duvidosas, quem sabe ligadas a um ou outro conselheiro, quando não ajudas de custo para aqueles que tinham medo de avião, e pretendiam ir com a família ou os amigos na sua viatura!!!.

Assim se chegou ao TERCEIRO CONSELHO das COMUNIDADES PORTUGUESAS, altura em que PRATICAMENTE NINGUÊM VOTOU, até porque as alterações das zonas eleitorais e outras mudanças destruíram a harmonia do conjunto, e quase impediram o democrático exercício do voto, propiciando uma autêntica aberração, que foi o caso de Santos eleger e ocupar as vagas de São Paulo, que tem quase DEX vezes mais habitantes e portugueses. E, entre os conselheiros dessa cidade - segundo dizem as más linguas - está o autor do milionário desfalque do Centro Trasmontano da capital. Foi dado o golpe de misericórdia, talvez RAZÃO pela qual - "ELEITO" há mais de seis meses ESTE NOVO CONSELHO das COMUNIDADES PORTUGUESAS ainda NÃO TENHA TOMADO POSSE. Como o antigo conselho PARECE não estar funcionando, HAY e NO HAY CONSEJO, o que deve interessar ao governo, por lhe economizar Euros que não tem, lhe evitar dores de cabeça, e ir de encontro à POLÍTICA de ABANDONO dos PORTUGUESES no ESTRANGEIRO, pois, dizem os "cérebros" que decidem: I N T E G R E M - S E nas sociedades e países de acolhimento!.

Cordialmente, JVerdasca

Grande Oriente Lusitano

Resposta ao M.I. Advogado José Maria Marins sobrs Opus Dei e Maçonaria:

Tenho lido com todo o interesse vários e corajosos artigos do ilustre causídico, com os quais até na generalidade tenho concordado, na medida em que eu próprio também escrevo alguns semelhantes no blogue que tenho no "SOL".

Porém, com este, pela generalização que faz, discordo e até me admira que nele o Dr José Martins escreva, quiçá por dustracção, coisas inconcebíveis, como por exemplo que "A Maçonaria tem também muitos maçons entre os seus membros"! Pudera! Queria que tivesse o quê? Passarinhos?...

Antes de mais e usando uma linguagem simples, digo-lhe que, como sucede em quase todas as organizações, existem bons e maus menbros da Opus Dei e bons e maus maçons, tal como existem bons e maus Advogados e por aí fora...

Para além disso, nota-se que, porventura, o Dr. José Martins terá pertencido ao GOL (Grande Oriente Lusitano), que a maioria dos portugueeses julga que é uma organização maçónica, mas não é, pois há muito deixou de ser reconhecida internacionalmente como tal, precisamente pelos "disparates# que fez aquandio da implantação da República e depois e, principalmente, por não respeitar o primeiro dos principais requisitos para ser uma oraganização Maçónica: todos os seus membros têm de ser crentes em Deus e comportarem-se como homens livres, justos e de bons costumes. Dai que só os francese e poco mais ainda reconheçam o GOL.

Infelizmente, a maioria dos membros do GOL são ateus e, pior, fazem aquilo que o ilustre causídico critica no seu texto, violando todos ou quase todos os princípios e valores que a Maçonaria Regular defende e pratica e que constam dos chamadis "Landmarks". Para melhor se esclarecer, sugiro-lhe que consulte o site da GLLP/GLRP, que é a única Maçonaria Portuguesa reconhecida mundialmente e pela sua leitura logo verá que não é uma organização secreta, mas sim discreta, de tal forma que os dedos de uma mão chegam para contar os que desempenharam cargos governativos no país, sendo aliás nela interdito discutir assuntos políticos,mas sim humanitários e de aperfeiçoamento espiritual em direcçção a Deus. Além disso, tem tantos ou mais membros que o GOL e todos eles juram sobre um livro sagrado, em regra a Bíblia, e não sobre a Constituição, como fazem no GOL. Para melhor esclarecer, se quiser, consulte o referido site.

E depois de melhor se esclarecer, escreva então um novo artigo, se quiser, mas não especule nem generalize, investigue e diga a verdade, podendo adiantar-lhe que também entre a Maçonaria Regular existem, infelizmente, alguns maus maçons e daí até a divisão operada, há anos, na chamada "Casa do Sino", onde o Grão-Mestre de então, Nandin de Carvalho, conseguiu manter viva e actuante na sociedade portuguesa oa bons princípios maçónicos, de liberdade, igualdade. fraternidade, solidariedade, generosidade, tolerância e amor a Deus e ao próximo.

Mo Brasil, felizmente, a Maçonatia é bem mais actuante e respeitada do que em Portugal, mas se não erro, creio que também a nossa pode chegar ao nível dos nosso irmãos brasileiros.

Fico-me por aqui, pois até já fui pouco discreto, mas devia este pequeno esclarecimento, que com certeza o Dr. José Martins não vai levar a mal.

Com toda cordialidade,

Jorge da Paz Rodrigues.

QUEM É ESTA GAJA?

Com uma remuneração anual fixa de 384 mil euros para 2008, à qual
acresce uma contribuição para o plano de pensão e ainda um prémio
anual e um prémio plurianual para períodos de três anos, cada um dos
quais até uma verba máxima de 100% do salário base. Ou seja, se todos
os seus objectivos de desempenho forem cumpridos, Ana Maria Fernandes
receberá mais de 1,1 milhão de euros no seu primeiro ano como
presidente de EDP Renováveis após a entrada da empresa na bolsa. Os
valores mencionados constam do contracto de admissão.

NOTA: São quase 2.000 salários mínimos ou seja cerca o trabalho de 143
anos pelo salário mínimo. Como é possível? É pior do que no Futebol.
Assim a EDP obriga os clientes a pagar os erros da sua gestão, como
nas dívidas incobráveis que quer exigir aos pagadores honestos.

E EU PERGUNTO... COM QUEM SE DEITA???

Camaradas de armas unamo-nos!

O adágio popular diz que «a união faz a força». É certo que toda a união representa mais do que o somatório da força de cada elo da cadeia; poderíamos dizer, de forma tosca, que a união de uma qualquer cadeia é igual à soma da força dos elos da mesma mais a força do conjunto. Uma tal verdade genérica pode ter várias aplicações. Ocorreu-me, hoje, uma sobre a qual vou discorrer em discurso breve, mas conciso.

Mais do que noutros tempos já passados têm sido os militares, nas suas diferentes categorias e Ramos, atacados por este Governo maioritário e dito socialista nos direitos que julgavam adquiridos. Tudo começou pela assistência sanitária e pelas comparticipações específicas que lhes eram dadas quer aquando da aquisição de medicamentos quer nos chamados actos médicos. De uma forma perfeitamente arbitrária o Governo retirou direitos que eram formas indirectas de pagar sacrifícios de uma vida ao serviço da Pátria. Pessoalmente essa arbitrariedade governamental passou a pesar-me na carteira mais de mil e duzentos euros no final do ano em despesas de farmácia!

Quando o militar está na efectividade de serviço pode, de acordo com os regulamentos que pautam a sua actividade, fazer chegar ao comando competente a manifestação da sua discordância em relação ao que afecta a sua vida. Pode dizer por escrito: «Exmo. Senhor, o que me é pago por mês não chega para satisfazer as despesas normais de sustento da minha família. Solicito que dê conhecimento do facto a quem de direito e que sobre o assunto seja tomada a resolução que se achar conveniente».
Pode dizer isto e o comandante ou chefe, se não for completamente inapto, deverá fazer chegar este desabafo ao escalão mais alto que lhe for possível. Talvez o militar reclamante nada ganhe com a reclamação, mas teve a oportunidade de, com lealdade, informar sobre a sua desmotivação. Ora, o que é verdade para um militar na efectividade de serviço já o não é para um que esteja na situação de reforma. Esse não tem para quem reclamar! Resta-lhe, então o quê? Juntar-se com os velhos camaradas em iguais circunstâncias e, em conjunto, carpirem as suas mágoas. Mas só isto? Na minha opinião, não.
Os militares reformados detêm um direito inestimável: o de livremente poderem reclamar em público contra o que acharem por bem. Confere-lhes esse direito a Constituição Política da República. Uma República democrática que ajudaram a construir há 34 anos. As amarras castrenses já estão soltas.
É verdade que o direito de reunião e de manifestação pode ser usado por todos os militares, reformados ou na efectividade de serviço, mas também é certo que sobre os primeiros já não tem a autoridade militar qualquer tipo de alçada. Isso dá àqueles um mais largo espectro de liberdade!

Se nós, militares reformados, soubermos tirar proveito da possibilidade de protesto público formamos uma cadeia que tem a força de cada um e mais a força do conjunto.
Aproxima-se a altura de podermos mostrar quanto valemos. Deixemo-nos de velhos pruridos e saltemos a juntarmo-nos engrossando a cadeia que nos dá força. Deixemos de lado a velha frase que fez escola aqui há alguns anos e que resumia a ideia de que o «chefe do sindicato» era o Chefe do Estado-Maior do respectivo Ramo. Está mais do que provado que eles não são «chefes de sindicato» nenhum e, até, se calhar, já mal representam os direitos e interesses daqueles que comandam.
Camaradas de armas unamo-nos!

Coronel Luís Alves de Fraga

domingo, 5 de outubro de 2008

OS DONOS DA PÁTRIA

Por mais desculpas que sejam apresentadas é evidente que em Lisboa existia um mercado privativo de arrendamento, se as casas eram de menor valor serviam para alojar famílias com dificuldades, mas se aparecia um apartamento numa zona mais nobre da cidade entrava num mercado restrito de gente ligada aos responsáveis da autarquia.
Tratava-se de um mercado onde o arrendamento era feito de acordo com a lei, as rendas até eram actualizadas anualmente como mandam as regras. Mas eram alugadas a baixo preço a amigos. Veja-se, por exemplo, o caso da casa que a vereadora do PS teve alugada, foi alugada há cerca de vinte anos por uma renda que rondaria os oitenta contos.

Vistas as coisas desta forma até se pode pensar que na época tal renda era o normal no mercado, mas não é bem assim. Por essa altura eu aluguei um T1 numa zona muito menos valorizada que a Rua do Salitre e pagava oitenta contos de renda mensal, quatro vezes mais do que custava a casa à vereadora. Nesse tempo não só s casas eram tão caras como agora como eram mais escassas. Só que eu nem tinha direito a rendas de amigo nem as casas da autarquia disponíveis para aluguer eram do conhecimento público, portanto haviam os cidadãos de primeira que alugavam as casas da autarquia e eu era um cidadão de segunda.

Mas mais do que estes bombons camarários o que leva a colocar este post é o facto de me parecer absurdo que a autarquia seja um senhorio, ainda por cima um mau senhorio que não só aluga o seu património ao preço da uva mijona como ainda por cima nem sequer sabe muito bem o que possui na cidade. Ao mesmo tempo a autarquia está falida e eu, como todos os outros munícipes, sou obrigado a pagar taxas elevadíssimas para ajudar a recompor as finanças camarárias.

Faz sentido que a autarquia conte com um parque habitacional mínimo com que possa ocorrer a situações mais complexas, todavia, não se compreende que a CML tenha milhares e milhares de fogos mal geridos e, pró quilo que se tem visto, alugados a preços de amigo. Isto custa muito dinheiro aos cidadãos de Lisboa, não só pelo investimento congelado neste património, mas também pela imensidão de custos de manutenção e toda a burocracia necessária para gerir todo este património.

Talvez seja tempo de os autarcas deixarem de querer ser generosos para os amigos e substituir-se à segurança social. O mal não está só na forma como este património está a ser gerido, o mal está no facto de a CML manter todo este património. Eu trocá-lo-ia, por exemplo, por boas escolas. Poupava-se, apostava-se no futuro dos lisboetas e era tudo mais honesto e transparente.

O JÙ

IMPUNIDADES

Tony Blair veio fazer uma palestra a Lisboa, para a habitual platéia de decisores políticos e econômicos. Depois de dez anos a governar a Inglaterra em nome dos trabalhistas, Blair é hoje um dos homens mais bem pagos da Europa, cobrando entre 125 mil e 250 mil euros por cada uma destas conferencias, além do salário de luxo que recebe como consultor de um desses bancos americanos que agora estão no olho do furacão da crise financeira mundial. Também é enviado especial da ONU para o Médio-Oriente, mas, nessas funções, tem-se revelado bem menos empenhado e eficaz do que a fazer conferencias. Como herança interna, Blair deixou um défice monumental nas contas publicas inglesas, arruinou o mítico Serviço Nacional de Saúde (ao ponto de ser o líder dos “tories” , David Cameron, quem hoje faz o papel de defensor publico do SNS), deixou umas centenas de mortos ingleses no Iraque e o país ligado ao desfecho da aventura de Bush (para a qual Blair foi o primeiro dos apoiantes), e, para rematar em beleza, deixou toda a economia inglesa refém da tragédia de Wall Street.
Seria de esperar da sua parte talvez alguma humildade, algum embaraço, quem sabe mesmo, alguma vergonha; afinal de contas, ele foi um dos principais responsáveis pelo estado do mundo e ainda anda a facturar fortunas a falar dos ‘problemas’ que ajudou decisivamente a criar! Mas, se alguém esperava tal coisa, esperou em vão. Descontraído e sorridente, Tony Blair puxou de umas notas avulsas e deu conta das suas recentes andanças pelo mundo: esteve em Pequim, nos Jogos Olímpicos, esteve no deserto numa tenda do Kadhafi, esteve aqui e ali, derramando a sua vasta experiência sobre os ‘problemas’ para poder concluir em Lisboa que ‘os problemas são globais e precisam de soluções globais’. Mais uns quantos lugares comuns de profundidade semelhante e a repetição de que o trabalho tem de ser flexível e a Segurança Social tem de ser reestruturada. E pronto. Suponho que lhe terão batido palmas e agradecido muito a lição e o incomodo. E lá foi Tony Blair, sorridente, para o seu próximo compromisso global. É assim que se governa o mundo, nos tempos de agora.

‘Miguel Sousa Tavares’

Saudades da Inquisição!

Ontem, no Tribunal do Santo Ofício, em Monsanto, assistiu-se a mais um capítulo da vergonhosa história da justiça portuguesa. Um grupo de 36 arguidos, a maior parte desconhecidos uns dos outros, juntos no banco dos réus para responder em co-autoria por discriminação racial e os chamados "crimes conexos", sem conexão uns com os outros, conforme salientou o colectivo de juízes. Não andaram em tiroteios em Quintas, não violaram crianças em Vivendas, e não são seguramente do Partido Socialista. O seu crime? Basicamente escrever, conforme se retirou do eloquente discurso do juiz, que deu ênfase às mensagens escritas na internet. Um arguido que tinha um blog, quase três anos de prisão efectiva. Dois arguidos que escreveram frases isoladas e descontextualizadas, quase dois anos de pena suspensa. Um crime de ameaça por desabafo na internet, três anos de pena suspensa. Pelo meio pontapés num carro, desacatos num bar, uma ida a Coruche para apoiar a população. Depois a posse de arma ilegal, por via das buscas domiciliárias, armas essas que apesar de não usadas contra alguém foram fortemente penalizadas pelo colectivo. Tudo junto não anda longe dos 100 anos de prisão. Com tribunais destes, num Estado que se diz de Direito, atreve-mo-nos a dizer: que saudades da Inquisição!

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